Fazer seguro automóvel em nome de filhos ou netos pode trazer problemas
O regulador do setor segurador em Portugal deixou um aviso importante para muitas famílias. Fazer seguro automóvel em nome de filhos ou netos pode trazer problemas, e até levar à recusa de pagamento em caso de sinistro.
Segundo a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), esta prática é mais comum do que se imagina, mas pode configurar uma declaração incorreta do risco junto das seguradoras.
Pais e avós não devem fazer seguros automóvel em nome de filhos ou netos
De acordo com informações avançadas, a ASF alerta que o seguro automóvel deve ser feito tendo em conta quem é, na prática, o condutor habitual do veículo. No entanto, algumas famílias optam por colocar o seguro em nome de um condutor mais velho, normalmente pais ou avós, para reduzir o valor do prémio.
Isto acontece porque os condutores jovens ou com pouca experiência ao volante pagam, por norma, seguros mais caros devido ao maior risco associado.
A ASF explica que, se o condutor habitual não for o mesmo que consta no contrato do seguro, pode existir uma declaração inexata do risco. Numa situação destas, a seguradora pode:
- reduzir o valor da indemnização;
- exigir pagamento adicional do prémio;
- ou, em casos mais graves, recusar a cobertura do sinistro.
Ou seja, numa situação de acidente, a tentativa de poupar no seguro pode acabar por sair bastante mais cara. O regulador reforça que, no momento de contratar um seguro automóvel, devem ser prestadas informações verdadeiras e completas, incluindo quem conduz habitualmente o veículo.





















O lobby das seguradoras está TÃOOO preocupado com o risco e a exactidão… Até comove como eles se preocupam com a segurança dos seus clientes…
segurança? activas um seguro precisamente quando os elementos de segurança falharam, um seguro é meramente um segurança financeira
Quanto à cobertura do sinistro:
– Em danos causados a terceiros (responsabilidade civil) a seguradora paga, ou o tribunal obriga-a a pagar, porque os seguros de responsabilidade cvil são para proteger os terceiros lesados … Mas a seguradora pode depois pedir o direito de regresso, ou seja, ser reembolsada do que pagou.
– Em danos próprios pode-se recusar a pagar.
Se às 8:30 da manhã o filho que ia para as aulas tiver um acidente no IC19, é praticamente certo que a seguradora vai investigar, vai andar a perguntar aos vizinhos quem é que habitualmente guia o carro.
IC19 ia para as aulas? no ic19 às 8:30h estava a regressar da noite onde esteve a vender droga
Em teoria, só faz sentido por uma questão económica no imediato, porque quanto mais tarde tiver seguro em nome próprio, mais tempo leva a ganhar um desconto por longevidade no seguro em si.
Até porque diz a lenda que a maioria dos acidentes não acontecem nos primeiros anos, mas sim, quando o condutor já se sente um Juan Manuel Fangio, mas ainda com mãos de T-Rex.
Por outro lado, só em situações mesmo muito específicas é que seria possível provar com toda a certeza quem é mesmo o condutor habitual.
Se vale a pena arriscar com seguradoras e levar isto para tribunal?
Não me parece de todo que seja uma escolha muito inteligente.
o adicional do premio por seres recem encartado é 10x superior ao da antiguidade do seguro
Podes sempre alegar que o carro é emprestado naquele dia, mas o correto era ser seguro de carta, todos os encartados em Portugal pagavam um seguro, e assim mesmo com um carro emprestado estavas a conduzir com o teu seguro.
Não é descabido, mas tu aí irias duplicar os seguros. Porque terias de ter um seguro de “carta” para cobrir danos a terceiros e um seguro automóvel para cobrir os danos próprios do teu carro – e nesse ponto aí iria ser criada uma confusão pois iria haver conflito entre o seguro da carta e do automóvel para cobrir os danos próprios causas pelo condutor.
O seguro que pagas está indexado não só à tua carta de condução, mas também ao valor/ripo de automóvel.
Tirámos carta ao mesmo tempo, não tivemos acidentes, mas conduzes um carro: a) de maior cilindrada/potência, d) de maior peso e dimensão (tu um SUV e eu um citadino), c) tu um desportivo e eu um familiar); d) tu um carro que estatisticamente tem mais acidentes que o meu.
E pagávamos o mesmo seguro (para simplificar, apenas o de responsabilidade civil) visto que é seguro do condutor? Não, todos os factores que referi agravam o teu prémio de seguro.
Não há volta a dar – no seguro automóvel há que considerar o veículo seguro e o condutor habitual. Se o condutor for o filho ou qualquer outra pessoa, autorizada e legalmente habilitada a conduzir, o seguro cobre.
Quanto ao pai alegar que emprestou o carro nesse dia … a seguradora pode investigar quem é o condutor habitual.
falta aí outro fator importante, é diferente fazer um seguro para um carro que circula em lisboa do que fazer um seguro para um carro que circula em canas de senhorim.. a morada é importante
Para teres carta ativa / valida tinhas de pagar seguro, caso não quisesses conduzir suspendias a carta por X tempo, exemplo as quotas de uma ordem qualquer, podes suspender X de tempo.
