PplWare Mobile

Fazer seguro automóvel em nome de filhos ou netos pode trazer problemas

                                    
                                

Autor: Pedro Pinto


  1. Pedro says:

    O lobby das seguradoras está TÃOOO preocupado com o risco e a exactidão… Até comove como eles se preocupam com a segurança dos seus clientes…

  2. Max says:

    Quanto à cobertura do sinistro:
    – Em danos causados a terceiros (responsabilidade civil) a seguradora paga, ou o tribunal obriga-a a pagar, porque os seguros de responsabilidade cvil são para proteger os terceiros lesados … Mas a seguradora pode depois pedir o direito de regresso, ou seja, ser reembolsada do que pagou.
    – Em danos próprios pode-se recusar a pagar.
    Se às 8:30 da manhã o filho que ia para as aulas tiver um acidente no IC19, é praticamente certo que a seguradora vai investigar, vai andar a perguntar aos vizinhos quem é que habitualmente guia o carro.

  3. Nuno Magalhães says:

    Em teoria, só faz sentido por uma questão económica no imediato, porque quanto mais tarde tiver seguro em nome próprio, mais tempo leva a ganhar um desconto por longevidade no seguro em si.

    Até porque diz a lenda que a maioria dos acidentes não acontecem nos primeiros anos, mas sim, quando o condutor já se sente um Juan Manuel Fangio, mas ainda com mãos de T-Rex.

    Por outro lado, só em situações mesmo muito específicas é que seria possível provar com toda a certeza quem é mesmo o condutor habitual.

    Se vale a pena arriscar com seguradoras e levar isto para tribunal?
    Não me parece de todo que seja uma escolha muito inteligente.

  4. B@rão Vermelho says:

    Podes sempre alegar que o carro é emprestado naquele dia, mas o correto era ser seguro de carta, todos os encartados em Portugal pagavam um seguro, e assim mesmo com um carro emprestado estavas a conduzir com o teu seguro.

    • SrBla says:

      Não é descabido, mas tu aí irias duplicar os seguros. Porque terias de ter um seguro de “carta” para cobrir danos a terceiros e um seguro automóvel para cobrir os danos próprios do teu carro – e nesse ponto aí iria ser criada uma confusão pois iria haver conflito entre o seguro da carta e do automóvel para cobrir os danos próprios causas pelo condutor.
      O seguro que pagas está indexado não só à tua carta de condução, mas também ao valor/ripo de automóvel.

    • Max says:

      Tirámos carta ao mesmo tempo, não tivemos acidentes, mas conduzes um carro: a) de maior cilindrada/potência, d) de maior peso e dimensão (tu um SUV e eu um citadino), c) tu um desportivo e eu um familiar); d) tu um carro que estatisticamente tem mais acidentes que o meu.
      E pagávamos o mesmo seguro (para simplificar, apenas o de responsabilidade civil) visto que é seguro do condutor? Não, todos os factores que referi agravam o teu prémio de seguro.
      Não há volta a dar – no seguro automóvel há que considerar o veículo seguro e o condutor habitual. Se o condutor for o filho ou qualquer outra pessoa, autorizada e legalmente habilitada a conduzir, o seguro cobre.
      Quanto ao pai alegar que emprestou o carro nesse dia … a seguradora pode investigar quem é o condutor habitual.

      • Zé Fonseca A. says:

        falta aí outro fator importante, é diferente fazer um seguro para um carro que circula em lisboa do que fazer um seguro para um carro que circula em canas de senhorim.. a morada é importante

      • B@rão Vermelho says:

        Para teres carta ativa / valida tinhas de pagar seguro, caso não quisesses conduzir suspendias a carta por X tempo, exemplo as quotas de uma ordem qualquer, podes suspender X de tempo.
        Ou podiam fazer o acerto / agravamento depois do acidente, como fazem agora, tens acidente aumentam o prémio era igual, digo eu, foi aqui explicado, o seguro de responsabilidade civil as seguradoras são obrigadas a pagar, os de danos próprios são um caso à parte, logo se bateres com um Ferrari ou um Fiat e se fores culpado é indiferente, mas posso estar a ver a coisa mal, mas do alto da minha ignorância faz sentido.
        E o mais certo eram os seguros serem mais caros, mas podia compensar no meu caso tenho um carro e duas motas, em vez de pagar 3 seguros 600€, no total, pagava 400€, valia a pena.
        Antigamente os vendedores de carros tinham as cartas asseguradas para quando transportavam os carros de um lado para outro, não sei se ainda é assim.

        • Max says:

          Pela diferença de velocidade e massa, é provável que os danos causados a terceiros num Ferrari sejam maiores do que se for um Fiat.
          Mas o que estás a dizer no fim, depende é da negociação com a seguradora, ou seja 3 seguros por 400 € (em vez de 600 €), embora cada um tenha o seu seguro. O mesmo para seguros de frotas ou para certas atividades.
          No geral, não há volta a dar – considerar no preço do seguro as caraterísticas do carro e do condutor. Antes dos acidentes, porque depois os seguros sofrem agravamento (sistema bonus/malus).

