Nova lei quer exigir matrícula às bicicletas elétricas
Devido ao aumento dramático de acidentes com bicicletas elétricas, um projeto de lei na Califórnia quer exigir matrículas para e-bike.
Na Califórnia, um projeto de lei procura reforçar a segurança pública através da exigência de que certas bicicletas elétricas sejam registadas junto do estado e exibam matrículas.
Segundo a deputada Rebecca Bauer-Kahan, autora do projeto, numa declaração, "o aumento dramático de acidentes com bicicletas elétricas em toda a Califórnia exige ação imediata".
Na sua perspetiva, esta legislação procurará melhorar a responsabilização e ajudar as autoridades a proteger as crianças e todos os utilizadores da via pública.
Conforme a imprensa norte-americana, o Projeto de Lei 1942, conhecido como E-bike Accountability Act, prevê o seguinte:
- Exigir que bicicletas elétricas das Classes 2 e 3 sejam registadas no Departamento de Veículos Motorizados (DMV);
- Exigir que essas bicicletas exibam uma matrícula;
- Exigir que os ciclistas possuam prova de propriedade correspondente ao número de série da bicicleta;
- Determinar que o DMV estabeleça um processo de registo para bicicletas elétricas.
Califórnia quer que ciclistas estejam identificáveis
Ao contrário de automóveis e motociclos, as bicicletas elétricas não são, atualmente, obrigadas a exibir matrícula, dificultando a identificação de ciclistas envolvidos em comportamentos perigosos ou infrações de trânsito.
Segundo o gabinete de Bauer-Kahan, citando o Statewide Integrated Traffic Records System, o rápido aumento do uso de bicicletas elétricas na Califórnia coincidiu com um crescimento de 18 vezes no número de ferimentos entre 2018 e 2023.
Apesar de cidades do sul da Califórnia terem emitido orientações sobre o uso de bicicletas e trotinetas elétricas nas ruas locais, ao longo dos anos, o estado parece querer reforçar a legislação.
Legislação europeia para as e-bikes
Na Europa, existem regras parcialmente semelhantes à proposta apresentada na Califórnia, mas aplicam-se apenas a um tipo específico de bicicleta elétrica.
A maioria das bicicletas elétricas, conhecidas como pedelec, com potência até 250 W e velocidade máxima assistida de 25 km/h, é legalmente tratada como uma bicicleta comum.
Por isso, na generalidade dos países europeus não é exigida matrícula, registo nem seguro, mantendo-se um regime simples para o uso quotidiano destes veículos.
Por sua vez, as e-bikes mais rápidas, normalmente chamadas speed pedelec, que podem atingir cerca de 45 km/h com assistência elétrica, são classificadas como ciclomotores em vários países.
Nesses casos, passam a ser obrigatórios o registo do veículo, matrícula, seguro e, por vezes, carta de condução.
Neste cenário, ao contrário do projeto de lei da Califórnia, que pretende alargar a identificação a modelos mais comuns, a Europa visa apenas veículos mais potentes e potencialmente mais perigosos.
Em Portugal, é geralmente seguida a norma europeia, ou seja, a maioria das bicicletas elétricas não precisa de matrícula nem de registo.
Imagem: ChatGPT





















Cá em Portugal, não percebo como bicicletas ou trotinetes elétricas que andam na estrada, não tenham identificação e seguro obrigatório. É ridículo, por exemplo uma mota 50cc ter de ter, e estas novas elétricas não!
As eléctricas equivalentes às 50cc têm matrícula sim.
Isso é apenas uma teoria! Já percebi por outros “posts”, que o JL vive num mundo teórico!
+1000
Exacto. Existe muitos acidentes.
Bem tendo matrícula, seguro, etc já se evitam acidentes.
Fazer ciclovias como deve ser está quieto.
Mais uma ideia que logo cá chega bem as Mortágua e esquerdinhos subirem ao puder.
Para eles desde que se pague, desde que se crie mais impostos fica tudo bem.
As mortagua vão muitas vezes à Califórnia?
Esta extrema direita anda maluca.
Antes escondiam-se no armário, mas agora andam saidinhos..
Extrema direita na Califórnia? É extrema esquerda..
