Amazon despede 30.000 funcionários em três meses… E está com lucros recorde
A Amazon anunciou uma nova vaga de despedimentos, elevando o número total de cortes para valores nunca antes vistos num curto espaço de tempo. Esta decisão surge num período em que a empresa apresenta resultados financeiros extraordinários.
A dualidade entre lucros recorde e cortes massivos na Amazon
A Amazon confirmou recentemente a saída de 16.000 colaboradores a nível global, uma medida que se soma aos 14.000 postos eliminados há apenas três meses. No total, a companhia desfez-se de 30.000 trabalhadores num único trimestre, justificando a ação com a necessidade de agilizar a sua estrutura organizacional.
O que torna este cenário atípico é o facto de a redução ocorrer nas vésperas da apresentação de resultados financeiros que deverão superar os 211.000 milhões de dólares em receitas, com lucros estimados acima dos 21.000 milhões de dólares.
A divulgação desta nova fase de cortes não seguiu o protocolo previsto. Devido a um erro técnico, vários funcionários da Amazon Web Services (AWS) receberam um convite de calendário que continha um rascunho de uma mensagem assinada por Colleen Aubrey, vice-presidente de soluções de IA aplicada.
O documento mencionava o "Projeto Dawn", o nome de código interno para o plano de despedimentos. Embora a empresa tenha tentado apagar a informação rapidamente, os detalhes já circulavam na comunicação social antes da publicação do comunicado oficial.
Foco na inteligência artificial e redução da burocracia
Segundo Beth Galetti, vice-presidente de experiência de pessoas e tecnologia, o objetivo é fortalecer a organização através da eliminação de camadas de gestão desnecessárias. Contudo, existe um fator determinante nesta mudança de paradigma: o investimento massivo em inteligência artificial (IA).
No último ano, a Amazon injetou cerca de 125.000 milhões de dólares em centros de dados e infraestrutura tecnológica. Andy Jassy, o CEO da multinacional, já tinha alertado que a evolução da IA permitiria à empresa operar com uma estrutura corporativa mais reduzida e eficiente a longo prazo.
A maioria destas rescisões concentra-se nos Estados Unidos, afetando particularmente engenheiros de software e cargos administrativos no departamento da AWS. No entanto, o impacto estende-se também ao Reino Unido e a outras regiões europeias.
Paralelamente, o setor logístico começa a sentir as repercussões; a UPS anunciou também a eliminação de 30.000 empregos, em parte devido à estratégia de reduzir o volume de entregas de baixo valor provenientes da Amazon, que, apesar do volume elevado, apresentam margens de lucro reduzidas para a transportadora.
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Quando uma empresa tem 1.5 milhões de colaboradores reestruturações deste tamanho são normais e têm que ser feitas no máximo a cada 2-3 anos. Vejo com bons olhos, empresas e estado português deviam aprender, a altura certa para se reestruturar é sempre.
A Amazon tem 1,56 milhões de trabalhadores em todo o mundo, dos quais 1,1 milhão nos EUA.
Em 2025, mesmo com o despedimento de 14.000 referidos no post, o aumento líquido de emprego ficou entre entre 22.000 e 31.000
Agora, em janeiro de 2026, é anunciado o despedimento de 16.000 (1%). Para a 2ª empresa em volume de emprego a nível mundial não tem um significado por ai além, pode perfeitamente ter um aumento líquido de emprego até final do ano.
Vi de relance os números e pensei logo que serias o Manuel da Rocha…
A pensar morreu o burro. Pesquisar é mais inteligente 😉
Em 2026, estão previstos 400000 despedimentos.
A empresa vai encerrar 100% das lojas “Amazon Go” (as que só há funcionários, para repor stocks) e vai unir 902 empresas, na Whole Foods, eliminando 700, a 2400 lojas (ainda não sabem, quais serão, as que se manterão abertas e passam a ser Whole Foods) a nível mundial (maioria EUA, Canadá e Alemanha, ainda sem informação sobre as de Inglaterra e Austrália).
Além disso, as empresas, de envios, de mercadorias, incluindo comida, vão ser integradas na Amazon Prime, o que vai eliminar, necessidades de armazenagem e de funcionários, em vários pontos do mundo, passando a usar, serviços de entregas, comerciais, a partir dos super armazéns, que a Amazon, já usa.
A única razão, para a subida de funcionários, é a Prime Video. Esse sim tem crescido, pois produzem mais, para a própria empresa, daí serem funcionários. Não se sabe se vão seguir, como fez a Netflix, que passou a comprar produtos acabados, para distribuir, o que deixam de precisar de estúdios e funcionários… pelo menos, até 2028, devem continuar a crescer. Ainda para mais, compraram a distribuição da NFL Pass (verem 100% dos jogos, do futebol americano), para a próxima temporada.
Isto sim são boas notícias.
Porquê? Convidaram-te a sair?
Mal posso esperar que muitos que comentam aqui com agrado sejam “reestruturados” não por serem maus, mas apenas porque o Excel assim o disse
30.000 em 3 meses e continua a laborar sem qualquer impacto.
Mas quem é que andava a contratar este abismal excesso de funcionários?
Comprarem 843 empresas, de distribuição de produtos.
A whole foods, rede física, vai ficar com, algumas, lojas daquelas 843 empresas (quase tudo, nos EUA, Alemanha e Canadá), o resto serão fechadas… e o número vai passar os 600000 despedimentos, só em 2026. É que, mesmo da whole foods, vão encerrar 33%, das lojas, físicas, para unirem tudo, no Amazon Prime, com entregas, em casa.
A empresa desistiu das lojas “sem funcionários”… deram 26400 milhões, de prejuízos, em 3 anos e, sem previsão, de darem lucros, nos próximos 20 anos. Só aí, nas estruturas, de quem mantinha, a logística, são 11000 a 36000, que ficam sem emprego.
Passaram a ser um excesso depois de subtitituidos por AI e Robots. Faço o mesmo. Mais clientes com zero contratações de mais funcionarios.
Para vender produtos de 2a categoria, não precisa de muitos funcionários.
Há marcas que têm gamas mais fracas, apenas para vender na Amazon.