72 Horas: o guia de emergência online, com 13 ferramentas úteis
Situações de crise extrema, como apagões prolongados, catástrofes naturais ou falhas graves nas comunicações, mostram a importância de estar preparado. Foi a pensar nesses cenários que nasceu o 72 Horas.
Este portal designado de 72 horas é um guia de emergência online que reúne 13 ferramentas úteis para ajudar cidadãos a responderem de forma rápida e informada nos primeiros dias de uma situação crítica.
O site reúne 37 páginas de conteúdo organizado em oito secções:
- Riscos naturais
- Equipamento
- Ferramentas
- Planeamento
- Informação
- Pessoas vulneráveis
- Referência
- Contactos.
Cada tema é tratado de forma prática e direta, com recomendações adaptadas à realidade portuguesa.
A secção de equipamento, inclui uma checklist interativa com mais de 55 itens para o kit doméstico, guias para a mochila de 72 horas, o kit médico, o kit de carro e a reserva alimentar. Há também um guia completo de primeiros socorros que cobre a posição lateral de segurança, reanimação cardiopulmonar, manobra de Heimlich, queimaduras e fraturas, seguindo os protocolos mais recentes da American Heart Association (2025).
Na secção de riscos naturais, há guias dedicados a sismos, incêndios florestais, ondas de calor, inundações e tsunamis. Cada página cobre o que fazer antes, durante e depois de cada cenário, com dados específicos sobre Portugal, como as zonas sísmicas nacionais, a legislação de limpeza de terrenos (Decreto-Lei 82/2021) ou a falha Açores-Gibraltar e o precedente do terramoto de 1755.
72 horas: as 13 ferramentas disponíveis
O guia integra atualmente 13 ferramentas, pensadas para diferentes necessidades em cenários de emergência, entre as quais:
- Lista de verificação de emergência para famílias
- Contactos úteis (emergência, proteção civil e autoridades)
- Gestor de informações críticas, como dados médicos e pessoais
- Guias de abastecimento (água, alimentos, medicamentos)
- Ferramentas de localização e orientação
- Acesso a rádios e canais de informação de emergência
- Recomendações de segurança digital e comunicações
- Planeamento familiar e pontos de encontro
- Alertas e avisos relevantes
- Preparação para falhas de energia e telecomunicações
- Primeiros socorros básicos
- Apoio à tomada de decisões em cenários de crise
- Recursos educativos sobre autoproteção
Todas as ferramentas foram pensadas para serem simples, práticas e rápidas de consultar, mesmo por utilizadores sem conhecimentos técnicos.
Dados do IPMA em tempo real
O site integra quatro APIs públicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), apresentando informação atualizada diretamente nas páginas relevantes:
- Alertas meteorológicos - no painel principal, com atualização a cada 30 minutos
- Atividade sísmica - dos últimos 7 dias na página de sismos, com magnitude, profundidade e localizaçã
- Risco de incêndio - por distrito na página de incêndios florestais
- Índice UV -por região na página de ondas de calor
Os dados são pedidos diretamente pelo browser do visitante à API pública do IPMA, sem qualquer servidor intermediário. Se a API estiver indisponível, os widgets ocultam-se silenciosamente sem afetar o resto da página.
O 72 Horas está disponível em português, inglês, espanhol e francês. O site não utiliza cookies, não tem Google Analytics, Facebook Pixel ou qualquer outra ferramenta de rastreamento. Não recolhe, armazena nem partilha dados pessoais. O único armazenamento local serve exclusivamente para guardar o progresso do utilizador nas ferramentas interativas.
Toda a informação factual foi verificada contra fontes oficiais, incluindo a ANEPC, o IPMA, o INEM, a Direção-Geral da Saúde, a Organização Mundial da Saúde e a Cruz Vermelha.
O projeto, sem fins lucrativos, foi criado por João Rodrigues. Qualquer pessoa pode reportar erros, informação desatualizada ou sugerir melhorias.
























Mais radio PMR, rádio CB, radio amador (licença), Meshtastic, Meshcore …. 🙂
Muito interessante sem dúvida.
“O que é uma bug out bag?
Uma bug out bag (BOB) ou mochila de emergência de 72 horas é uma mochila pré-preparada e sempre pronta para agarrar e sair de casa em caso de evacuação urgente. Deve conter tudo o que precisa para sobreviver autonomamente durante 3 dias, sem acesso a casa, eletricidade, água corrente ou lojas. O objetivo é ter autonomia total enquanto se desloca para um local seguro ou aguarda ajuda (…)”.
No caso da água: 3 dias com uma garrafa de 1L de água e … pastilhas purificadoras e filtro portátil – com marca/modelo e preço, a começar na mochila.
Parece-me que está feito de forma bastante sensata – e divertida, mesmo que não se espere usar num caso extremo (mas nunca se sabe)..
