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Portugal: Novas regras de emissões param Autoeuropa


Pedro Pinto é Administrador do site. É licenciado em Engenharia Informática pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e obteve o grau de Mestre em Computação Móvel pela mesma Instituição. É administrador de sistemas no Centro de Informática do IPG, docente na área da tecnologia e responsável pela Academia Cisco do IPG.

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  1. Bruno says:

    Devia ser obrigatorio circular apenas com veiculos de emissao 0! Precisamos de ar puro nas cidades, menos ruido automovel e um mundo mais auto sustentavel.

    • Rui says:

      E o que fazes às mercadorias e transporte de pessoas?
      É tudo muito bonito pensarmos no ambiente, mas temos de ter alternativas viáveis.
      Você está disposto a pagar um passe mensal de 500€ por mês? (sem subsídios de todos os tugas e a utilizar só veículos eléctricos).
      E o que faz com o sector da aviação? Manda fechar todas as companhias aéreas, aeroportos? Fecha também todos os portos marítimos?
      Isto é tudo muito bonito de imaginar, mas operacionalizar já é o caneco!!!!!!

    • Eusébio says:

      Quero ver os atropelamentos que haverão porque os peões distraídos não ouviram o carro silêncioso chegar. Porque é que já estam a estudar colocar ruído artificial nos carros eléctricos.

  2. pedro says:

    se fosse para baixar a carga fiscal é que eu me admirava!!!! a mudança de método de medição deveria ser neutro em termos fiscais …. mais um assalto ao consumidor final …

  3. Miguel says:

    O problema não tem a ver com questão ambiental mas sim no imposto a aplicar… 😀

    … politiquices…

    Tenho um carro que emite 260 gramas de CO2… paguei 30 EUR de imposto por cada grama de CO2 quando o legalizei… e meu carro de trabalho (do dia a dia) emite 280 gramas de CO2..

    Enquanto durarem, não vou trocar. Já paguei a minha parte para ser pecador.

    Poluir é como o outro, desde que se pague o respectivo imposto para isso. No fim dos impostos pagos, pode-se andar sempre a fundo…

    Os eléctricos irão poluir bem mais…

    – na produção da energia para os alimentar (nem toda a energia que é produzida é de forma limpa e se infestarmos todos os montes, serras e montanhas com eólicas ou formas de produção renovável , também existe impacto ambiental.)

    – na reciclagem das baterias (aquelas “bombas químicas” irão ser tratadas de que forma? Da mesma forma que as atuais? Muitas vezes “esquecidas” junto aos contentores dos resíduos urbanos?)

    – na reciclagem dos próprios carros carros (os eléctricos não passam de electrodomésticos móveis ou com rodas, que quando avariarem é para deitar fora e comprar novo )

    Façam um estudo dos impactos a médio / longo prazo …

    • Pedro Coelho Silva says:

      “Os elétricos irão poluir bem mais..” Sempre a mesma absurda repetida! Pensem um bocado e investiguem um pouco e verão que isso não tem sentido..

      • Rui says:

        A não ser que meta uma eólica em cima do carro, não vejo onde é que o Miguel errou! Já olhou para a sua factura de electricidade e viu de que forma é produzida? Esteja atento principalmente agora no verão.

        E também ainda ninguém me explicou como é que faz com as mercadorias (aviões, camiões e navios). Voltamos ao século XV e transportamos tudo em naus?

        Os americanos que provavelmente serão o povo mais avançado em novas tecnologias….. não prevê nem aviões nem barcos eléctricos até 2050…….

