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Kylin – A distribuição Linux do Governo Chinês e Canonical


Autor: Pedro Pinto


  1. JP (djlinux) says:

    Acho que para a Canonical foi um passo de gigante, tirando a parte do dinheiro que esta sempre envolvido e que é sempre bem vindo para eles, vai levar o nome GNU/Linux e Open Source para patamares ainda maiores. A meu ver são estes os passos que a Canonical precisa fazer para tornar o Ubuntu o SO mais usado no mundo.

    Para o Governo Chinês, bem, uma maneira ainda mais fácil de controlar tudo e todos? Poupar algum dinheiro também claro…

  2. Carlos Carvalho says:

    Boa tarde ,

    Grande noticia esta para o Mundo Open Source , sabendo da capacidade de produzir equipamentos que a China tem , não me admirava mesmo nada que equipamentos made in China comecem a trazer este SO instalado de raiz , depois não gostamos , passamos a outro , para mim o importante é mesmo o facto de existirem maquinas com Linux de origem , esse é que vai ser o ponto G da questão.

    Cumprimentos

    Carlos Carvalho

    • pixar says:

      Boa tarde,

      Concordo contigo na parte em que dizes que é bom que os dispositivos já venham de origem com SO Linux. Isso é bom para o Linux e e para os utilizadores que gostam dele.
      Quanto a esta distribuição em particilar é que não tem interesse para nós portugueses (excepto para a comunidade chinasa em Portugal). Elas existem por todo o lado, mesmo em portugal há umas quantas (baseadas ou não no Ubuntu).

      • lmx says:

        Boas…
        não é so bom para o Linux e para os utilizadores do mesmo, mas sim para todos..

        Até os utilizadores windows ganham com isso, pois a M$ terá que baixar os preços dos seus SO’s e dos seus offices, ficando toda a gente a ganhar com isso…até a nossa industria…ainda mais em tempo de extrema crise como a que vivemos…

        cmps

  3. Nelson Rocha says:

    Porque é que continuam a chamar o GNU/Linux de Opensource quando a licença é GPL? (no caso do GNU/Linux é Software livre).
    “The Free Software movement and the Open Source movement are today separate movements with different views and goals, although we can and do work together on some practical projects.

    The fundamental difference between the two movements is in their values, their ways of looking at the world. For the Open Source movement, the issue of whether software should be open source is a practical question, not an ethical one. As one person put it, “Open source is a development methodology; free software is a social movement.” For the Open Source movement, non-free software is a suboptimal solution. For the Free Software movement, non-free software is a social problem and free software is the solution.”

    http://www.gnu.org/philosophy/free-software-for-freedom.html

    • JP (djlinux) says:

      Quem é que chamou o GNU/Linux de Open Source? O.o

      • Nelson Rocha says:

        Não foi directamente neste artigo:
        “baptizada com o nome “Kylin“ e segundo palavras de Shuttleworth esta servirá para aproximar os chineses do mundo open source.”

        Mas já o fizeram directamente noutros artigos, é algo recorrente.

        • Nelson Rocha says:

          Não directamente neste artigo, mas isto esta implícito:
          “servirá para aproximar os chineses do mundo open source.”

          No entanto noutros artigos tem sido recorrente fazê-lo explicitamente.

    • JJ says:

      Enquanto houver a maioria que usa e/ou desenvolve software Open Source/Free Software a pensar que é mais que os outros ou sabe mais que os outros no que se refer a informática, mas tempo vai demorar a ser generalizado o software sobre esses conceitos. Talvez é isso que queiram.

      Sempre a implicar com Open Source não é Free Software ou vice-versa… ou que Ubuntu ou outras distribuições não Linux mas é GNU/Linux… verdadeiras marquises…

      Quando alguém fala em Linux a maioria das pessoas pensa que nos SO tipo Ubuntu… não ao Kernel.
      Quando se fala em Open Source, facilmente se entende que se trata de um software livre, mesmo que possa não o ser, mas por norma é. Lógico que um software livre, não tem de ser em código aberto. Mas quando alguém fala em software livre, não pensa que o mesmo tem o código aberto…

      Pode não ser aplicação exacta dos termos, mas tambem não é uma aplicação de toda errada dos termos.

