Sony tem uma ideia para eliminar o peso dos downloads de 300GB
A Sony Interactive Entertainment submeteu recentemente uma patente que procura transformar radicalmente a forma como os gamers lidam com as instalações massivas de videojogos. Esta tecnologia foca-se em reduzir os tempos de espera iniciais, permitindo que o acesso à experiência seja quase instantâneo.
Apenas 100 megabytes para começar a jogar
A tendência de crescimento no tamanho dos ficheiros dos videojogos modernos não dá sinais de abrandamento, tornando-se um obstáculo crescente para quem tem ligações à internet mais lentas. Perante este cenário, a Sony propõe uma abordagem inovadora, detalhada num registo na World Intellectual Property Organization, que assenta no conceito de "asset streaming".
A proposta detalha que o utilizador apenas precisaria de descarregar inicialmente o código executável do jogo. Este pacote minimalista, que poderia ocupar meros 100MB, incluiria apenas os recursos fundamentais para o arranque do título.
Esta estratégia surge numa altura em que circulam rumores de que lançamentos futuros, como o GTA VI, poderão exigir cerca de 300GB de espaço em disco, o que levaria dias a descarregar em muitas casas.
Este download inicial de 100MB pode ser disponibilizado tanto em formato físico como digital, incluindo texturas de baixa resolução para permitir o início imediato da partida. À medida que o jogador progride, o sistema encarrega-se de obter os ficheiros de alta qualidade em segundo plano.
O ponto crucial é que a lógica central do jogo é executada localmente, o que deverá, em teoria, mitigar os problemas de latência que assolam o cloud gaming.
Os desafios da transmissão de dados em tempo real
A patente reconhece abertamente as falhas do jogo via nuvem, nomeadamente quando a ligação à rede é instável. O streaming convencional sofre de uma latência significativa que pode tornar a experiência injogável.
A solução híbrida da Sony - processamento local aliado à transmissão de texturas e modelos - tenta contornar estas barreiras. Este não é o primeiro esforço da tecnológica japonesa neste sentido, uma vez que já em 2025 tinha patenteado outro método para comprimir o tamanho das instalações, revelando uma preocupação clara com o atual "congestionamento" digital.
Ainda assim, convém manter algum ceticismo. Experiências como as de Diablo III já utilizam modelos de transmissão de dados e lógica a partir de servidores, e muitos utilizadores continuam a enfrentar falhas visuais ou inimigos que "congelam" devido a quebras de sinal.
Embora a ideia da Sony possa aliviar a gestão de espaço no disco rígido, a dependência da infraestrutura de rede continuará a ser um ponto crítico. Por muito que as grandes empresas tentem vender esta conveniência, a fiabilidade total de uma experiência que depende da transmissão constante de dados continua a ser um desafio por superar.
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Poder ser uma solução contra a pirataria também.
Esse “truque”, já foi base da Dreamcast, que faz loading, dos dados, com base no que está a jogar. No Daytona, era fácil ver “congelar”, se usarem o hack, para voar, na pista. Como iam, depressa demais, para a leitura, do disco, aquilo congelava. Esta é uma nova versão que, acredito eu, é para poderem vender pens, por 200 euros, que instalam, o jogo, sendo que, precisam de 500mbs, de acesso web, no mínimo, para jogarem, sem ser o multiplayer.
Já se falou disso… pela Nintendo. Quando começaram a vender jogos de 26gb, que não cabiam, em 2 dvd. Entretanto, passaram para 100% online, o que anula jogos pirata e obriga, utilizadores, a usar serviços online, mesmo que sejam piratas.
É o mesmo que, a Apple, e a Microsoft, fazem, com os sistemas operativos… ou tem conta online, para a empresa saber que usam versões verdadeiras e que pagam, pelo serviço (nem que seja na publicidade), ao mesmo tempo que vende, os nossos dados.