Windows em risco? Microsoft bate recorde e corrige mais de 1.400 falhas de segurança
A mais recente ronda de atualizações da Microsoft estabeleceu uma marca inédita no Windows. O Patch Tuesday de outubro trouxe correções para mais de 1.400 vulnerabilidades, um volume impressionante que reflete uma nova metodologia da empresa baseada em IA para caçar bugs. O número exato ronda as 1.411 falhas resolvidas em simultâneo no próprio sistema e respetivas dependências.

Entre a avalanche de correções destacam-se várias vulnerabilidades críticas e falhas de dia zero (zero-day), com pelo menos uma delas a ser ativamente explorada por atacantes na Internet. Trata-se da falha identificada como CVE-2026-96951, localizada na Windows Shell, que contorna os avisos de segurança da funcionalidade Mark of the Web ao descarregar ficheiros de fontes desconhecidas. Sem esse alerta do sistema, qualquer utilizador pode executar código arbitrário sem perceber o perigo.
Inteligência artificial nos bastidores e o adeus a versões antigas
A explicação para uma lista de correções tão extensa reside no recurso à ferramenta interna MDASH, um modelo de análise automatizada que acelera a identificação de código vulnerável e corta falsos positivos antes do lançamento. Para organizar este volume colossal, a tecnológica de Redmond dividiu as ameaças em grupos de risco operacionais, cobrindo áreas sensíveis como subsistemas de ficheiros, drivers gráficos e componentes do kernel.
Ao mesmo tempo, este pacote mensal assinala o fim de suporte para edições muito populares do sistema, nomeadamente o Windows 11 versão 24H2 nas versões Home e Pro. Quem ainda mantém esta versão nas máquinas deixa de receber patches oficiais a partir deste momento, ficando obrigado a saltar para a compilação mais recente, a 26H2, para continuar salvaguardado contra as novas ameaças.
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— Windows Update (@WindowsUpdate) October 13, 2026
Melhorias no Explorador de Ficheiros e adeus à obrigatoriedade do Copilot
Nem tudo nesta atualização se resume a portas trancadas contra cibercriminosos; há também refinamentos funcionais imediatos no dia a dia. O Explorador de Ficheiros recebeu ajustes há muito pedidos, mantendo agora o estado expandido ou recolhido das secções abertas e garantindo uma pré-visualização fiável de documentos guardados na nuvem. As ligações Bluetooth também ganharam estabilidade acrescida com a renovação das pilhas de comunicação.
Outra novidade pragmática passa pela tecla física dedicada ao Copilot, presente nos teclados modernos de portáteis e desktops. Os utilizadores do Windows 11 podem finalmente remapear esta tecla nativamente através das Definições, atribuindo-lhe funções mais úteis na rotina diária, como a tecla Ctrl direita ou o atalho do menu de contexto.
Diante da dimensão dos problemas de segurança colmatados, adiar a instalação destas atualizações acumuladas representa uma negligência arriscada para qualquer computador doméstico ou profissional. O processo passa simplesmente por aceder ao Windows Update nas Definições do sistema, descarregar os pacotes pendentes e concluir o indispensável reinício da máquina.


