      Por isso implicar com isso e andar sempre a bater na mesma tecla é verdadeiramente estupido!

      Esta distribuição Linux lógico que não tem todo o seu código fonte aberto ao publico. Mas todas as pessoas reconhecem que quem utiliza SO Linux tendencialmente usa software que na maioria dos casos é código aberto.

      Agora venham-me atacar porque chamei ao GNU/Linux… só de Linux e digam-me que Open Source é diferente de Free Software, coisa que eu não sei… e que a maioria das pessoas que entendem de informática não sabem. E a maioria dos leitores do pplware, não conhecem!!!

      Francamente… Guerras estúpidas!!!

      • Alucard says:

        Epá, estou contigo. Abaixo estas disputas territoriais estúpidas que só fazem a comunidade transparecer imaturidade e amadorismo!
        Sobre se é FOSS ou FLOSS, GNU/Linux ou Linux,LGPL,Apache ou GPL…. o meu carro é a gasóleo, calha bem. :p
        Para mim é sistema operativo Linux, software livre e distribuições Linux (Ubuntu, Fedora, Debian, etc) ‘nuff said.

      • Nelson Rocha says:

        Ao meteres este SO parcialmente fechado viola o GPL. A FSF não iria deixar isso passar em branco.

        É mesmo diferente. Software livre implica ter o código aberto, mas Opensource não implica ser Software livre. Linux e as ferramentas da GNU são software livre.

        • JJ says:

          Esta a dizer que as dezenas de programas gratuitos que existem, todos tem código aberto? Julgo que não… Software livre é um programa livre, grátis, sem se pagar!

          Por exemplo, existem scripts PHP livres, mas com código fechado, mas se pagar, passo a ter o código aberto. Agora, segundo o que dizes, é Open Source ou Free Software!?

          Francamente…

          • Nelson Rocha says:

            Estas a complicar.

            Existem várias licenças de software livre. A que diz respeito ao Linux e a GNU são GPL ou LGPL.

            Ninguém falou em programas gratuitos ou a pagar! Se eu pegar em código ou linkar binários GPL ao meu programa sou obrigado a lança-lo em GPL. Não significa que não possa cobrar dinheiro.

            Uma coisa é software grátis, outra coisa é liberdade de software…é uma questão ética aplicada em termos legais pelas licenças. Não sou eu que defino nada! São as licenças a nível legal.

            Free software (leia-se software livre, não obrigatoriamente grátis). É impossível teres software livre junto de software proprietário porque viola as licenças de software livre. Mas podes ter licenças opensource e distribuir o código e ser software proprietário.

        • JJ says:

          Software livre… é um programa livre, gratuito, que se pode ter sem se pagar! Isso não quer por si só dizer que tem o código aberto. Ou os milhares de programas gratuitos que para ai há, que não tem o código fonte aberto, não podem ser considerados software livre? É software que!? Pago…!?

          E depois aqueles programas que são gratuitos, e tem o código fonte fechado, mas se pagares tens o código fonte aberto… são o que!? Software livre ou Código aberto?

          Manias…

        • JJ says:

          O que estas a referir é a licenças. Alem da GNU existem outras. Eu não estou a falar de licenças…

          Apenas acho esse tipo de catalogo para este aspecto, estúpido…

          Dizer GNU/Linux ou Linux… para quem percebe mais a fundo de informática, sabe a diferença, mas de forma geral GNU/Linux ou simplesmente Linux é para a generalidade das pessoas a mesma coisa: um SO de que não se paga!

          Alem do mais a maioria dos programas de código aberto, são gratuitos. Portanto referir os dois, para a mesma coisa, não é nenhum crime!

          Só uma nota: Esse aplicação do termo “software livre” é no caso de utilização de licenças GNU, não quer dizer que qualquer software seja abrangido por essa aplicação do termo. Ou seja eu posso criar um programa, não usar nada ligado ao GNU e dizer que o software é livre porque não se paga e não sou obrigado a divulgar o código fonte! É crime? Mas se divulgar o código fonte, que interesse tenho em cobrar pelo o programa? A menos que cobre o acesso ao código fonte, mesmo assim vou depois aplicar algum tipo de licença para não ser revendido…

          As manias de ligar tudo a politica!!! Foge…

          • Nelson Rocha says:

            Lê novamente o link que te dei sobre cobrar dinheiro por software livre.