        • Ruy Acquaviva says:

          O Pedro Coelho está certíssimo. Essa alegação de que “os carros elétricos vão poluir mais” é completamente falsa e ilógica. O próprio Miguel cita que “NEM TODA a energia que é produzida é de forma limpa”, o que significa que pelo menos uma parte da energia é produzida de forma limpa. No caso dos automóveis convencionais NENHUMA energia é produzida de forma limpa. É portanto completamente ilógico dizer que o elétrico, em que uma parte da energia é produzida de forma limpa, seria mais poluirdor que o convencional, em que nenhuma é produzida de forma limpa.
          As baterias não são “bombas químicas” coisa nenhuma, o que pode ser chamado de “bomba química” são os lubrificantes consumidos pelos carros a combustível. Esses lubrificantes, não utilizados nos carros elétricos, vazam no pavimento e são levados pelas águas das chuvas contaminado o solo e as águas subterrâneas. Reaproveitados apenas em parte, grandes volumes desses lubrificantes são despejados no meio ambiente seja pela dispersão de vazamentos, seja pelo descarte da parte que não tem reciclagem economicamente viável. As baterias podem sim ser recicladas e a parte que ainda não é reciclada por falta de viabilidade econômica representa uma ameaça muito menor ao meio ambiente do que os lubrificantes.
          A alegação mais absurda porém é a de que os carros elétricos em si representariam um elemento poluidor maior que os carros convencionais. É justamente o contrário o que ocorre. Os carros elétricos tem menos peças e estas sofrem menos desgaste. Eles duram muito mais, exigem menos manutenção tem muito menos peças no total e todas elas com vida útil muito superior às peças dos carros convencionais, além de ter maior taxa de reciclagem pelo peso total. É O CONTRÁRIO do que ele alegou.
          Por fim é necessário dizer que já existem sim os primeiros modelos de camiões elétricos, navios que utilizam a energia eólica e a solar para reduzir o consumo de combustíveis e protótipos de aviões utilizando biocombustíveis. Mas essas questões não influem no que diz respeito à utilização de automóveis elétricos. Os automóveis são muito mais numerosos e liberam seus gases tóxicos bem no meio das cidades, praticamente (quando não literalmente) embaixo dos narizes dos cidadãos. O fato da humanidade ter convivido por um século com as doenças provocadas por esses gases tóxicos não implica que não tenhamos o direito (e até o dever) de mudar essa situação em prol de nossa própria saúde.

          • Rui says:

            Ruy, nada me move contra os carros eléctricos. Pura e simplesmente eu não vou com todos os cordeiros como os políticos gostam de fazer com as pessoas.
            E se tem dúvidas, explique-me lá porque é que todos estes anos andaram a dizer-nos que os carros diesel eram mais limpos que os carros a gasolina……. agora são os maiores poluidores do planeta;
            O carro eléctrico em si, não tenho a menor dúvida que polui menos que um motor de combustão…… excepto se estivermos a falar de hidrogénio, que é o motor mais limpo que existe no mercado!!!!! Mais limpo que o carro eléctrico. Investigue e diga-me se tenho ou não razão!
            Sabendo nós que produzimos energia eléctrica de fontes não renováveis e até bastante poluidoras (Portugal precisa de 2 centrais a carvão que só vão ser desactivadas em 2030), explique-me como é que pretende resolver o problema do aumento do consumo eléctrico sem aumentar os custos da energia para todos os consumidores, mesmo quem não tem carro eléctrico!?

            E não invente, os aviões utilizam combustível derivado do petróleo, pode adicionar o que quiser, mas queima petróleo. Navios só existem protótipos, todos os navios que existem e que transportam mercadorias são movidos por motores que consomem petróleo (derivados) e os transportes terrestres de mercadorias são feitos com camiões que consomem derivados de petróleo! Não são histórias, são a realidade e ninguém tem uma solução mágica para mudar o paradigma de um momento para o outro, porque é absolutamente inviável nos próximos anos.
            Escreva o que lhe digo, avise-me em que década vai andar num avião eléctrico ou não poluente!!!!!

