Ciência confirma: jogar videojogos pode atrasar o envelhecimento cerebral
Durante anos, os videojogos foram vistos como um passatempo prejudicial ao desenvolvimento cognitivo. No entanto, a ciência moderna começa a revelar uma realidade surpreendente sobre o seu impacto na saúde do cérebro ao longo do tempo.
O treino cerebral intensivo dos videojogos
A ideia de que os videojogos podem ser mais do que mero entretenimento ganhou força com um estudo publicado na revista Nature. Uma equipa de investigadores, liderada por Carlos Coronel-Oliveros, desenvolveu uma forma de medir a saúde das ligações neuronais e compará-la com a idade cronológica de um indivíduo, criando o que designam por "relógios cerebrais".
A descoberta mais fascinante foi que os jogadores experientes em títulos de estratégia em tempo real, como StarCraft II, exibem uma estrutura cerebral notavelmente mais resiliente aos efeitos do envelhecimento.
Através de modelos de neuroimagem, os cientistas estimaram que, em média, o cérebro destes jogadores funciona com uma agilidade equivalente à de uma pessoa quatro anos mais nova. Este fenómeno, conhecido na neurociência como Brain Age Gap (BAG), sugere que certas atividades intensas podem efetivamente retardar o declínio cognitivo associado à idade.
Mas o que torna os videojogos tão eficazes em comparação com os tradicionais quebra-cabeças ou jogos de lógica como o Sudoku? A resposta está na complexidade e na dinâmica. Enquanto os jogos mentais clássicos envolvem tarefas isoladas e repetitivas, um videojogo de ação força o cérebro a gerir uma avalanche de informação em tempo real.
A necessidade de planear estratégias, reagir a ameaças imprevistas e filtrar distrações de forma simultânea impõe um nível de exigência que estimula a reorganização das redes neuronais.
Para chegar a esta conclusão, os investigadores recorreram a técnicas de modelação cerebral integral (whole-brain modeling), que combinam ressonâncias magnéticas funcionais com algoritmos de aprendizagem automática. Os resultados indicaram uma integração mais eficiente nos chamados "hubs frontoparietais" - regiões cerebrais cruciais para a atenção e a função executiva, que são frequentemente as primeiras a deteriorar-se com o envelhecimento.
Aprimorar o "hardware" e o "software" mental
Este aparente rejuvenescimento cognitivo tem um reflexo físico na estrutura do cérebro. Tal como um músculo que se fortalece com o exercício, estudos publicados em revistas como Scientific Reports e Translational Psychiatry revelam que os jogadores habituais possuem uma maior densidade de "matéria cinzenta" em áreas responsáveis pela coordenação, atenção e tomada de decisões rápidas.
É como se o cérebro otimizasse as suas "autoestradas" de informação para processar estímulos de forma mais rápida e eficaz.
Outra alteração fundamental reside no aperfeiçoamento do "filtro" visual do cérebro. Investigações publicadas na PLOS ONE demonstram que os jogadores desenvolvem uma capacidade superior para ignorar "ruído" visual irrelevante. Não se trata de ver mais, mas sim de o cérebro aprender a processar seletivamente a informação crucial para atingir um objetivo.
Apesar do entusiasmo, é crucial abordar estas descobertas com cautela. A maioria dos estudos nesta área são correlacionais, o que significa que não é possível afirmar com 100% de certeza se é o ato de jogar que transforma o cérebro ou se pessoas com cérebros naturalmente mais ágeis se sentem mais atraídas por este tipo de desafio.
Além disso, os efeitos podem variar significativamente dependendo da idade do indivíduo e do seu contexto de vida.
Existe também um lado negativo a considerar. Uma exposição excessiva aos videojogos pode levar à fadiga cognitiva, a perturbações do sono e a outros problemas de saúde. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconhece a perturbação de videojogos (gaming disorder) como uma condição clínica real, que ocorre quando o hábito se torna compulsivo e prejudica outras áreas da vida.
