Incêndios de sexta geração: porque são quase impossíveis de combater
Como temos assistido nos últimos anos, e Portugal tem exemplos bem marcados na sua história recente, os incêndios florestais estão a tornar-se cada vez mais extremos. Em Espanha e França, os grandes fogos das últimas semanas voltaram a trazer para a discussão um conceito que preocupa cientistas e autoridades: os incêndios de sexta geração.
Segundo especialistas, este tipo de incêndio representa um novo patamar de intensidade, capaz de criar o seu próprio clima e de ultrapassar a capacidade de resposta dos meios de combate atualmente disponíveis.
O que distingue um incêndio de sexta geração?
Ao contrário dos incêndios convencionais, os de sexta geração libertam uma quantidade gigantesca de energia.
De acordo com Domingos Xavier Viegas, professor emérito da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e uma das maiores referências mundiais nesta área, quando um incêndio ultrapassa os 10 megawatts por metro de frente de fogo, o combate direto torna-se praticamente impossível.
Nos casos mais extremos, já foram registados valores de 20, 30, 40 e até mais de 60 megawatts por metro. É este último nível que caracteriza os incêndios de sexta geração.
A intensidade é tão elevada que o próprio incêndio altera as condições atmosféricas à sua volta.
Como se mede a potência de um incêndio?
Os megawatts de um incêndio não são medidos pela área ardida, mas sim pela energia libertada por segundo ao longo de cada metro da frente de fogo. Este valor é conhecido como intensidade da linha de fogo (fireline intensity) e é calculado a partir da quantidade de combustível vegetal consumido, do calor produzido pela combustão e da velocidade a que o incêndio avança.
Na prática, os investigadores utilizam a fórmula desenvolvida pelo cientista canadiano George Van Wagner em 1977, que combina estes três fatores para determinar a potência do incêndio em quilowatts por metro (kW/m), normalmente expressa em megawatts por metro (MW/m).
Como referência, incêndios com cerca de 10 MW por metro já são extremamente difíceis de combater. Nos incêndios de sexta geração, a intensidade pode ultrapassar os 60 MW por metro de frente de fogo, tornando praticamente impossível qualquer ataque direto às chamas.
O fogo cria o seu próprio vento
Uma das características mais perigosas destes incêndios é a capacidade de gerar fenómenos meteorológicos próprios.
O calor extremo provoca fortes correntes ascendentes de ar, que alteram a circulação dos ventos locais. Isto faz com que o incêndio possa acelerar inesperadamente, mudar de direção em poucos segundos e lançar partículas incandescentes a centenas de metros ou até quilómetros de distância, criando novos focos de incêndio.
Em situações extremas podem mesmo formar-se nuvens pirocumulonimbus, verdadeiras tempestades geradas pelo calor do fogo, capazes de produzir ventos violentos, relâmpagos e novos incêndios.
Porque é que os bombeiros não conseguem apagá-los?
Quando um incêndio atinge esta dimensão, o combate direto deixa de ser eficaz. Nem os meios terrestres nem os aviões pesados conseguem travar a frente principal das chamas.
A estratégia passa por proteger populações, defender infraestruturas e tentar limitar a propagação através dos flancos ou da cauda do incêndio.
Entre as técnicas utilizadas estão:
- Criação de faixas de contenção com máquinas de rasto.
- Utilização de contrafogo, apenas quando as condições o permitem.
- Evacuação preventiva das populações.
- Proteção de edifícios estratégicos.
A prioridade deixa de ser apagar imediatamente o incêndio e passa a ser salvar vidas humanas.

À medida que as temperaturas aumentam e os períodos de seca se prolongam, o foco terá de passar da capacidade de combate para a prevenção. Isso inclui uma gestão mais eficaz da floresta, criação de mosaicos agrícolas e florestais, limpeza de combustível vegetal e maior preparação das populações.
Portugal já viveu incêndios deste tipo
Embora a expressão tenha ganho notoriedade recentemente devido aos incêndios em Espanha e França, Portugal já enfrentou fenómenos semelhantes.
Segundo Domingos Xavier Viegas, os incêndios de Pedrógão Grande, em junho de 2017, e os incêndios de outubro de 2017 atingiram níveis de energia compatíveis com incêndios de sexta geração.
Porque estão a tornar-se mais frequentes?