          • Ruy Acquaviva says:

            Caro Rui, essa questão dos carros a diesel não serve como argumentação porque eu não estou baseando minhas afirmações no que “andaram dizendo” e sim em informações técnicas e científicas confiáveis. Eu não estou seguindo uma opinião veiculada e sim expressando minha opinião formada com base em informações objetivas.
            Com relação aos carros a hidrogênio vs ocê não deixa claro se está falando de carros com células de hidrogênio (ou pilhas de hidrogênio, ou células de combustível ou pilhas de combustível – os nomes variam) ou de carros com motor a combustão usando o hidrogênio como combustível.
            No primeiro caso você tem um carro com tração elétrica que obtém essa eletricidade de equipamentos (as células de hidrogênio) que promovem a oxidação do gás hidrogênio (H2) com o oxigênio do ar (O2) não em uma reação de combustão, que produz energia térmica, mas através de processos de troca de íons, gerando energia elétrica e substituindo assim as baterias. No segundo caso o gás hidrogênio é queimado em um motor a combustão interna, no lugar da gasolina.
            Em ambos os casos a reação química entre o hidrogênio e o oxigênio prodruz apenas água (H2O). Porém no caso do motor de combustão é necessário usar óleo lubrificante no motor e o câmbio e esse óleo produz uma pegada ambiental considerável. As células de hidrogênio podem ser alimentadas com gás hidrogênio puro ou com o obtido de um combustível que tenha muito hidrogênio em sua composição (metano, metanol, etanol, etc), separando o hidrogênio para usar na célula de hidrogênio e emitindo o carbono na forma de CO2. Se for usado biocombustível é neutro em relação ao efeito estufa porque esse carbono obtido vem do próprio ar atmosférico fixado pelas plantas, mas se form obtido de fontes fósseis tem efeito sobre o débito de carbono. O hidrogênio hoje em dia é obtido do petróleo, mas a idéia é produzí-lo a partir de fontes renováveis e portanto não usarei essa questão como argumentação. Mas observe que é a mesma questão da eletricidade, dependendo da fonte pode ser limpo ou não. Portanto o desconto que estou dando para a origem do hidrogênio deve ser dado também para a origem da eletricidade. Considerando tudo isso não vejo como o carro a hidrogênio pode ser mais limpo que o elétrico. Pode ser igualmente limpo, mas não mais limpo.
            Veja bem, TODA a energia dos carros a gasolina vem de fontes não sustentáveis com forte impacto ambiental e no efeito estufa. Há a questão dos biocombustíveis que é uma discussão a parte e não me parece que tenha impacto no cenário português. No caso dos carros elétricos pelo menos uma parte da energia pode ser substituída por fontes sustentáveis (eólica, solar, etc) ou carbono neutras (nuclear). Portanto há sim um ganho que você está desconsiderando.
            Além disso mesmo que TODA energia elétrica seja produzida com gasolina, ainda assim há ganhos em se usar os carros elétricos. Ja coloquei esses pontos em comentários em outros artigos deste sitio. Há a óbvia questão de saúde pública em se retirar a poluição das cidades (as termoelétricas ficam fora da cidade) e questões de eficiência. As termoelétricas usam turbinas multiestágio que extraem toda a energia do combustível (os motores do automóvel usam apenas uma parte dessa energia), são mais eficientes, funcionam constantemente dentro dos parâmetros ótimos de operação, tem manutenção constante feita por técnicos especializados, os gases emitidos podem passar por filtros e catalizadores que não são possíveis de ser utilizados em automóveis. As questões são muitas e não há espaço em um comentário para te ensinar tudo, só posso recomendar que você estude e pesquise que encontrará todos esses pontos sendo abordados em pesquisas científicas.
            Sua alegação de que eu estou inventando eu considero ofensiva para mim. Eu apenas citei soluções para o transporte pesado de mercadorias (terrestre e marítimo) e transporte aéreo. Não disse que existe hoje, apenas que há sim alternativas sendo consideradas e de fato elas existem, não estou mentindo. Jamais disse que e existem camiões, navios ou aeronaves de uso comercial com essas soluções, portanto não vejo sentido em você fazer contraponto a um ponto que eu não coloquei.

        • diogo says:

          Rui, estou a tentar perceber de onde vem o odio dos carros electricos… mas não entendo. Parece-me muito pouco justo estar a comparar uma tecnologia que (realisticamente) tem 10 anos (em carros) com uma tecnologia que teve já um seculo de otimização como é o caso de motor de combustão interna.

          É obvio qua atualmente não é possivel substituir aviões e barcos de grande capacidade por alternativas electricas, esse não é o assunto do artigo (e ninguem disse isso nos comentarios).