Ou podiam fazer o acerto / agravamento depois do acidente, como fazem agora, tens acidente aumentam o prémio era igual, digo eu, foi aqui explicado, o seguro de responsabilidade civil as seguradoras são obrigadas a pagar, os de danos próprios são um caso à parte, logo se bateres com um Ferrari ou um Fiat e se fores culpado é indiferente, mas posso estar a ver a coisa mal, mas do alto da minha ignorância faz sentido.
E o mais certo eram os seguros serem mais caros, mas podia compensar no meu caso tenho um carro e duas motas, em vez de pagar 3 seguros 600€, no total, pagava 400€, valia a pena.
Antigamente os vendedores de carros tinham as cartas asseguradas para quando transportavam os carros de um lado para outro, não sei se ainda é assim.
Pela diferença de velocidade e massa, é provável que os danos causados a terceiros num Ferrari sejam maiores do que se for um Fiat.
Mas o que estás a dizer no fim, depende é da negociação com a seguradora, ou seja 3 seguros por 400 € (em vez de 600 €), embora cada um tenha o seu seguro. O mesmo para seguros de frotas ou para certas atividades.
No geral, não há volta a dar – considerar no preço do seguro as caraterísticas do carro e do condutor. Antes dos acidentes, porque depois os seguros sofrem agravamento (sistema bonus/malus).
Os seguros de carta são muito mais dispendiosos que os dos veículos.
É só colocar que a pessoa é o condutor habitual e já nao ha qualquer problema.
mas aí aumenta o premio
não aumenta absolutamente nada, tive o meu seguro assim durante uns 6 anos.
Mas qual “pessoa”? Estás dizer:
– Que se paga o mesmo seguro ao por como condutor habitual uma pessoa com mais de 25 anos e mais de 5 anos de carta, em vez de outra com menos de 22 anos e menos de 1 ano de carta?
– Ou que fizeste isso e não tiveste acidentes (ou tiveste, mas a companhia de seguros não investigou)?
Ninguém deve recomendar isso, porque “u baratu pode sair (muito) caru”….
Pior é fazer seguro de um veiculo, colocar a esposa como condutor habitual…a Esposa ter um acidente, e o TOMADOR DO SEGURO é que fica impossibilitado de fazer novos seguros…
Mas neste caso há companhias que fazem desconto em seguros para senhoras, ou pelo menos havia.
Errado. O tomador do seguro é o que se responsabiliza por pagar o prémio do seguro.
Se o pai é o tomador do seguro, pode (e deve) por o filho ou a mulher como condutor habitual – o que não deve é por-se a ele como condutor habitual (se não é).
a responsabilidade é sempre do tomador, mas não entendo em que planeta ficaria impossibilitado de fazer novos seguros, teria de ser algo grosseiro
Acredita que não. A minha mulher teve dois acidentes “Toques” num periodo de um ano. entretanto eu quis adquirir um carro…Estupidamente tive de fazer o seguro em NOME DELA. Porque as companhias não me faziam seguro “sendo que eu na realidade nunca tive nenhum acidente” quem teve foi o condutor habitual.
É verdade. Tinhas um seguro em que eras o tomador do seguro (o pagador e gestor do contrato) e a tua mulher estava como condutor habitual.
No sistema bonus/malus, em caso de acidente o agravamento recai sobre a apólice e o tomador do seguro vai pagar mais.
O Certificado de Sinistralidade, que as companhias de seguros consultam, fica em nome do tomador, que fica com o histórico negativo, e não sobre o condutor.
Não podes querer sol na eira e chuva no nabal lol
O meu carro tem seguro em nome do meu avo e pago muito menos, comoensa e bem! E menos de metade
fazes bem, eu gostava de ainda ter avós
Já não percebo nada. Nuns artigos dizem que a culpa é dos velhos, neste diz que é dos jovens.
Não é tanto ser jovem, apesar de até aos 25 anos ser fator de agravamento, com o jovem condutor (18-22 anos) mais agravado. É mais há quantos anos se tem carta: < 1 ano (recém-encartado); 3 a 5 anos; e mais de 5 anos.
obviamente que é dos jovens. julgam-se os maiores e que nada lhes acontece.
Em tempos as seguradoras deixavam a pessoa fazer um seguro que a pessoa ao conduzir um qualquer automóvel o mesmo tinha automaticamente seguro pelo facto de a pessoa que o conduzia ter esse seguro.
Acho que era para o mercado dos mecânicos mas na prática qualquer um poderia ter acesso, mas entretanto acabaram com esse seguro ou restringiram o acesso ao mesmo.
Sim, era bastante mais caro que os outros seguros, mas para quem conduz muitos automóveis diferentes (ex.: mecânicos, pessoas com vários veículos, etc.) dava muito jeito.
Se o seguro está registado ao veiculo, não deveria fazer diferença nenhuma em quem o está a conduzir e quem o pagou. O que deveria ser por carta e não por carro!
O seguro para quem tem menos de 22 anos e menos de 1 ano de carta é mais do dobro do seguro de quem tem mais de 25 anos e carta há mais de 5 anos, sem acidentes. Se tiver um carro muito potente até podem não lhe fazer seguro.
Se no seguro por carta, apenas de responsabilidade civil, se mantiver a mesma diferença, nada tenho a opor. Mas como se vê por este exemplo, as caraterísticas do carro como a potência também contam.
Não há volta a dar senão considerar no preço do seguro as caraterísticas do carro e do condutor – habitual. Quem for pelo “chicoespertismo” para pagar menos, pode-se dar mal.