Hora vai mudar na madrugada de domingo. Quais os efeitos na saúde?
Na madrugada de domingo não se esqueça de mudar a hora (se for necessário, até porque muitos dos equipamentos que usamos mudam automaticamente). Saiba porque se atrasa 60 minutos.
Em Portugal, os relógios mudam duas vezes por ano, ajustando-se à hora de verão e à hora de inverno. Este sistema tem como objetivo principal aproveitar melhor a luz natural do dia, reduzindo o consumo de energia elétrica e alinhando a atividade diária com o ciclo solar. Mas será que ainda compensa?
Este ano, a mudança para a hora de inverno ocorrerá no domingo, 26 de outubro, às 2:00 da manhã os relógios atrasam para a 1:00. Esta alteração pode causar pequenas adaptações no organismo, como cansaço temporário ou alterações no sono, devido à alteração do ritmo biológico.
Impacto da Mudança de Hora na Saúde
A mudança da hora afeta a saúde principalmente devido à alteração do ritmo circadiano, que é o relógio biológico do corpo. Eis os principais impactos:
- Distúrbios do sono
- dormir menos ou ter sono interrompido nos primeiros dias após a mudança.
- Fadiga e cansaço
- sensação de letargia durante o dia, devido à adaptação do corpo ao novo horário.
- Alterações de humor
- irritabilidade, ansiedade ou sensação de desorientação temporária.
- Risco cardiovascular
- estudos mostram que nos dias após a mudança para a hora de verão há um ligeiro aumento de ataques cardíacos e acidentes vasculares.
- Redução da produtividade
- concentração e desempenho podem ser afetados, especialmente na primeira semana.
Apesar das aparentes vantagens em termos de aproveitamento da luz, a prática da mudança da hora tem sido debatida na União Europeia (ver aqui), com discussões sobre a possibilidade de manter um horário fixo durante todo o ano.























A questão é que não é uma questão – são duas, acabar ou não com a mudança da hora e, acabando, qual é que fica durante o ano todo – a atual hora de verão (atualmente dura 7 meses) ou a atual hora de inverno (dura 5).
É que os impactos na saúde de que se fala o post são usados pelos que defendem – o fim da mudança da hora … mantendo a hora de inverno o ano todo.
– “Associação Portuguesa de Sono defende abolição da mudança horária e permanência na hora de inverno. A APS defende a adoção permanente do horário de inverno por apresentar mais vantagens, como mais luz natural ao início da manhã, com efeitos benéficos para o ritmo de sono-vigília pelo maior alinhamento com o ciclo natural luz-escuro (maior facilidade em adormecer e acordar, atenuação do jetlag social); melhoria do desempenho profissional e escolar, melhoria da saúde mental, redução do risco da doença física (cancro, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas, problemas da imunidade); redução de risco de acidentes e provável repercussão positiva para a economia.
– “A Ordem dos Psicólogos não divulgou uma posição única e conclusiva sobre a mudança da hora, concluindo que são necessários mais estudos científicos para avaliar o impacto na saúde e que os estudos existentes ainda não são suficientes para confirmar as ligações com problemas como doenças cardíacas, depressão ou acidentes”.
– Já o Hospital da Luz diz que: “apesar de não haver confirmação científica suficiente e até resultados contrários, existem vários estudos que apontam para consequências diretas para a saúde ou maior propensão a acidentes devido à mudança da hora. Esses efeitos são sentidos essencialmente na primeira semana após a entrada no horário de verão ou de inverno.”
A mim parece-me que, se é para não mudar a hora, estender a hora de verão aos outros 5 meses é mais lógico do que estender a de inverno aos outros 7. Mas mantendo a mudança da hora, o ajustamento só é mais complicado na primeira semana.
Não vou ler, mas confio em ti, podes votar no meu lugar
A mim tanto se me dá. Acordo com despertador nos dias de trabalho. E do “inverno cavaquista” a que voltávamos se acabasse a mudança da hora (GMT+1 em vez de GMT+0) já não me recordo.
Eu recordo bem, ia a pé para a escola e era sempre de noite, de manhã era de noite, à tarde era de noite, parecia a twilight zone
Lembro-me é do “verão cavaquista” (GMT+2), na praia, às 10-11h p.m.
O verão Cavaquista era tão bom, sol às 23 horas, parecia o sol da meia-noite. O individuo era muito inteligente e nunca se enganava.
Perceba-se que se parar a mudança da hora, regressa o inverno cavaquista (GMT+1), mas não o verão cavaquista (GMT+2), ficando GMT+1 o ano todo (não acredito que passassem a hora de inverno, que dura 5 meses, para 12 meses).
100% do pessoal aqui ou eram miúdos de 6-7 anos, nessa altura ou nem eram nascidos.
