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Google Stadia: a latência não será uma preocupação de maior


Desenvolveu desde cedo o gosto pela escrita e comunicação. Em leis formado, tem como hobbies a aquariofilia e a música. Mas é na tecnologia que encontrou o seu expoente máximo e no Pplware a plataforma ideal para a redação e produção de vídeo.

Destaques PPLWARE

  1. jaugusto says:

    Linux e Vulkan

  2. Pedro says:

    “Google Stadia garantirá streaming 4K a 60 fps para tal, a tecnológica recorrerá a hardware de peso”

    A google pode usar o hardware de peso que quiser. O problema do cloud gaming nunca foi “o poder de fogo”. A google enfrenta um problema que não controla. Não só é o equipamento do consumidor não ter “bicho” a rebentar com a ligação e a acrescentar latência, como não controla o hardware entre a casa do cliente e os seus servidores.

    É um problema que vai existir sempre!

    • JonnyKid says:

      É uma questão de bom senso de quem for utilizar a plataforma. Mas essa discussão faz-me lembrar o início do Youtube e afins em que diziam que não teria sucesso pois quem não tivesse um bom hardware e ligação os filme demoraria eternidade para carregar e ficaria aos saltos. Tecnologia evoluiu e continuará a evoluir. Assim sendo a Google também terá sucesso nesta nova plataforma.

      • Toni da Adega says:

        YouTube é streaming de video e o importante é largura de banda e mesmo que se tenha 2/3 segundos de latência/delay (que existe) é impossível reparar.

        Esta situação é completamente diferente. O facto de se estar em Wi-Fi em vez de ethernet mesmo na mesma rede já aumenta muito a latência. Pequenos pormenores como ter vpn, distância física até aos servidores, tipo de ligação tudo isso influencia a latência.
        Basta ver que 2 pessoas podem estar a utilizar o mesmo provider e ter tempos de resposta diferentes.

        A não ser que se tenha uma ligação em fibra directamente aos servidores deles, mesmo que mínima a latência irá sempre lá estar.

      • Carlos says:

        ver um video é uma coisa, estares a jogar é outra, um video vai tendo um buff a carregar porque é aquilo e mais nada, um jogo depende do que tu faças, portanto é ao milisegundo, não tem como ter buff duma coisa que não pode prever o que vais fazer, se mesmo vídeos sem ser 4k ás vezes temos de esperar que carregue o buff, ou seja, paragens, olha em tempo real a 4k sem buffs, e tenho fibra 1GB, não me parece que funcione num futuro próximo.

  3. Migueldias says:

    A latência será sempre o grande problema do utilizador final, só quem não percebe um mínimo destas plataformas pode dizer o contrário.

    • DrFrank says:

      Então quando jogas online (para dar apenas alguns exemplos: World of Tanks, fortnite, apex, etc…) em multiplayer em que o jogo está a correr diretamente na tua máquina: isso quer dizer que não tens latência nenhuma é?

      Porque no teu comentário está explicado que a latencia é um problema destas plataformas. Isso quer dizer que não acontece então se estiveres a correr o jogo na tua máquina?

      • Pedro Afonso says:

        Quando corremos o jogo na máquina local a latência que existir afecta a sincronização do estado do jogo entre a máquina e o servidor. Ao correr o jogo num servidor são também as interacções com os controlos, teclado e rato que serão afectados pela latência. Clickas no mouse para um tiro, essa informação é transmitida ao servidor, a cena é renderizada e depois transmitida de volta para ti. Resultado: clickas no mouse e vês o tiro acontecer no teu ecran meio segundo depois! E se houver flutuação da largura de banda do meu operador, como muitas vezes acontece com o YouTube, naquele momento em que tenho um headshoot e a resolução cai e a cabeça do inimigo passa a ser um grande pixel! Isto vai funcionar? Teclados mecânicos, ratos xpto e monitores a 200Mhz para para depois ter-mos isto!? Parece-me um passo atrás! Estou a pensar bem?

      • Cortano says:

        Acontece se estiveres o jogo na tua máquina mas, dependendo da distância a que estás do servidor, esta latência (ping) poderá ser muito reduzido – p.ex., no WoT eu não vou acima dos 60 ms se o meu serviço de net estiver bom. Se aceder a servidores nos EUA, vai aos 110 ms, se for costa oeste pode ir aos 120/130.

        Lantência existe sempre a não ser que tenhas o servidor “ao teu lado” – aí podes conseguir pings de 5 ms ou menos.