            Tentei ver se tinha dito algo antes sobre dizer-se GNU/Linux ou Linux… eu disse GNU/Linux, mas não critiquei o uso apenas de Linux, tu é que estas a dizê-lo (?)… agora fiquei confuso ehhe.

            “Alem do mais a maioria dos programas de código aberto, são gratuitos. Portanto referir os dois, para a mesma coisa, não é nenhum crime!”

            O facto de não ser crime não significa que esteja correcto.
            GNU/Linux é software livre, ponto! Eu se quiser posso desenvolver a minha distro e vendê-la… O Red Hat fez isso com a versão Enterprise (salvo erro era assim que se chamava) no início da década passada.

  4. Zé da Silva says:

    Só o que se poupa em milhares em licenciamento de software.

  5. JJ says:

    Tenho de dar os parabéns a Canonical, foi realmente algo muito bem feito.

    Se levarmos em conta que a maior percentagem de população mundial é chinesa e tendo em conta que a maioria da população chinesa tem recursos monetários limitados, esta solução poderá ser um grande passo para que este SO se torne o mais utilizado do mundo.

    E certamente vão surgir PCs com Linux de origem. Se a Canonical fez uma parceria com o governo é um passo para fazer com empresas chinesas. Que podem produzir PCs com qualquer distribuição Linux da Canonical.

    Alem disso, isto poderá abrir a portas a outros fabricantes de PCs, a começarem a lançar maquinas com Linux.

    • Carlos Carvalho says:

      Boa tarde ,

      É um facto , este SO que está ser desenvolvido com algumas aplicações para a China , não vai vir para a Europa ou para o resto do Mundo com estes programas que só servem na China , eu a 3 anos já fiz a minha própria distribuição é fácil até existe posts no Pplware de quais os programas a usar para fazer a distribuição a medida.

      O fazer uma distribuição como eu fiz não é nenhum acto de grande conhecimento , porque o que fiz no final não foi nenhuma distribuição foi adaptar uma já existente e sem alterar absolutamente nada ao nível da programação , limitas-te a escolher os programas que vais incluir na ISO e nisso certamente que os Chineses não têm nenhum problema , mais as línguas deverão estar todas disponíveis no acto da instalação .

      No caso da distribuição para consumo Chinês ainda pouco se sabe para além daquilo que foi mencionado no artigo a seu tempo saberemos mais .

      Cumprimentos

      Carlos Carvalho

  6. Alucard says:

    Claro que para a Canonical e para o Linux isto é muito bom. Mas não deixo de ficar um pouco de pé atrás com isto, porque as intenções do Governo Chinês não serão as mais louváveis, estamos a falar da maior ditadura do mundo.
    Isto servirá dois propósitos do governo chinês, maior independência tecnológica dos Estados Unidos, deixam de depender do software de uma empresa americana como a Microsoft,tal como já anteriormente a China desenvolveu a gama de processadores Longsoon para combater a dependência Intel/AMD. E contra isso nada contra. Mas a segunda deverá ser o controlo total de todas as acções que o utilizador realize, parece que já estou a ver as pesquisas na Unity Dash a serem reencaminhadas para um departamento governamental em Pequim.
    É claro que isto é a China e não há nada que a Canonical pudesse fazer contra isto. Até o Google que é uma empresa bem mais poderosa, é obrigado a censurar as pesquisas na China.
    E eu digo software livre, já agora. Entristece-me ver o software livre ser usado para retirar liberdade às pessoas.

    • JJ says:

      As vezes o livre e o grátis na Internet e no mundo das tecnológicas, não são verdadeiramente isso…

      • O problema de liberdade nada tem a ver com o software. É um problema grave os governos querem controlar os passos de todos os seus cidadãos, mas na realidade em Portugal que pertencemos a uma democracia, o governo toma medidas para controlar o mercado paralelo, com um caminho perverso relativamente à nossa liberdade de compra. Certo que podemos comprar com uma factura “simplificada” (ou seja sem algum dado do utilizador), mas o governo tenta que os cidadão denunciem todas as suas transacções, com um suposto beneficio fiscal … mas deculpem lá o desabafo … de mais um cidadão que não se sente livre e não tem a ilusão que na Europa se vive com liberdade.