27 de Junho de 1994, por do sol foi ás 0:08 do dia 28. Na manhã seguinte, morreram 120 pessoas, em acidentes rodoviários, pelo país, ao ponto de Lisboa ter de andar a pedir ambulâncias, a Setúbal e Santarém, porque não paravam de chegar pedidos, de ajuda, para acidentes, atropelamentos e doenças súbitas. No Porto até transferiram doentes para a Guarda, tal era a procura. Até Agosto, esse ano foi terrível. Com a mudança de hora, regressou em Outubro, as coisas foram melhorando. Esses dias deixaram de ser negros, como foi em 1994-1996.
🙂
É um absurdo, já chega dessa treta, é UTC/GMT e pronto
+1
UTC e GMT também sofrem mudanças, anuais. E correcções a cada 4 anos, além dos “leap seconds”, que vão sendo adicionados/retirados a cada década (e estão a sofrer, cada vez mais alterações, com a nossa Lua a ir fugindo).
Ãfinal adianta ou atrasa?
Atrasa uma hora.
Já acabavam com esta mudança, na UE.
É só ridiculo, isto ainda existir. Não é bom para a saúde, nem para nada.
Isso dá saúde já enjoa.. se fosse assim ninguém podia sair à noite, deitar-se tarde, trabalhar por turnos ou até ser pai.. poupem-me a beleza
Imagina quem toma medicação crónica, a horas especificas.
Qual é a medicação que não pode ser alterada 1h?
E por que é quem quiser manter a hora não a toma às 9h em vez de tomar às 10h, se a hora atrasar?
Se tomas a medicação, às refeições, porque a mesma, ataca o estomago, vais ter de mudar a hora das refeições.
LOOOOOOOOOOOL
Nem acredito no que li… MORRI
Eu também acreditava que eras uma pessoas saudável. Afinal morreste.
Completamente de acordo. Já chega desta treta.
Problema básico: a hora solar é 16 minutos superior (em Outubro) e passa pelos 13 minutos inferior, em Março. Como vê, há uma diferença de 30 minutos (há os segundos, que ficam perto do minuto), entre o horário de Verão e Inverno. Ora se não mudar a hora, pode ter sol, no verão até as 4 da manhã, com o nascer, do sol, a acontecer, as 10 da manhã. No inverno, irá ter nascer do sol ás 13 e por do sol ás 21. É por isso, que a cada 8 anos é preciso saltar um dos movimentos, do relógio, para acertar a hora civil com a solar. Há o outro problema, que são 176 segundos, perdidos, a cada dia, na rotação da Terra. É que, ao contrário dos 8000000 milhões de perfis, em redes sociais, o nosso ovo/planeta, demora 23 horas, 56 minutos e 4 segundos a rodar (o dia). A médio prazo, em vez de mover relógio, 2 vezes, por ano, iria ter de avançar (ou recuar) 2, a 6 horas, de uma só vez, a cada década.
E há o outro problema que é o ano. Se formos acabar com a mudança de hora, também teremos de acabar com o ano bissexto, pois é uma derivação do dia, mês e ano solar. Se isso for feito, de 20 em 20 anos, vamos ter de ter 1 ano com 371 dias, para corrigir as estações do ano.
Em primeiro lugar não existe horário de inverno, porque no inverno a hora está correta.
Em segundo lugar eu gosto muito do horário de verão que nos permite ter sol e dia até mais tarde.
Tiago, o seu problema (e da maioria das pessoas) não é com a hora em si, mas sim com os horários. Mantendo sempre o horário de Inverno (que de facto é correcto por estar próximo da hora real solar), o que o impede de começar a trabalhar mais cedo nos dias mais curtos para poder sair mais cedo? Talvez a sua entidade patronal impeça, mas como eu disse, trata-se de um problema de horários.
A hora de inverno para mim está top.
Se quiserem atrasar 2 ou 3 horas sintam-se à vontade.
🙂 Uma vez, na mudança para a hora de inverno, decidi continuar a manter a hora antiga, com se nada fosse, passando a levantar-me 1h mais cedo – às 6h, em vez de às 7h. A vontade passou-me ao fim de poucos dias.
O inquérito sobre a mudança da hora na UE, que deu uma larguíssima maioria a favor do fim da mudança da hora e uma maioria expressiva pela adoção da respetiva hora de verão o ano todo – foi feito entre 4 de julho e 16 de agosto. Dá-me a impressão que se fosse feito entre 4 de novembro e 16 de dezembro os resultados podiam ser outros, pelo menos nos países do sul da Europa.
Certo é que os espanhóis, que já vivem “no inverno-verão cavaquista” desde 1940, tiveram 85 anos para se habituar, votaram a favor do “verão cavaquista” o ano todo.
Outra vez a treta da saúde? Não venham com essas teorias que a mudança de uma hora afecta tão violentamente o organismo. Se isso acontece a alguns então deviam fazer exames porque têm problemas maiores.
Engraçado que “aí meu deus 1 hora vai-me alterar o metabolismo e Bla Bla Bla” mas viajar para países com diferenças horárias de 5+ horas não tem efeitos. Até ficam melhores da saúde pela quantidade de fotos que partilham e nem saíram do avião.
Muita gente deve gostar de sair do trabalho em plena noite quase cerrada, só pode visto que esta antiguidade de ‘mudança de hora’ ainda continua a ser aplicada.