        Agora, teres pings de 170 ms é muito para conseguir cativar jogadores habituados a pings de 50/60 ms.

        Os gamers gastam centenas de euros em controladores para cortarem ao máximo a latência de hardware (ratos, teclados, headphones). Como é que vão conseguir cativar estes core gamers com um produto que dás um tiro agora mas afinal o inimigo já lá não está?!

        Isto só é viável se o ping total (serviço google + ISP do jogador) não passar dos 100 ms (e estou a ser optimista)

    • Filipe Coelho says:

      Eu acho piada a esta gente toda a queixar-se da input lag enquanto que o serviço ainda nem está terminado.
      É a Google que estamos a falar, se há alguém capaz de inovar e implementar isto de forma a funcionar corretamente e de forma jogável, eles são um desses de certeza. Por exemplo, já anunciaram que o comando tem ligação direta com os servidores do Stadia, não com o computador.

      • Pedro says:

        Filipe Coelho, pode achar a piada que quiser…
        É verdade sim, que a Google é um monstro da informática e da tecnologia actual e pode fazer e inovar em muita coisa. O que não pode fazer, por muitos engenheiros que contrate, é diminuir as distâncias físicas no planeta terra, nem aumentar a velocidade da luz a que os sinais se deslocam. E é nessa base que as pessoas tem colocado estes comentários.
        Uns gostam de reflectir, outros riem…

        • Filipe Coelho says:

          Pedro, não há nada que possamos refletir que os engenheiros da Google já não tenham pensado. Deixem-os trabalhar, e julguem as coisas quando elas existirem. O beta foi um sucesso, com quase sem nenhuma queixa relativa à questão da latência. Quando sair a versão final aí sim, poderei dizer que funciona ou não. Sabes o que não poderei dizer? Que estava errado, porque nunca disse nada com base em suposições ou reflexões, apenas factos.

          • Cortano says:

            Aparentemente houve bons e maus feedbacks. Não me parece que tenha sido um sucesso como referes.

          • Pedro says:

            Filipe Coelho, se as pessoas só fizessem coisas baseadas em factos, não tínhamos nem metade do que hoje temos! Claro que também agimos com base em suposições e reflexões, pelo menos aqueles que fazem avançar as coisas!
            Se tens gammers que compram teclados mecânicos e monitores com taxas de refresh elevadas para diminuir uns míseros ms em busca da maior vantagem possível, quem foram mesmo os gammers que testaram a versão beta?
            Cá por mim não me importo nada de dizer que estava errado.
            O que não me permito é deixar de fazer algo, tecer um opinião ou reflectir sobre um assunto com medo de errar!

          • Filipe Coelho says:

            Então vou dizer mais uma coisa, baseada em factos:
            Há televisões com mais de 100ms de latência desde que a imagem chega até que é mostrada. E consolas ligadas por WiFi porque não têm Ethernet na zona da televisão (o que faz aumentar ainda mais o ping entre o cliente e o servidor). No entanto, continuam a haver jogos competitivos a serem jogados numa consola. Se é possível jogar numa consola assim, porque não é possível com este serviço?Claro que nunca vais ter aqueles 300FPS 1ms response time que tens nos high end PCs. Não é por acaso que lhe chamam PC Master Race. Mas também não é por acaso que a maior parte do gaming seja feito noutras plataformas que não os computadores.

            Eu não digo que vá funcionar, mas também não digo que não vá. Eu espero que sim, e percebo o problema que possa aparecer ao refletirmos sobre eventuais obstáculos que possam haver. Só acho (e isto sim é suposição) que qualquer obstáculo tecnológico que nós imaginemos, a Google já pensou também e tem solução para ele. Os obstáculos que poderão existir não serão tecnológicos mas sim físicos ou monetários.

          • Filipe Coelho says:

            E eu não digo que se faz mal em tecer opiniões. Pode ter sido isso que transpareceu mas não era a minha intenção. O que não concordo é com afirmações (não suposições ou reflexões) como a do género a que respondi inicialmente:

            “A latência será sempre o grande problema do utilizador final, só quem não percebe um mínimo destas plataformas pode dizer o contrário.”

            E eu percebo o porquê da latência ser um problema, só não percebo como podem afirmar tão veemente que a latência tornará o serviço injogável sem saber o que a Google terá feito para reduzir isso. Se fosse dito assim: “A latência poderá ser um problema, espero para ver que solução é que a Google irá criar para tornar isto jogável” eu já não me teria pronunciado.