          Quanto à poluição dos carros electricos, eu acho que só o facto de estarem a ganhar volume suficiente no mercado para encorajar mais R&D é algo otimo, mesmo que os carros desta primeira decada sejam mais poluentes do ponto de vista de analise do ciclo de vida completo do produto.

          Mas ambos os problemas são facilmente resolvidos utilizando o mesmo recurso disponivel para desenvolver o motor de combustão desde 1900… tempo!

          A produção energética continuara tendencialmente a mudar para fontes renovaveis, e há também excelentes progressos nas solid state batteries (p.ex: a nissan e toyota pensa conseguir produzir em escala já em 2020!) estas novas baterias têm uma longevidade 5x maior que as atuais, além disso, depois de não conseguirem armazenar tantar carga, devido ao seu formato mais compacto podem ser recondicionadas e instaladas em edificios ou infraestruturas para funcionar como backup em caso de falhas energeticas (exceto hospitas e outros edificios que prestem serviços vitais a sociedade)

          Dito isto, eu pessoalmente fico contente por existir este esforço por parte da industria automovel mas relembro que falta combater os outros 60% de grandes emissores de CO2, a construção e o sector de alimentação.

          Um deles é facil, na area da construção basta aumentar a importancia da classificação de eficiencia estrutural e os projectistas irão logo deixar de resolver todos os problemas com “mais uns cm de betão” ou “mais um bocado de ferro”, o outro sector é mais dificil de mudar porque exige uma mudança quer de metodos quer dos habitos alimentares da população
          (Bem mais dificil do que fazer uma bateria 100 reciclavel 😀 )

      • censo says:

        A produção de uma bateria para os novos carros elétricos em termos de emissões de CO2 equivale a circular com um veiculo a combustão durante 2 anos e meio pelas estradas (e já falo de um veiculo fora do normal em termos de poluição)

        • Ruy Acquaviva says:

          Isso é falso e não tem a menor lógica. Você certamente está citando a pesquisa divulgada pelo instituto sueco IVL, mas o paper publicado não cita em momento algum essa comparação absurda, que é encontrada apenas em metérias jornalísticas que procuram apresentar uma comparação impactante (e indevida, como vou discorrer abaixo) ou para tornar a matéria chamativa ou por viés de confirmação (provavelmente ambos).
          A comparação feita entre o total de emissão necessário à produção do carro elétrico com o consumo de um carro convencional é como comparar bananas com laranjas, ou seja, duas coisas completamente diferentes. O certo é comparar a emissão de CO2 na produção de cada tipo de carro ou a emissão para gerar a energia necessária para cada tipo de carro rodar. É fácil entender o erro invertendo a comparação. Compare a quantidade de CO2 emitida na produção de um carro convencional com a emitida para produzir a energia para um carro elétrico rodar. Teria então que o CO2 emitido para fazer o carro convencional é equivalente a muito mais que dois anos de emissão de um carro elétrico rodando, mas aí você iria dizer que a comparação é descabida. Sim e o contrário, que foi feito pela pesquisa que tu estás citando, também é.
          O estudo do IVL mostra apenas que é necessário maiores investimentos no desenvolvimento de tecnologias de reciclagem do material das baterias, sendo inconclusivo sobre as vantagens os veículos de tração elétrica especificamente em relação à emissão de gases de efeito estufa, não entrando em outros aspectos de vantagens comprativas entre as uas tecnologias.
          O estudo considerou exclusivamente as baterias de íon de lítio com eletrólito de cobalto, que são usadas entre outros em carros da Tesla. Não considerou as baterias mais modernas com eletrólito a base de Fostato de Ferro, usadas por outras montadoras.
          A comparação entre o custo ambiental para a produção de carros elétricos em comparação aos carros convencionais costuma alegar que os carros elétricos usam mais alumínio, por precisarem ser mais leves, não levando em conta que o alumínio é cada vez mais usado nos carros convencionais, mas contando com a redução dos níveis de consumo obtido pela redução do peso desses carros com o maior uso do alumínio em relação ao aço. Esse é apenas um exemplo dos diversos sofismas que são feitos em comparações enviesadas visando defender o uso de uma tecnologia claramente prejudicial como a dos automóveis a combustível. De um lado não se consideraq que os carros convencionais usam cada vez mais alumínio, de modo a descontar esse fato no custo ambiental de sua produção, mas por outro lado cita-se os ganhos de eficiência advindos justamente de motores e carros mais leves pelo uso de alumínio no lugar do aço.
          Um automóvel elétrico tem custo de produção muito menor que um automóvel a combustão, isso é inegável. Tem muito menos peças, portanto há menos gasto de energia obtenção do material para elas e na usinagem para se chegar à forma final. Já ví comparações onde eu perguntei onde entra o custo ambiental do lubrificante do motor e do câmbio e percebi que não havia sido considerado, assim como vários outros elementos no custo de produção. Comparação enviesada é isso, conta-se todos os problemas da produção dos carros elétricos e nenhum dos existentes na produção dos carros convencionais.
          O principal argumento para esse custo ambiental alegado na produção dos carros elétricos é que usam muitos metais raros. Fala-se do neodímio dos imãs dos motores sem considerar que existem motores sem imãs permanentes nem que o neodímio pode ser completamente reciclado e portanto em algum momento o custo de sua produção irá mudar por uma simples questão de maturidade e escala de produção da tecnologia. Nem vou falar que novos materiais surgem todos os dias indicando que o neodímio em breve será substituído por materiais muito mais acessíveis nos superimãs. O mesmo pode-se dizer do Cobalto nos eletrólitos das baterias, que inclusive já é superado nas modernas baterias de fosfato de ferro-lítio, cujo custo ainda é maior apenas por uma questão de escala.
          Aliás esse é o ponto principal que nunca é levado em consideração nas comapações descabidas que tentam defender os carros a combustível. A questão de economia de escala. É ela que é o principal entrave aos carros elétricos hoje em dia. Se o elétrico fosse a tecnologia consolidada em mais de um século, com centenas de milhaes de milhões (ou até bilhões) investidos em uma gigantesca infraestrutura, jamais faríamos a transição para o carro a combustível.