    • pintor says:

      Os seguros de carta são muito mais dispendiosos que os dos veículos.

  5. naodou says:

    É só colocar que a pessoa é o condutor habitual e já nao ha qualquer problema.

    • Zé Fonseca A. says:

      mas aí aumenta o premio

      • naodou says:

        não aumenta absolutamente nada, tive o meu seguro assim durante uns 6 anos.

        • Max says:

          Mas qual “pessoa”? Estás dizer:
          – Que se paga o mesmo seguro ao por como condutor habitual uma pessoa com mais de 25 anos e mais de 5 anos de carta, em vez de outra com menos de 22 anos e menos de 1 ano de carta?
          – Ou que fizeste isso e não tiveste acidentes (ou tiveste, mas a companhia de seguros não investigou)?
          Ninguém deve recomendar isso, porque “u baratu pode sair (muito) caru”….

  6. Nuno says:

    Pior é fazer seguro de um veiculo, colocar a esposa como condutor habitual…a Esposa ter um acidente, e o TOMADOR DO SEGURO é que fica impossibilitado de fazer novos seguros…

    • B@rão Vermelho says:

      Mas neste caso há companhias que fazem desconto em seguros para senhoras, ou pelo menos havia.

    • Max says:

      Errado. O tomador do seguro é o que se responsabiliza por pagar o prémio do seguro.
      Se o pai é o tomador do seguro, pode (e deve) por o filho ou a mulher como condutor habitual – o que não deve é por-se a ele como condutor habitual (se não é).

    • Zé Fonseca A. says:

      a responsabilidade é sempre do tomador, mas não entendo em que planeta ficaria impossibilitado de fazer novos seguros, teria de ser algo grosseiro

      • Nuno says:

        Acredita que não. A minha mulher teve dois acidentes “Toques” num periodo de um ano. entretanto eu quis adquirir um carro…Estupidamente tive de fazer o seguro em NOME DELA. Porque as companhias não me faziam seguro “sendo que eu na realidade nunca tive nenhum acidente” quem teve foi o condutor habitual.

        • Max says:

          É verdade. Tinhas um seguro em que eras o tomador do seguro (o pagador e gestor do contrato) e a tua mulher estava como condutor habitual.
          No sistema bonus/malus, em caso de acidente o agravamento recai sobre a apólice e o tomador do seguro vai pagar mais.
          O Certificado de Sinistralidade, que as companhias de seguros consultam, fica em nome do tomador, que fica com o histórico negativo, e não sobre o condutor.

    • MR says:

      Não podes querer sol na eira e chuva no nabal lol

  7. Agh says:

    O meu carro tem seguro em nome do meu avo e pago muito menos, comoensa e bem! E menos de metade

  8. Yamahia says:

    Já não percebo nada. Nuns artigos dizem que a culpa é dos velhos, neste diz que é dos jovens.

    • Max says:

      Não é tanto ser jovem, apesar de até aos 25 anos ser fator de agravamento, com o jovem condutor (18-22 anos) mais agravado. É mais há quantos anos se tem carta: < 1 ano (recém-encartado); 3 a 5 anos; e mais de 5 anos.

    • Mário says:

      obviamente que é dos jovens. julgam-se os maiores e que nada lhes acontece.

  9. Joao Ptt says:

    Em tempos as seguradoras deixavam a pessoa fazer um seguro que a pessoa ao conduzir um qualquer automóvel o mesmo tinha automaticamente seguro pelo facto de a pessoa que o conduzia ter esse seguro.

    Acho que era para o mercado dos mecânicos mas na prática qualquer um poderia ter acesso, mas entretanto acabaram com esse seguro ou restringiram o acesso ao mesmo.

    Sim, era bastante mais caro que os outros seguros, mas para quem conduz muitos automóveis diferentes (ex.: mecânicos, pessoas com vários veículos, etc.) dava muito jeito.

  10. Barbatana says:

    Se o seguro está registado ao veiculo, não deveria fazer diferença nenhuma em quem o está a conduzir e quem o pagou. O que deveria ser por carta e não por carro!

    • Max says:

      O seguro para quem tem menos de 22 anos e menos de 1 ano de carta é mais do dobro do seguro de quem tem mais de 25 anos e carta há mais de 5 anos, sem acidentes. Se tiver um carro muito potente até podem não lhe fazer seguro.
      Se no seguro por carta, apenas de responsabilidade civil, se mantiver a mesma diferença, nada tenho a opor. Mas como se vê por este exemplo, as caraterísticas do carro como a potência também contam.
      Não há volta a dar senão considerar no preço do seguro as caraterísticas do carro e do condutor – habitual. Quem for pelo “chicoespertismo” para pagar menos, pode-se dar mal.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title="" rel=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*

Aviso: Todo e qualquer texto publicado na internet através deste sistema não reflete, necessariamente, a opinião deste site ou do(s) seu(s) autor(es). Os comentários publicados através deste sistema são de exclusiva e integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. A administração deste site reserva-se, desde já, no direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação do seu autor (nome completo e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.