          • Cortano says:

            @Filipe Coelho: uma coisa é teres o jogo instalado no teu lado, outra coisa é teres o jogo instalado no servidor que pode estar a milhares de kms de distância de ti.

          • Filipe Coelho says:

            @Cortano existem datacenters em Portugal (embora não da Google, mas não quer dizer que não os possam utilizar), pelo menos no Porto e Lisboa. Isso faz com a distância seja no máximo de 300km. À velocidade da luz, demora <=1ms a chegar a qualquer ponto do país. Se for o da Google, o mais próximo se não me engano está em França, a +/-1500km. Again, à velocidade da luz, são 5ms. Há ecrãs com tempos de resposta maiores que 5ms.

            Não digo que não seja diferente teres o jogo local, claro que é, só digo para esperar para ver, é assim tão difícil de compreender? Num jogo como CS:GO, que se tenta ter +300FPS para reduzir o input lag, este tipo de sistemas poderá ser impensável (pelo menos para já), mas para qualquer outro jogo que não requira reações tão rápidas, poderá ser válido!

          • Cortano says:

            @Filipe Coelho, nem todos os datacenters servem para alojar jogos. Lá por teres um data center ao pé de casa, não quer dizer que esteja preparado para correr jogos!!

            O proprio artigo fala disso, são precisos servidores preparados especialmente para este tipo de serviço.

          • Filipe Coelho says:

            @Cortano Se a Google quer entrar a sério neste mercado, duvido que entre aqui e França não exista um Datacenter capaz de correr este serviço.

          • Cortano says:

            @Filipe Coelho,
            Então eu estou em França e ninguém me disse nada?!

          • Filipe Coelho says:

            Vou copiar e colar o que disse para não perder muito mais tempo contigo, parece que não queres ler.
            “Se for o da Google, o mais próximo se não me engano está em França, a +/-1500km. Again, à velocidade da luz, são 5ms. Há ecrãs com tempos de resposta maiores que 5ms.”

  4. Pedro says:

    Claro que quem quer usar este serviço deverá ter uma ligação com baixa latência.
    Mas o mesmo se passa com os jogos online. A diferença deste serviço para um jogo online, fps por exemplo, é que o cliente, em vez de receber os dados de posição, movimentos etc, recebe o streaming em imagem (daí precisar de maior largura de banda). Transmitirá sensivelmente o mesmo tipo de informação para o servidor.
    Quem hoje quer jogar certos tipos de jogos online, já tem de ter uma boa ligação relativamente a latência. Só não necessita de tanta largura de banda.

  5. DrFrank says:

    A malta parece esquecer-se de uma coisa básica mas muito importante: Quem é o publico alvo deste servico?

    Será o jogador hardcore que tem um pc que vale mais que alguns carros que andam na estrada? Aquele tipo que tem hardware acima da média e joga em modo competitivo?

    Ou será que o principal publico alvo não será o jogador casual, a quem não interessa ser competitivo em multiplayer, e que não tem fundos para investir num hardware decente e apenas quer disfrutar de jogos em single player?

    Obviamente que o hardocore ou competetivo não vai ter vantagem nestes servicos… Agora o jogador casual já é outra história.

    • Cortano says:

      Entre o jogador competitivo e o jogador de rebentar bolhas há uma mescla de milhões de jogadores que até podem jogar em muitas plataformas.

      • DrFrankenDerpen says:

        Explica-me o “jogar em muitas plataformas” sff? Estás a referir-te a xbox ou ps4 por exemplo? Se for isso, este serviço não é para esses users.. já que tem o hardware apropriado para correr o jogo (quando compras um jogo para consola não tens de te preocupar em atualizar drivers, ver se a grafica corre o jogo, etc.. é só comecar a jogar).

        Agora venham dizer-me que esses tempos de latência para offline single player não são mais que suficientes.

        • Cortano says:

          Para offline players é indiferente. Só é problema se a latência física se notar – clicar agora e ação demorar um pouco a acontecer.

          Jogadores multiplataforma. não core gamers, podem perfeitamente adoptar este tipo de plataforma se não for cara.
          Estou a falar da pessoa que gosta de jogar videojogos e não tem preferência de plataforma. Tanto joga no smartphone, tablet, consola ou PC.

  6. Andre Ferreira Andrade says:

    So digo uma coisa… ps now aqui em casa a funcionar com rede 3g….. e bastante aceitavel…..

    com fibra, acham que o google stadia nao vai imperar?

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