Como ajudar os familiares mais velhos a evitar fraudes
Quando falamos sobre fraudes que podem causar graves prejuízos financeiros e emocionais às vítimas, não é exagero. Uma área em que isto é cada vez mais evidente é a fraude contra idosos, já que os valores perdidos em vários tipos de golpes online aumentam drasticamente a cada ano.
Segundo a ESET, a maior empresa europeia de cibersegurança, uma proteção eficaz combina comunicação familiar contínua, controlos humanos e técnicos, e um plano de correção claro caso algo corre mal.
Há muito que se sabe que os esquemas fraudulentos invocam uma sensação de urgência, autoridade e escassez para induzir as pessoas a agir. Mesmo um lapso momentâneo de julgamento, sobrecarga cognitiva, stress ou privação de sono podem ampliar a nossa suscetibilidade a estes esquemas, e é por isso que a prevenção é, em última análise, tanto comportamental como tecnológica.
Uma importante camada de defesa pode ser criada com uma comunicação aberta e sem vergonha. Comece com empatia e explique como os burlões manipulam as emoções – se eles conseguem enganar pessoas com conhecimentos tecnológicos na faixa dos 30 e 40 anos, qualquer pessoa se pode tornar uma vítima.
Ou partilhe uma história: “Uma amiga minha quase transferiu uma grande quantia de dinheiro depois de ouvir o que parecia ser a voz do seu neto. Acabou por ser um esquema fraudulento. Podemos criar uma regra familiar de que, antes de enviar dinheiro, verificamos sempre duas vezes?” Por outras palavras, considere implementar um plano simples baseado em “pausar e verificar” para que pelo menos um outro membro da família seja o “companheiro de verificação” para quaisquer solicitações financeiras.
Para além disso, se o banco dos seus pais ou avós oferecer proteções especiais para clientes idosos, use-as. Estas podem incluir chamadas de verificação para alguns tipos de transações, limites para novos beneficiários ou retenções em grandes transferências bancárias e alertas enviados tanto para os avós como para um membro da família de confiança em qualquer transferência acima de um determinado limite.
Ciberhigiene básica do dispositivo e da conta
Os passos acima são mais eficazes quando combinados com medidas que podem eliminar lacunas tecnológicas frequentemente exploradas. Certifique-se de que os seus familiares mais velhos:
- Usam um gestor de palavras-passe para gerar e armazenar uma palavra-passe forte e única para cada conta online, especialmente as mais valiosas (por exemplo, bancária, email e redes sociais);
- Ativam a autenticação de dois fatores sempre que possível, de preferência com uma app de autenticação móvel ou até mesmo uma chave de hardware, em vez de mensagens SMS;
- Bloqueiam pop-ups e chamadas automáticas usando ferramentas ou medidas de segurança disponíveis nas operadoras, conforme apropriado;
- Ativam atualizações automáticas para todos os dispositivos, especialmente telefones, tablets e computadores;
- Não descarregam anexos ou clicam em links em mensagens não solicitadas – em caso de dúvida, podem usar o verificador de links gratuito e fácil de usar da ESET;
- Instalam software de segurança confiável em todos os seus dispositivos.
Considere seguir estes passos com seus pais ou avós e deixe instruções claras (e, se necessário, por escrito).
Se o pior acontecer
A rapidez é muitas vezes essencial. Quanto mais cedo agir, maior será a chance de recuperar os fundos ou, pelo menos, impedir novos roubos. Se os seus pais ou avós forem vítimas:
- Congele as transferências imediatamente: certifique-se de que o banco do seu familiar está a par da situação para que bloqueie quaisquer transferências;
- Documente tudo: guarde números de telefone, emails ou capturas de ecrã associados ao esquema;
- Denuncie: apresente uma queixa às instituições locais;
- Bloqueie o crédito: congele o crédito para impedir que novas contas de crédito sejam abertas em nome dos seus pais ou avós;
- Dê apoio emocional aos seus familiares: lembre-os de que são vítimas de um crime, em vez de os culpar. A vergonha mantém as pessoas em silêncio, o que, em última análise, só ajuda os burlões.
Considerações finais
Para ter tranquilidade a longo prazo, considere também serviços de monitorização de identidade que alertam se o número de segurança social ou credenciais de login dos seus pais ou avós aparecerem na dark web. Crie uma rotina que envolva a verificação de saldos bancários, auditoria de transações e revisão regular das configurações de segurança de conta. No final do dia, a prevenção é um hábito.
O resultado final é que os golpes direcionados a idosos estão a aumentar em custo, frequência e sofisticação. Mas as famílias que combinam comunicação aberta com salvaguardas comportamentais e técnicas eficazes podem reduzir drasticamente o risco. Implemente estas proteções e tornará muito mais difícil para os criminosos transformarem as economias de uma vida dos seus pais ou avós no seu dia de pagamento.























Os velhos que tem a mania de ter os mais novos na mao e não dao nada? Ja há mto que a heranca devia ser dada a partir da reforma, senao os filhos não conseguem ter casa propria
+1 nem mais, a maioria dos pais deixa de ter utilidade aos 60 anos
É deixar-lhes a conta a zeros e já não há burlas.
Bom, estou a brincar, óbvio…
Ou talvez não…
Mesmo os velhos não servem para nada
Rui Borges, os velhos de hoje pagaram-lhe as fraldas que usou quando se borrava todo sem avisar ninguém.
O q se vê mais são os mais novos a serem ingrupidos. Até dá dó.