Toyota quer veículos elétricos que continuem a funcionar após falhas graves no motor
A Toyota submeteu recentemente uma patente que promete elevar a fiabilidade dos veículos elétricos (VE) a um novo patamar. O objetivo central desta tecnologia é garantir que um automóvel não fique imobilizado, mesmo quando o seu motor principal sofre uma avaria interna grave.
O cenário atual das avarias em motores elétricos
Atualmente, a maioria dos VE disponíveis no mercado lida com falhas críticas de duas formas distintas:
- Nos modelos equipados com tração integral e dois motores, como acontece frequentemente nos Tesla Model 3 ou Model Y, o sistema consegue desativar a unidade danificada e prosseguir viagem utilizando apenas o motor funcional, ainda que com uma redução óbvia de potência.
- Para os veículos que possuem apenas um motor, ou nos casos em que o segundo motor não consegue suportar a carga sozinho, uma falha no inversor ou no próprio propulsor resulta, invariavelmente, na paragem total do automóvel.
A nova abordagem da Toyota foca-se na tolerância a falhas dentro de uma única unidade motriz. Em vez de desligar completamente o motor perante um problema, o sistema tenta isolar o dano.
Na prática, o controlador de motor descrito na patente consegue detetar anomalias internas específicas, tais como curtos-circuitos ou circuitos abertos em secções do inversor. Ao identificar a origem do problema, o sistema ajusta a distribuição de energia, cortando a alimentação à área afetada e mantendo a operação com as componentes que ainda se encontram funcionais.
A inovação tecnológica da Toyota perante falhas internas
Embora o motor passe a funcionar com menos fases, apresentando uma eficiência energética inferior e uma potência limitada, ele não deixa de girar. O propósito desta tecnologia não é manter o desempenho máximo do veículo, mas sim oferecer um controlo suficiente para que o utilizador possa retirar o carro de uma situação de perigo.
Diferente dos tradicionais "limp modes" que encontramos atualmente - que são, na sua maioria, limitações de software para proteger a bateria ou o sistema térmico - a proposta da Toyota atua diretamente ao nível do hardware. É uma solução que permite ao motor "lutar" pela sua funcionalidade, em vez de se tornar num peso morto no eixo do veículo.
É importante salientar que esta inovação não é uma garantia de que os motores se tornarão indestrutíveis ou que as reparações serão mais baratas. Trata-se, essencialmente, de uma camada adicional de segurança ativa. No modelo de redundância da Tesla, a segurança advém de ter "dois motores"; na visão da Toyota, a segurança é integrada na arquitetura de cada motor individual.
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A ideia é boa, resta saber até que ponto um motor a funcionar em 2 fases consegue “arrancar ” com o veiculo parado.
Pensava que os eléctricos não avariavam…
Pensava mal, porque ninguém lhe disse isso.
Até seria interessante saber o nivel de resistência de um carro eléctrico ou até dos carros pós 2010 a uma EPM. Garantir que ambos deveriam poder arrancar, travar, virar e ligar luzes mesmo sem a centralina. Um modo totalmente analógico que possa tomar conta em caso de falha catastrófica do sistema principal.
Não haviam por aí uns artistas que afirmavam que aToyota, coitada, já estava ultrapassada e atrasada e que dali já não poderíamos contar com o que quer que fosse?
Se calhar vão fechar as portas ou melhor fachar as fábricas e deixar de produzir mais de 10 milhões de veículos/ano só porque alguns querem.