Os especialistas apontam vários fatores que, combinados, favorecem este tipo de incêndios:
- Alterações climáticas, com ondas de calor mais longas e intensas.
- Secas prolongadas.
- Acumulação de combustível florestal.
- Abandono da gestão das áreas rurais.
- Paisagens florestais contínuas, sem descontinuidades naturais.
O relatório “Incêndios florestais em Portugal: Mais de 80 anos mostram que o país tem de mudar”, elaborado por especialistas e divulgado pela Greenpeace, identifica precisamente estes fatores como os principais responsáveis pela crescente dimensão dos incêndios em Portugal.
Os especialistas defendem que nenhum país está totalmente preparado para enfrentar incêndios desta magnitude.






















Simplesmente medonho, o inferno na terra e tudo porque alguns querem terem luxos e casas cheias de futilidades e brutos carros, somos vítimas da nossa própria ignorância e ganância.
+1
Quando se substitui a religião pela politica dá nisto…
Há uns tempos a culpa era das bruxas…
É o que se chama passar de burro para outro burro.
E um incendio de 10 geracao para finalmente varrer tudo o que é catolicos e que era! Meus amigos preparem se para aprender arabe porque ha muito tempo que nos pertencem!
Não sejas troll
Isto acontece em qualquer incendio com combustível suficiente. E nem precisa de ser um grande incendio até num bloco de apartamentos podem ocorrer fenómenos de ventos.
Curiosamente não foi referido que um dos maiores factores para o aumento do combustível está ligado ao aumento da área floresta em Portugal( e não só cá) pois não se pode estragar a narrativa politica.
Não faltou claro o apelo a organizações politicas como a Greenpeace.
Hoje mais de um terço de Portugal cerca de 35% está coberto por floresta, em 1875 era cerca de 7%
de 640000 hectares passámos para mais de 3,3 milhões de hectares de floresta. 5x mais área.
Como há muito mais continuidade florestal diminui significativamente o número de incêndios em Portugal porque a área ardida de cada um é muito maior o que os torna muito mais difíceis de combater.
2024 foi o ano desde que há registos que existiram menos incêndios rurais em Portugal.
São incêndios incontroláveis em qualquer parte do mundo.
Se fosse aqui em Portugal certamente que encontraríamos 500 culpados pelo facto do mesmo não estar extinto ao fim de um par de horas
Olha Tiago,
A verdade é que provavelmente existem 500 culpados, e olha que muitos nem são Portugueses, ou Espanhois.
Mas sim a própria EURSS.
Onde estão os nossos Kamov, os melhores Helicópteros do mundo para incêndios e intemperies maritimas??
E os 10 Kamovs que Espanha tem?
Cada um pode elevar mais de 5T de Água.
10 são 50 Toneladas, de cada despejo, se tiveres em conta que fazem pelos menos 10 a 20 despejos diários(Muito provávelmente bem mais do que isso), estamos aqui a falar de pelo menos 500T a 1000T de Agua despejada.
500T a 1000T sim mudam ou ajudam a mudar as regras do jogo, a teu favor!!
E agora a questão, os Espanhois sabendo os Helicópteros que teem, obviamente não os querem perder, é que o País precisa deles, como é possivel que a EURSS proiba no próprio País deles, a comprar manutenção para os aparelhos??
300000 deslocados, e devido ao profissionalismo das autoridades Espanholas, existem 300000 deslocados, porque se fosse aqui tinhas 300000 de mortos queimados pelo fogo.
É…Portugal vendeu os nossos Kamovs??
E deram-nos o que em troca??
Por quanto os vendemos??
Que aparelhos temos??
Portanto, falas em 500 culpados, muito provávelmente estaremos a falar de mais de 1000, só dentro de portas, depois na EURSS mais umas centenas.
E junta a esses todas essas Alimárias que andavam a vender viagens sobre a cidade nos Kamovs a 5000€, com tudo a arder, lembras-te??
É… pelo menos aconteceu em Coimbra!
Tu nunca te desfazes dos melhores equipamentos para salvar vidas, nunca, significa nunca!!
É inegociavel.
Quem despachou os nossos, e por quanto é que os venderam??
Isto tem que ser tudo esmiuçado, as prisões teem muito poucos criminosos de alto calibre.
foram dados… e não passavam de sucata.. antes e depois…. tanto texto e tão pouco conhecimento.