      • some dude says:

        Há mesmo muita coisa ao nível das novas tecnologias em que os americanos não são os mais avançados!

  4. PedroC says:

    Belo exemplo. Se passar de 100g para 111g, o imposto sobe 40 a 50%. Tá certo…

  5. Pinto says:

    As autoridades deveriam estar mais atentos aos carros disel alterados que andam na via pública a poluir o ambiente com autênticas bolas de fumo preto, presudicando os veículos que circulam através que ficam sem visibilidade e até mesmo os peões que andam nos passeios levam com aquela fumarada toda, carros como esses deveriam ir logo para as cidrugias.

  6. Rui says:

    Só para conhecimento dos entendidos em energias limpas, passo a descrever a origem da energia eléctrica consumida em Portugal em 2017 e que recebi esta semana numa factura da EDP, na página 5:
    Carvão: 31,7%
    Gás Natural: 19,4%
    Cogeração fóssil: 8,1%
    Hídrica: 11,3% (renovável)
    Eólica: 17,4% (renovável)
    Outras: 12,1% (não sei se são todas renováveis, mas desconfio que não, porque falta pelo menos a energia produzida em Espanha e França nas centrais nucleares).

    Depois de perceberem que o país consome 2/3 de energia eléctrica produzida de forma “suja”, expliquem-me lá como é que alimentam os veículos eléctricos sem aumentar a origem em mais centrais “sujas” e já agora sem agradar aos países que ganham dinheiro à nossa custa se toda a gente comprar veículos eléctricos como não houvesse o dia do amanhã!

    Percebo porque continuamos com graves défices na matemática, parece que não sabem fazer contas!!!!!!!!

    • diogo says:

      Rui pelos numeros que nos deu consigo ver que em apenas 10 anos de existencia de carros eletricos, já 1/3 da energia que consomem vem de fontes renovaveis.
      Incrivel, o motor a combustão já tem 100 anos neste mundo e ainda não saiu dos 0% 😀

      Agora imagine que % vamos conseguir atingir de fontes renovaveis quando o mercado se ajustar e continuar a evoluir da forma que tem estado, a favor de fontes renovaveis.

