Radares de Velocidade: quem decide a localização dos radares e quais os critérios?
A colocação de radares de velocidade, frequentemente criticada como “simples caça à multa”, leva a várias questões: quem decide a localização? Quais os critérios usados? E por que há tantas diferenças de limites e fiscalização em estradas com características idênticas?
Ao contrário do que se poderia pensar, não existe uma única entidade com autoridade absoluta para decidir onde ficam os radares ou como são definidos os limites de velocidade. Pelo menos cinco organismos diferentes participam de alguma forma no processo:
- Ministério das Infraestruturas e da Habitação - responsável pela mobilidade.
- Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) - regula, licencia e planeia os transportes.
- Ministério da Administração Interna - define a estratégia geral de segurança rodoviária.
- Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) - responsável pelos controlos e pela operação de radares através do sistema SINCRO.
- Infraestruturas de Portugal - gestora da rede rodoviária
Limites de velocidade - lei vs exceções
O Código da Estrada português define os limites padrão (por exemplo, 50 km/h em zonas urbanas, 120 km/h nas autoestradas). Mas existem exceções: quando o tráfego ou características da via o justificam, os limites podem ser alterados, por proposta da entidade gestora, e com despacho do MAI ou do presidente da ANSR.
Na prática isto quer dizer que:
- As concessionárias de autoestradas podem sugerir alterações;
- A ANSR pode aprovar e gerir radares;
- A IP ou municípios definem alguns limites locais.
Ou seja: limites diferentes podem ser fixados para estradas com geometria semelhante, o que muitas vezes gera confusão e críticas públicas.
Onde e porquê existem radares?
Segundo a ANSR, antes de instalar um radar, são considerados fatores como:
- Concentração de acidentes no local;
- Velocidades praticadas acima do aceitável;
- Características geométricas das vias;
- Disponibilidade de energia e telecomunicações para o equipamento.
A colocação de multas através de radares é, de facto, um dos principais mecanismos para reduzir a velocidade e, teoricamente, a sinistralidade rodoviária. Mas a lógica de decisão nem sempre é transparente e deixa espaço para críticas: muitas vezes, ruas ou autoestradas semelhantes têm limites e radares diferentes sem uma justificativa pública clara.
Exemplos que ilustram a falta de lógica uniforme
- Na A25 (Viseu) há troços com limites 120, 100 e 80 km/h com radares distintos.
- Na A1, zonas perto do Porto têm limites mais baixos com radares, enquanto outras perto de Lisboa permitem velocidade total sem controle.
- Em Campanhã (Porto) duas autoestradas paralelas têm limites e fiscalizações bastante diferentes.






















Aos que dizem que, para evitar multas por excesso de velocidade, basta cumprir os limites, sugiro fazerem o IC8 de fio a pavio, sempre a cumprirem velocidades máximas.
Depois digam-me se alguns dos limites fazem sentido para um IC.
Para mim, está pensado para a caça à multa.
IC8 não é bom exemplo, depende dos troços e das condições atmosfericas, facilmente me sinto seguro a 180 como facilmente que me sinto inseguro a 120, não é uma estrada linear
-Ministério das Infraestruturas e da Habitação
-Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT)
-Ministério da Administração Interna
-Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR)
-Infraestruturas de Portugal
Tudo farinha do mesmo saco, para ser valido teria que haver uma comissão de cidadãos (condutores e utilizadores dessas vias) escolhidos aleatoriamente, para ser aprovado, ou algo do género. Cheguei ao ponto que não confio em nenhuma instituição do Estado.
E eu a pensar que era caça á multa….
Quem saia da A2 na Marateca terá de ir a 70km/h pela IC1 até á a próxima ligação á A2 em Alcacer. Estranho não? Agora vou sempre pela A2 até Alcacer, é que são doentios todos aqueles kms inexplicáveis, e sempre cumpro o eventual propósito de ir pela Brisa. Ás vezes não parece caça á multa, mas só uma forma de “fidelização”. Temos também o exemplo de um controlo de velocidade na Serra do Algarve, (um pouco antes do de Santana da Serra que temos o limite de 90km/h, que nos obriga a ir a 70km/h) absolutamente sem qualquer explicação ou propósito, que não seja de pura maldade. Parece sacanagem lusitana pura.
Depois há o reverso da medalha com a Marginal de Lisboa – Cascais e vice versa onde o limite é 50 Km/h que muito pouca gente cumpre. Ainda para mais quando se quer ultrapassar pela faixa da esquerda e o da frente vai a 50 km/h também…
O único radar fixo que conheço fica em Santo Amaro de Oeiras…
Desde a implantação do limite 50, não faltam muitos radares móveis. Está descansado.
Em sequência, hoje a marginal está transformada em pista de treino para ciclistas. NC vi tanta bicla de treino (a par ou a três lado a lado ainda por cima), ou lazer na Marginal.
Queres chegar a tempo ao emprego? Vai para a A5 e paga o bom e o belo!!! Há muita gente sem nada q fazer q precisa da Marginal para matar o tempo e fazem questão de mostrar q a estrada é só delesl!
A mim não me afeta muito andar devagar e por acaso mesmo com movimentos chego ao emprego e regresso a casa sem grandes problemas e se calhar mais rapidamente. Mesmo nestes dias de temporal a Marginal tem estado a funcionar mas os “cicalistas” não os vejo (devem ter voado com o vento)…
Deviam estudar o fenómeno dos radares de 50 na Av Santos e Castro em Lisboa . Um troço de 3,3 KMS nas traseiras do aeroporto, delimitado pelas redes da pista e barrancos da pista de um lado e pelo vale natural qs a pique do outro, sem trânsito, sem casas, sem peões (incluindo sinal de proibição a peões) sem cães ou gatos, sem histórico de acidentes, com perfil de AE, diria melhor q a maioria das AE, COM 3 vias para cada lado (as x’s 4 vias na única entrada e saída), separador central e raios laterais.
*rails