É “curioso” como um particular consegue fazer o que a proteção civil (de nome) não tem sequer ideia de fazer. Não se lembraram que havia centenas de pessoas que nunca tinham utilizado um gerador, que havia uma imensidão de cabos elétricos partidos que poderiam ter carga, que havia telhas de amianto partidas por todo o lado, que haveria centenas de pessoas sem conhecimento em cima de telhados. Posso continuar quase infinitamente. Em todas as situações fizeram pouco mais que briefings.
Em todos os casos que descreves é tudo senso comum e responsabilidade individual.
Geradores – está no manual e é lógico, é como ter um carro ligado dentro de casa… alguns até sabiam dos riscos mas decidiram arriscar com medo dos roubos.
Cabos eléctricos partidos – porque alguém se chegaria perto deles?
Amianto – é da responsabilidade de cada privado de retirar o amianto das suas propriedades, já não devia existir em nenhum local.
Pessoas a trocar telhados – o problema não é falta de conhecimento, é o facilitismo de não usar EPI, se tivessem usado EPIs não teria do morrido ninguém a reparar telhados.
Já percebi que estás acima da média, ajuda quem está abaixo.
Zé, serás da Proteção Civil (de nome) ? Pensas (ou nem isso) como eles
Não, reconheço a nossa proteção civil como uma cambada de incompetentes.
Não neste ponto, pelos fatores que referi acima.
Estou acima da média mas não é aqui que se nota, como referi, é senso comum, nunca tive de ligar um gerador, nunca tive de ir trocar telhas, provavelmente nunca precisarei de fazer nenhum dos dois e no entanto sei o que fazer, como também sei o que fazer vendo um cabo eléctrico solto ou se tiver em locais com amianto, chama-se usar a cabeça
O João acabou de demonstrar a inutilidade do governo tuga.
Da mochila de emergência (BOB) do João:
“- Mochila: Decathlon Forclaz Trek 500 (50L) €35 a €45; Osprey Talon 44 / Deuter Futura 50+10
€90 a €130; Mystery Ranch / Arc’teryx (60L+) €200 a €400
– Mantas de emergência isotérmicas €3 a €8 (pack 5 unidades) – As famosas mantas douradas/prateadas. Refletem até 90% do calor corporal, são impermeáveis, e cabem no bolso. Compre sempre um pack, servem para múltiplas pessoas, podem forrar o chão dentro da tenda, ou sinalizar em emergência (brilham muito). Essenciais e baratas, não há desculpa para não ter.
– Pastilhas purificadoras Micropur €10 a €15 (100 pastilhas)
– Filtro portátil LifeStraw ou Sawyer Mini €25 a €45
etc. etc”
O João fez uma mochila de emergência (e outras coisas, como a reserva de alimentos) melhor que o governo. Mas em caso de ser preciso usar a mochila de emergência do João tem que se contar é com o governo (e não com o João, como é natural) “Chaque chose a sa place” (cada coisa tem o seu lugar). Eu não espero que o governo/organismos públicos sejam melhores em tudo, nem é essa a sua função.
Não estás na zona de Leiria, pois não Max ? Era melhor não esperares pelo governo 72h, estavas lixado com a tua mochila.
Tenho conhecidos perto da Marinha Grande, que só tiveram água e eletricidade na 4ª Fª, ao fim de 7 dias. Mas iam à Marinha Grande às compras e o LIDL, com geradores, tinha Wi-Fi estável e dava-lhes comunicações por internet. Não precisaram de sobreviver 3 dias, sem casa, nem lojas (nem eletricidade, nem água).
A questão aqui é – se precisassem de sobreviver 3 dias nessas condições, sem a mochila estariam bem pior – e ninguém a tem porque ninguém espera precisar dela. Se até ao fim de 3 dias apareciam meios de socorro, do governo português ou outro(s), estou em crer que sim.
Mas o site “72 horas” vai além desse período e dessa situação extrema.
Recordo o que escreveu inicialmente: “Mas em caso de ser preciso usar a mochila de emergência do João tem que se contar é com o governo (e não com o João, como é natural)”. Agora diz: “iam à Marinha Grande às compras e o LIDL, com geradores, tinha Wi-Fi estável”, onde está o apoio do estado nas 72 horas? Confirmou que o estado não reagiu em 72h. Era preciso uma “mochila para 7 dias”, não?
O problema do tuga é o seu masoquismo.
Vivi 10 anos nos EUA e passei por alguns furacões, flash floods e até frio extremo ao ponto de congelar canalizações, tudo muito pior do que aquilo que se vê aqui e resolvido muito mais rapidamente.
O normal é o pessoal abandonar zonas de risco, seja para casa de familiares seja para hotéis noutro local, precisamente para não estarei condicionados em condições básicas, estando no lugar deles teria ido para onde estivesse bem, em Lisboa por exemplo está-se bem, nunca faltou nada, os supermercados estão abertos e com prateleiras cheias, restaurantes à pinha, até os estádios enchem com adeptos, podes ir ao cinema, teatro ou concerto.. o que ficaria a fazer num sítio sem água nem luz, sem acesso fácil a bens de primeira necessidade?
E nem me venhas com a treta do dinheiro, se for preciso é malta que em agosto faz empréstimo para irem para a República Dominicana, facam-no pelo bem e segurança da família e esqueçam lá as férias este ano.. fácil