O interesse político é que arda… especialmente onde existe lítio.
Os fogos de grande intensidade, são resultado de geoengenheria.
Só falta dizer que são as “alterações climáticas” com o isqueiro.
Os “incêncios de sexta geração”, são aqueles que queimam quase numa linha, de um lado não queima, de outro também não, e no meio tudo carbonizado. O que não faltam são imagens destas divulgadas pelos media tradicionais, não é nada inventado nem manipulado, no entanto niguém se questiona com isso…
Eu já aqui disse o remédio santo para acabar com os incêndios de qualquer geração.
Fui censurado e nem apareceu.
Não sei porquê, porque onde esse remédio santo foi instaurado os incêndios terminaram…
Deixa arder…. Quando arder tudo não arde mais nada.
O ‘combate’ ao fogo dá dinheiro aos capitalistas. Venda de equipamento de proteção (lembram-se das golas do secretário de estado?) aluguer de helicópteros, SIRESPs, enfim, todo um modelo de negócio que eles não vão nunca aceitar perder. E no fim há as madeiras compradas por trás vezes zero. E quando há um negócio florescente do fogo a sustentar tanta gente, a solução é arranjar quem o acenda.
Incêndios de sexta geração?
É para parecerem mais impressionantes?
E que tal “incêndios 3000”?
Mas leste? É que ficas a perceber, se leres. 😉
Antigamente havia gente para limpar montes. Agora está tudo na praia. É nornal que quando arde arde mais. Ninguém quer saber de nada. Só sabem arranjar forma de conseguir sacar uns trocos ao Zé
Se eles estão na praia é porque é essa a melhor opção com aquilo que tu lhes pagas. Eles não são parvos. Parvo é quem lhes chama isso.
Na praia, no Sotavento Algarvio, com temperatura da água do mar próxima da Caparica (mas parece-me que hoje à tarde chegou o levante, amanhã já deve estar melhor).
E tu, já roçaste muito mato?
Ao zé??
O Zé passa os dias aqui, a criticar-nos, enquanto isso, os camaradas dele morrem na Ucrânia, mas ele diz-se preocupado.
E enquanto tudo isto acontece, está la o’negão a atacar o missil na patroa, e o Zé aqui o dia todo.
Sou do tempo em que a “Guarda Florestal” fazia a manutenção, limpava e patrulhava as áreas ao seu cuidado.
Precisavam de muito melhor formação, muito mais pessoal qualificado, mas ainda assim, mesmo com todas as limitações as áreas ao seu cuidado mantinham-se maioritariamente seguras, e raramente passava por uma dessas áreas sem me cruzar com pelo menos uma patrulha, hoje em dia é o que (NÃO) se vê… não me lembro de ter passado por qualquer patrulha da GNR, quando antes via sempre uma patrulha a circular da Guarda Florestal nas ditas áreas.
O Estado poderia criar muito emprego criando uma “Guarda da Natureza”, para manter, limpar e vigiar (policiar) não apenas zonas florestais, mas também ribeiros, rios, etc. para manter a natureza o menos mal dentro do possível.
Não espero milagres, mesmo que criem uma “Guarda da Natureza” amanhã e tenham legislação, dinheiro, equipamento, instalações, formação, e pessoal adequado, mas com o passar dos anos a coisa iria melhorando se os políticos fossem garantindo que tal se mantinha uma prioridade e tratado como tal.
Nunca tiveste tanta gente empregada em simultâneo no país, não sei onde vocês tiram a ideia que é preciso mais emprego, conheces alguém desempregado? Nem estrangeiros
Desde 2006 digo que Portugal devia comprar drones Predator XP usados aos EUA e coloca-los no ar a vigiar o país nas zonas de algo risco. Nunca o fizeram, em vez disso investem em grandes aviões, equipamentos e pessoal. Já as penas de prisão deviam ser de ecoterrorismo continuam baixas.
E não, ninguém antigamente andava a limpar montanhas, mato sempre existiu, nada arde a meio da noite por combustão espontanea e em lugares inacessíveis.
se parerem de incendiar as florestas talvez os bombeiros nao tenham tanto trabalho e evitamos de respirar ar toxico
e nao venham dizer que é do calor por isto hoje em dia é tudo fogo posto