    • Carlos Carvalho says:

      A mim também , vivemos tempos muito confusos , quem é que consegue hoje catalogar uma China , é uma ditadura , é um facto , mas se calhar é mais capitalista que muitos outros Países que têm a fama , e depois hoje o que é a Europa , desta vez o nazismo vem com outras cores não são as de guerra ,mas serão as da submissão e de colocarem os mandriões dos habitantes da Europa do Sul a trabalhar , sim porque nós temos 46 dias de férias , bom Alucard , hoje qualquer pessoa se sente perdida no meio desta turbulência que nos empurra de uma forma brutal para a pobreza .

      Cumprimentos

      Carlos Carvalho

    • a. Felix says:

      Acho-vos uma piada, …”Entristece-me ver o software livre ser usado para retirar liberdade às pessoas.”
      Mas ninguem fica indignado, nem preocupado com as grandes marcas como Micro$oft, Apple, Google,… fazem bem pior.
      DRM: a tecnologia restritiva (a mais moderna censura): http://goo.gl/fmRKm

      O DRM (Digital Restrictions Management, ou “Gestão de direitos digitais” ) é a última tecnologia, quando se fala em proteção de copyright. O DRM é uma tecnologia que controla o que você faz com sua mídia digital e com os aparelhos e dispositivos que você possui (DVD e MP3 players, videogames, computadores, entre outros). Quando um programa não permite que você compartilhe uma música, leia um ebook em outro aparelho ou jogue um jogo sem conexão à Internet, você está sendo restringido pelo DRM.

  7. Besunta says:

    Quem fica a lucrar com isto tudo, afinal de conta é o utilizador final, chinês ou de qq outra parte do mundo. Vcs ja imaginaram o que será, apenas 1% da população chinesa a colaborar/desenvolver aplicações drivers etc para Linux? São milhões deles. Nem a Microsoft tem essa capacidade de resposta. Acho que finalmente o Linux vai começar a ser visto como um SO a sério, desde que não se desviem do propósito inicial é claro. Ser open source.

  8. pixar says:

    Neste caso em particular, foi uma parceria.
    O caso do GNU/Linux também é um mau exemplo porque qualquer pessoa pode fazer a sua distribuição.
    Mesmo que o Linux não fosse livre, só pelo facto de ser código aberto isso já significava que iriam fazer a sua versão do SO e de seguida vendê-lo como se fossem os detentores dos direitos.
    O respeito pelas parceria por parte da China é muito pouco.
    Isso acontece com carros e com qualquer aparelho tecnológico. Veja-se o exemplo dos caças russos Sukhoi-27: a China (governo) comprou uns quantos e depois foi só copiar, dar-lhe o nome de J11 e toca a vender a metade do preço dos russos. Claro que sem o investimento do projecto é fácil vender barato.

  9. Charles Siqueira says:

    O Hobama e o Bill Gates, vão se matar.
    Pois não vão mais conseguir invadir…
    kkkkk

  10. okapi says:

    Esta não é a 1º distro chinesa , agora que a Canonical com este acordo vem dar um empurrão, é verdade. Para quem não sabe e pelo que sei existem pelo menos duas distros linux na China, a XIANGELinux ( http://code.google.com/p/xiangelinux/) e a startOS ( http://www.startos.org/ ) elas não têm aquele impacto que a China merece.

  11. JB013 says:

    Isto sim foi uma boa aposta,se tudo correr como a canonical prevê,todos os utilizadores da linux saem a ganhar,é simplesmente o maior mercado mundial e onde grande parte da população ainda não tem grandes recursos.Apostando numa zona onde existem grandes “cabecinhas”, só podem tirar dividendos desta aposta,é esta a esperança da canonical e nossa (utilizadores). Esperemos que com este empurrão a comunidade cresça a sério como já tanto merece.

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