      A vida é bastante curta para se ser pessimista. O metodo propulsor dos EV já são 33% renovaveis, vamos lhes dar mais uns anos para evoluir, afinal de contas quem ganha somos nós que vamos respirar um ar melhor e deixar um planeta melhor para os nossos filhos.

  7. Miguel says:

    Para ajudar à festa:

    A EDP é a empresa portuguesa que emite mais gases com efeitos de estufa, de acordo com o ranking da associação ambientalista Zero (ranking de 2016).

    Só a central termoelétrica de Sines é responsável por 13,5% das emissões totais de CO2 do país. A Central Termoelétrica de Sines registava a emissão de 8.683.899 TONELADAS de CO2 em 2016

    Ainda podemos acrescentar à festa a número 2 desta lista – Central Termoelétrica do Pego, responsável pela emissão de 3.615.854 TONELADAS de CO2, ou seja, 5,6% das emissões totais em Portugal

    Eu trabalho numa central de produção de energia termoelétrica (produção de energia eléctrica a partir da queima de resíduos florestais – biomassa)… POR DIA, são produzidas TONELADAS de resíduos, nada comparáveis às emissões acima indicadas…

    Iguais à central onde eu trabalho, há várias em Portugal, umas maiores, outras mais pequenas…

    • Ruy Acquaviva says:

      Estranho

      • Ruy Acquaviva says:

        Estranho que tu não estejas ciente que essa central elétrica que queima resíduos florestais é carbono-neutra em relação ao efeito estufa. Deverias saber que o carbono emitido por sua central termoelétrica foi fixado do CO2 do ar pelas plantas, portanto o débito de carbono é zero (carbono-neutro).
        O que contribui para o efeito estufa são os combustíveis fósseis. Em eras geológicas passadas (principalmente o carbonífero, no caso do carvão mineral) o carbono dos seres vivos (vegetais no caso do carvão e organismos marinhos no caso do petróleo – falando bem a grosso modo apenas para fins didáticos) foi enterrado e acomodados em camadas geológicas sedimentares, sofrendo um processo de metamorfização até se transformarem nos minerais citados. Com isso a quantidade total de carbono da atmosfera foi reduzida e houve uma redução das temperaturas médias do planeta. Esse processo durou centenas de milhões de anos. Com a industrialização estamos já há 300 anos retirando esse carbono do subsolo, queimando-o e emitindo-o para a atmosfera. Com isso a quantidade total de carbono da atmosfera aumenta, aumentando o efeito estufa e por consequência as temperaturas médias do planeta também aumentam. Porém isso ocorre em um período de tempo muito mais curto que os processos naturais, não antropogênicos e aí está o problema.omassa na floresta
        Sua central termoelétrica com biomassa emite apenas o carbono que já estava no ar, por isso é classificada como carbono-neutra. Há várias considerações aí. Se o volume total de biomassa diminuir, então carbono que estava fixado na biomassa passa para a atmosfera e contribui para aumentar o efeito estufa, mas aí haverá uma hora em que a floresta irá acabar e se tornar um deserto. Esse desequilíbrio é típico de áreas de desmatamento, mas creio que em se tratando de resíduos florestais em Portugal o consumo da biomassa deve estar em equilíbrio com a biomassa produzida por crescimento vegetativo natural (que fixa carbono), afinal Portugal não é uma Floresta Amazônica e não sustentaria por muito tempo um processo de desmatamento agressivo.
        Portanto eu estranho que compares sua termoelétrica com as outras baseadas em combustível fóssil.

  8. Mario Neiva says:

    Estou sempre a ler comparações entre carros elétricos e ICE e or argumento é sempre que a fonte da elétricidade é muito poluidora mas nunca vi ninguem dizer que uma refinaria de petróleo não é poluidora. Trabalho numa petrolifera e posso garantir que a nossa mini refinaria é tudo menos “Green”. Já para não falar de todos os desperdicios com que é preciso lidar (água do processo, parafinas, quimicos descartados, tochas de queima de gás excedentes, etc)

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