Os democratas não são de extrema esquerda, nem esquerda, nem sequer centro esquerda. Os democratas são neoliberais, ou seja, de direita. São uma direita mais moderada, mas de direita na mesma.
olha-me este, vens falar da genese partidária americana, isso há muito que voou.. vai lá ver como é governada a california e quantas cidades santuário existem, tantas que até já foi classificado como estado santuário.. depois diz-me que não é extrema esquerda
Não meu ignorante, os democratas já foram bem mais moderados no passado, que no presente. Tal como os republicanos. Acho que devias de: Primeiro, estudar a história política dos estados unidos. Segundo, que sistemas político-económicos são considerados de esquerda, o o que estes defendem.
Tu )/(&%$ que doi
E bicicletas normais tambem deviam como antigamente
+1
“exigir que bicicletas elétricas das Classes 2 e 3 tenham registo e matrícula. O que são:
– Classe 2 – “e-bikes com acelerador” de potência máxima 0,75 kW – possui um punho ou botão com acelerador que permite mover a bicicleta sem usar os pedais. Velocidade máxima que o motor assiste (ou seja, acima disso é preciso pedalar) – 32 km/h
– Classe 3 – e-bikes “speed peedelec” para deslocação rápida no trânsito de potência máxima 0,75 kW- pode ou não ter um punho ou botão com acelerador, mas obriga a usar os pedais. Velocidade máxima que o motor assiste – 45 km/h
Em Portugal a legislação é mais exigente – Decreto-Lei n.º 26/2025, de 20 de março, em vigor desde 20 de junho de 2025:
– Se a sua trotinete ou bicicleta elétrica tiver potência até 0,25 kW, pesar até 25 kg e não ultrapassar os 25 km/h, é considerada um velocípede (tal como as bicicletas convencionais ou as elétricas com motor auxiliar até 1 kW). Nestes casos, não precisa de seguro obrigatório
– Se ultrapassar estes limites, é tratada como um ciclomotor ou motociclo. Nesse caso, precisa de:
Veículo devidamente homologado e matriculado
Carta de condução adequada (categoria AM – mínimo 16 anos), ou outra carta que já a inclua)
Seguro obrigatório de responsabilidade civil
E uso de capacete (obrigatório, já que são equiparados a ciclomotores) e restantes equipamentos de segurança.
So vejo malta da Bolt a andar de bicicletas elétricas, mas alteradas para andarem como motos eletricas. Ninguém faz nada…
Por falar em leis dos EUA …
Estão lembrados das “tarifas do dia de libertação” de Trump. Apareceu um dia com uma cartolina azul e amarela e taxou os países todos, incluindo o Lesoto e a Ilha dos Pinguins com base numa fórmula matemática que não lembra a ninguém.
Agora o Supremo Tribunal dos EUA, por 6 (3 juízes liberais e 3 conservadores) a 3 (conservadores), decidiu que não tinha poderes para isso e anulou-as.
A roda que Trump deu aos juízes que votaram com as suas tarifas: “Umas desgraça”, “Tolos e cães de colo”, “Desleais e antipatrióticos”, “Influenciados por interesses estrangeiros”.
Os juízes mandaram devolver às empresas importadoras dos EUA o valor que pagaram em tarifas (e que por certo já tinham transferido para os compradores).
Em vez dessas tarifas todas, variadas, agora Trump decretou uma de 10%, geral.
Também deveria ser ilegal impor sancões a países que prejudiquem a vida dos cidadãos ou meterem o nariz onde não lhes diz respeito.
Essa malta tem é q ser obrigada a ir para o alcatrão. Estou farto de apanhar sustos com razias de veiculos desses q partilham o espaço destinado a peões a mais de 25kmh e carregados até aos dentes. O terrível lobby climático tudo permite em nome da revolução elektra.
A tua vida deve ser muito triste…
Onde é que o lobby climático defende o uso de bicicletas eléctricas e afins nos passeios?
em todo o lado, defendem como substituição do carro.. wake up
pois, substituir os carros por bicicletas aparentemente é mau! Já te disse que és burro que doi?! Tu sabes que sim, mas vou relembrar, és burro que doi!
Ui, então neste caso também há aquele infantil sentimento de ficar sempre atrás delas ? Tem de pedalar mais……
Já vai tarde… Não só em Portugal, como em toda a UE.
E com isso seguro obrigatório e umas aulinhas de código de estrada.