O benefício neurológico depende, portanto, de um equilíbrio saudável; quando o desafio deixa de ser estimulante e se torna um automatismo ou um vício, o efeito protetor tende a desaparecer.
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Hahahaha….se os puserem a ver um vídeo de Feynman , vao perceber o que desenvolve o cérebro ……duvido é que eles percebam alguma coisa do que ele diz nos videos ….aliás nota-se nitidamente um certo atraso mental nas gerações mais novas ..são superficiais , para eles é tudo um jogo …. ha pouco um miúdo de 4 ou 5 anos no supermercado , cantava em voz alta , e pedia que lhe comprassem um um peixe, para jogar com o peixe como num vídeo jogo …..muita gente achava muita piada , eu nao achei ….pensei : este daqui a poucos anos vai ter sérios problemas a mentais ..se é que já nao os tem
A culpa é dos pais interativos…
É verdade, mas também é mentira; verdade porque efetivamente pode ajudar o desenvolvimento dessas capacidades, mentira, porque uma esmagadora pecentagem de jovens têm capacidades cognitivas QB, e não é isso que faz deles melhores cidadãos. Não estou a ver ajuda dos ditos jogos, na melhoria ética e de respeito, antes pelo contrário!
A ética e o respeito também na gerações antigas falta e não é pouco. Trabalho em atendimento ao público e a falta de educação respeito e descaramento provém maioritariamente das gerações mais antigas, pensam que sabem podem e mandam quando não é assim.
Concordo que o jogos tem algumas vantagens como lógica raciocínio e até melhoria da coordenação motora, assim como o desporto também ajuda bastante nesta última. Porém não é por alguém jogar videojogos que se torna um ser humano melhor ou superior.
O tempo que não passam a reforçar valores de dignidade etc estão a ficar para trás, o resultado está á vista, tens o mundo a arder. È urgente moldar as mentes para respeitarem a vida Humana e o planeta e mesmo que só se distraiam com os jogos já estão a ficar para trás.
Então és tu gen z que sabes mais e tens mais vivência que as gerações mais velhas?
Nada bate as cruzadex.
Isso era válido, para jogos, até 2009. A Nintendo ganhou, muito, dinheiro com isso.
Desde aí, para cá, jogos passaram a escolher gráficos “super detalhados”, com necessidades, brutais, dos jogadores, em vez da jogabilidade.
Um exemplo: Vão jogar Resident Evil 3 (PC). Joguem Resident Evil Code Veronica (DreamCast) e joguem o Resident Evil 6 (PS5). Jogabilidade, mudou, radicalmente. O pensar rápido, perceber o objectivo (que era base dos Resident Evil, até ao Veronica), passou a ser mover rápido, disparar, mover, disparar, fugir, recarregar… repetir. O outro exemplo, eram os jogos Tomb Raider. Os primeiros, exigem mais, conhecimento, do cenário, seguido do aprender truques, com comandos. Quando quiseram avançar para o modo “Mortal Kombat” (ou “Street Fighter”), jogo perdeu-se.
Os jogos das consolas Nintendo, sempre foram, por esse lado, até à Switch… depois, vemos que, há mais gente a comprar jogos, para as Switch, produzidos em 1996-2007, do que jogos novos. Além de serem, muito, mais baratos, também exigem, mais raciocínio, menos comunicação e mais individualidade.
A saga RE é tudo menos consensual, a maioria continua a preferir o 2
Engracado que todos os que jogam jogos de pc sao nerds, barrigudos, carecas e sem namorada
E os que jogam jogos de consola?
E os que jogam jogos de telemóvel?
Queremos a caracterização de todos
Os jogos em equipa sāo fixes, a comunicaçāo, a estrategia. O starcraft é individual mas é multitasking.
Joguem mais jrpgs compensa
O gajo que fez este estudo também nao deve ter feito outra coisa na vida senao jogar videojogos