Euro NCAP: avaliação dos automóveis vai mudar! Conheça as novas regras
O Euro NCAP prepara-se para implementar, em 2026, a maior revisão do seu sistema de classificação de segurança desde a criação da entidade. Conheça as novas regras.
As novas regras pretendem refletir as necessidades da condução moderna, marcada por veículos cada vez mais tecnológicos e por riscos que vão além das tradicionais colisões de alta velocidade.
A partir de 2026, a classificação de segurança passa a estar dividida em quatro grandes etapas, cada uma avaliada de forma independente, mas todas necessárias para alcançar as desejadas cinco estrelas.
Quatro etapas da nova avaliação Euro NCAP
1. Safe Driving (Condução Segura)
Esta etapa avalia a capacidade do veículo de ajudar o condutor a manter uma condução estável, focada e livre de distrações. Entre os critérios estão:
- Sistemas avançados de monitorização do condutor
- Deteção de fadiga e distração
- Sistemas capazes de intervir se o condutor ficar incapaz
- Qualidade da interface homem-máquina, incluindo o uso de botões físicos para funções essenciais
A ergonomia e a facilidade de acesso aos controlos voltarão a ter grande peso, penalizando veículos que dependam exclusivamente de ecrãs táteis.
2. Crash Avoidance (Evitar Acidentes)
Nesta secção, o Euro NCAP testará a capacidade dos sistemas de assistência para evitar sinistros, através de cenários mais realistas:
- Travagem automática de emergência
- Assistência à manutenção na faixa
- Deteção de peões, ciclistas e motociclistas
- Situações urbanas complexas
- Ocorrências comuns como “pedal errado” (acelerar por engano)
- Avaliação de colisões a baixa velocidade
3. Crash Protection (Proteção em Caso de Acidente)
Aqui, os testes de colisão, já conhecidos, tornam-se mais exigentes:
- Avaliação da proteção para ocupantes de diferentes tamanhos e idades
- Análises híbridas entre testes físicos e simulações avançadas
- Maior atenção à proteção de peões e ciclistas
- Novos critérios para zonas críticas, como o pára-brisas e extremidades frontais
4. Post-Crash Safety (Segurança Pós-Acidente)
Após o acidente, o foco será a capacidade do veículo em garantir um resgate rápido e seguro:
- Portas e comandos elétricos devem continuar funcionais
- Sistemas de aviso e localização mais precisos
- No caso de veículos elétricos, isolamento seguro da bateria
- Alerta de emergência (eCall) deve comunicar o número real de ocupantes
A segurança automóvel evoluiu para além do impacto físico. Hoje, o risco está também na distração, fadiga, uso excessivo de ecrãs, e até na complexidade dos sistemas elétricos. Com estas novas regras, o Euro NCAP quer garantir que os carros sejam mais seguros.






















Preparem-se… em vez de um carro custar 20mil Eur. com essas mariquices todas passa a custar 25 ou 30mil Eur. E claro quando avariam, toca a desembolsar…
Não vejo nenhuma mariquice.
O preço é importante, mas a segurança é bem mais importante.
Sim, basicamente o 3 e o 4 são os mais importantes, os outros dois se são necessários as pessoas nem deviam ter carta de condução.
A maior parte deles já estão presentes nos carros mais recentes, por isso o Euro NCAP vai incidir testes sobre esses sistemas…
Preferes morrer, não é? É o preço a pagar pela segurança. Os azeiteiros que têm a mania que sabem conduzir não querem isto para nada, mas as vítimas, que já cá não estão, precisavam.
A segurança não precisa de custar um cêntimo. Qualquer 2cv é seguro se nas estradas não circularem SUVs. É tão simples quanto isso.A segurança consegue-se com a insegurança daqueles que contra ela atentam.
É engraçado que quando não existiam SUVs os mortos por mil acidentes era o dobro do que é hoje. Os SUVs são dois carros mais seguros que existem
Claro. Nem havia acidentes rodoviários antes dos SUV’s nem nada.
Sei-lá. Depois de tanto dirigir cheguei a conclusão que a culpa na maioria das vezes é sim do motorista.
Acelera passando o limite “aceitável”, ultrapassa nas curvas, não dá seta para entrar, corta pela direita (Brasil) e por aí vai.
Na maioria das vezes a culpa é do motorista? Não é na maioria, é sempre! O carro só faz aquilo que o humano manda fazer.
Algumas incoerências, se testa as ajudas a condução, já estamos noutro patamar, as questões de segurança na colisão deixam de ter tanta importância, porque vão ser residuais.
sim, um facto
Se em Portugal não metessem tampas de saneamento na faixa de rodagem, por vezes em curvas, e tapassem os buracos , as estradas eram mais seguras… Claro que a maioria das vezes a culpa está sempre entre o volante e o assento e nos Sr Doutores que passam nos exames quem não devia….
Abaixo as tampas de esgoto nas estradas, têm muito espaço nos passeios, por menos já se fazia uma revolta
As estradas em Portugal são e serão uma miséria… mesmo as novas.
Vivo em Lx, basta colocar as rodas da carroça na via pública ao deslocar-me para a escola da minha filha e levo logo com três tampas de escoamento mal colocadas… no percurso de 6km devo passar por mais de 100 tampas de esgoto afundadas em 5cms ou mais e uns 100 rasgos de reparações subterrâneas (sejam de água, gás, comunicações ou energia).
Basta ir ao país vizinho, que também tem mas a percentagem diminui drasticamente.
Nem falo noutros porque… tive uma marca japonesa de carroças onde um dia apanhei um engenheiro da marca numa oficina… uns minutos de agradável conversa e confessou: nós lá não temos nem aceitamos estradas como as vossas, quer em anomalias de reparações quer em tipo de piso.
😉
E porquê? Porque esse povo (seja lá qual for) tem princípios. Porque os que chegam a governantes são instruídos no sentido de todas as ações devem ser tomadas no sentido do bem comum.
Por cá, somos ótimos a criticar o que está mal, mas somos os primeiros a fugir à responsabilidade de agir quando tal deve ser feito. Uma comunicação ou reclamação à Junta de Freguesia ou à Câmara Municipal pouco ou nada faz, mas se TODOS fizermos o mesmo, então as coisas podem começar a mudar.