MEO foi alvo de um ataque de DDoS! Afinal que tipo de ataque é este?
A MEO foi alvo de um ataque distribuído de negação de serviço (DDoS) que provocou instabilidade e problemas no acesso à Internet. A operadora confirmou que o ataque provocou congestionamento e degradação da sua rede internacional. Mas afinal, o que é um ataque DDoS e como pode afetar uma operadora de telecomunicações?

O que é um ataque DDoS?
DDoS significa Distributed Denial of Service, ou ataque distribuído de negação de serviço.
Neste tipo de ataque, os responsáveis procuram gerar uma enorme quantidade de tráfego contra uma determinada infraestrutura, serviço ou servidor.
Para isso, podem utilizar milhares ou até milhões de dispositivos comprometidos, formando uma botnet, que envia pedidos para o alvo de forma simultânea.
O objetivo é sobrecarregar a infraestrutura e impedir que os utilizadores legítimos consigam aceder normalmente aos serviços.
É como colocar milhões de veículos numa estrada que foi dimensionada para suportar apenas uma fração desse tráfego. A estrada continua a existir, mas fica completamente congestionada.
Como é que um DDoS afeta uma operadora?
No caso da MEO, o ataque atingiu a infraestrutura relacionada com o tráfego internacional, provocando congestionamento e degradação da rede.
Os efeitos podem ser sentidos pelos clientes de várias formas:
- Internet extremamente lenta;
- dificuldades no acesso a sites e serviços;
- elevada latência;
- perda de pacotes;
- interrupções na ligação;
- problemas na utilização de serviços dependentes de servidores internacionais.
Foi precisamente este tipo de comportamento que muitos clientes reportaram durante o incidente.
A plataforma Downdetector registou milhares de ocorrências relacionadas com a MEO durante o período de maior instabilidade.

DDoS não é roubo de dados... mas pode ajudar
Uma das ideias mais importantes a compreender é que um ataque DDoS não implica necessariamente uma intrusão nos sistemas.
O objetivo principal é provocar uma indisponibilidade ou degradação do serviço.
Assim, é possível causar uma grande perturbação numa infraestrutura sem conseguir aceder aos sistemas internos ou aos dados armazenados.
A MEO garantiu que o ataque não resultou em intrusão nem em acesso aos dados da empresa ou dos seus clientes.
E o que acontece quando começa um ataque destes?
Os operadores possuem mecanismos específicos para identificar padrões anormais de tráfego e tentar filtrar ou bloquear o tráfego malicioso.
No caso da MEO, foram imediatamente ativadas medidas de mitigação e recuperação, permitindo controlar o ataque e recuperar progressivamente a estabilidade do serviço.
A dificuldade está na dimensão dos ataques modernos. Os atacantes podem distribuir o tráfego por milhares de endereços IP e diferentes redes, tornando mais difícil distinguir rapidamente entre tráfego legítimo e tráfego malicioso. O incidente foi reportado ao Centro Nacional de Cibersegurança.
E o BGP?
A MEO esclarece também os fenómenos de encaminhamento BGP (Border Gateway Protocol), que têm sido alvo de várias análises e comentários desde o início da instabilidade. Na segunda-feira, foram igualmente registadas queixas relacionadas com os serviços de outros operadores de telecomunicações.
Segundo a operadora, a instabilidade verificada nos encaminhamentos BGP ocorreu na sequência da degradação provocada pelo ataque e das medidas operacionais adotadas para o mitigar.
A MEO sublinha, assim, que as quebras nas interligações BGP com algumas das redes às quais está ligada foram uma consequência da instabilidade causada pelo ataque, e não a origem do problema.
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TESTING 1,2,3 TESTING
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Século 21 a era onde o ódio junta mais que o amor.
O Sec. XXI não tem mais ódio que no Séc. XX. Eu, atenção, isso sou eu, quando quero fazer uma afirmação, penso, pesquiso, porque, por vezes, temos apenas percepção. E fui até pesquisar um pouco. Como tal, quando se diz que o Sec. XXI é era onde o ódio junta mais que o amor, eu tenho de discordar. Tenho de contestar e fui pesquisar sobre o Sec. XX e o ódio que estava constantemente espalhado pelo planeta, alguns destes conflitos eu lembro-me, já nascido.
Por exemplo, o Sec. XX teve:
Guerra Russo-Japonesa – 1904–1905
Guerras dos Balcãs – 1912–1913
Primeira Guerra Mundial – 1914–1918
Guerra Civil Russa – 1917–1922
Guerra Civil Chinesa – 1927–1949, com interrupções
Guerra Civil Espanhola – 1936–1939
Segunda Guerra Sino-Japonesa – 1937–1945
Segunda Guerra Mundial – 1939–1945
Primeira Guerra da Indochina – 1946–1954
Guerra da Coreia – 1950–1953
Guerra da Argélia – 1954–1962
Guerra do Vietname – 1955–1975
Guerra Colonial Portuguesa – 1961–1974
Guerra dos Seis Dias – 1967
Guerra do Yom Kippur – 1973
Guerra Civil Angolana – 1975–2002
Guerra Civil Moçambicana – 1977–1992
Guerra Soviética no Afeganistão – 1979–1989
Guerra Irão–Iraque – 1980–1988
Guerra das Malvinas – 1982
Guerra do Golfo – 1990–1991
Guerras da Jugoslávia – 1991–2001
Guerra Civil do Ruanda – 1990–1994
Eu não sabia destas guerras todas. Na melhor das hipóteses, lembrava-me de 10 ou 12 destes conflitos sangrentos, sobretudo nas nossas ex-colónias. De facto, pode parecer que o Sec. XXI tem muito ódio, e sim, tem. Acho que há violência demais, tudo serve para o confronto, até as me… dos reality shows parece um circo de insultos, só falta darem o OK para a porrada em direto. Mas ainda estamos longe do sangrento Sec. XX. E que assim se mantenham muito longe.
LOLOLOLOL mto bom!!!!
A engenharia de Relações Públicas da MEO funciona melhor do que a engenharia de redes deles. É muito mais fácil culpar um ‘ataque informático malicioso’ (caso de força maior) do que admitir uma falha de configuração de roteamento interno. Os gráficos públicos não mentem: o AS3243 registou milhares de quebras e anúncios BGP erráticos vindos de dentro. ANACOM a investigar e a Meo assumir as culpas e indemnizações. Implementação de Validação criptográfica (RPKI) e de filtros eficazes nos nós de trânsito.
Concordo. É mais fácil dar uma explicação que 95% dos clientes não entendem. Os outros 5% não são representativos.
A Anacom, bem como as associações de defesa dos consumidores, deviam investigar este tipo de situações (não apenas esta em concreto) e exigir medidas de correção. Noutros lados seria dessa forma. Aqui, como sempre, mais do mesmo.
Ataque à inteligência..
Foi apenas um retorno, nada mais.