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Portugal: Ministério da Justiça rejeita “software” gratuito que acelera julgamentos


Imagem: HomePageJuridica

Fonte: Radio Renascença

Pedro Pinto é Administrador do site. É licenciado em Engenharia Informática pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e obteve o grau de Mestre em Computação Móvel pela mesma Instituição. É administrador de sistemas no Centro de Informática do IPG, docente na área da tecnologia e responsável pela Academia Cisco do IPG.

Destaques PPLWARE

  1. Pedro Silva says:

    Daqui a dias aparece um que faz menos e pior, mas que custa uns milhões e é logo aprovado.
    Portugal no se melhor

  2. censo says:

    Só se conhece um lado da noticia.

  3. Rui says:

    A vergonha neste pais (pessoas) é tanta que nem sei o que dizer………

  4. Asdrubal says:

    Software gratuito não ajuda os amigos.

    Viva a corrupção!

  5. miguel says:

    É o pais que temos, policias a fazer de trolhas nas esquadras, outros a fazerem de cozinheiros, outros a fazer de programadores e são todos pagos com ordenado de policia só mesmo num país de terceiro mundo pode se equacionar que 2 policias façam um sistema destes.

    Policias são para serem policias e não trolhas e pintores…

    • António says:

      E se for um polícia especialista de informática? Há muitos com formação na área apesar de pensar que não…

    • José Maria Oliveira Simões says:

      Desculpe-me, mas estou em desacordo. É essencial, diria mesmo, importante, aproveitar os conhecimentos de todas as pessoas !!! Muitas vezes, os novos sistemas, falham logo à partida devido ao workflow da informação não estar de acordo com a realidade do fluxo de informação dentro da organização. É uma grande falha, não se investir em organização e métodos. Os chamados power users devem ser parte interveniente na criação do novo sistema que se quer montar e pôr em pratica. Os Analistas Funcionais e os técnicos de organização e métodos , deveriam intervir na fase de pré-analise e definição de requisitos. Estes de preferência devem conhecer as técnicas BPMN de modo a poderem modelar os processos. Também não é de desprezar o uso do UML. E mais haveria para dizer, mas por aqui me fico.

      • carlitos says:

        José Maria Oliveira Simões, o que diz está tudo certo, pelo menos é o que dizem as boas práticas desenvolvidas nos países que as descobriram. Podemos copiar tecnologias que envolvam só máquinas mas quando se chega ás pessoas é normal ignorar-se que todos os homens têm atrás de si máquinas culturais diferentes que desconhecem e não podem mudar porque é passado. Não se pode ver maldade naquilo que se deve compreender como estupidez. Atenção, que nisto como em outras coisas existe sempre a norma e os desvios á norma, mais ou menos, mal amanhadas. Mas, quem quiser jogar a sério, tem de ir á luta, e fazer, é o que conta. A conversa e as ideias lindas é para os especados. 🙂

    • met says:

      Um comentário de alguém com pouca visão.
      A programação é cada vez mais como a matemática e a língua portuguesa. Uma área de conhecimento útil a todos, inclusive trolhas, pintores e polícias. Não é essencial, mas permite obter vantagem.
      Acho bem que os policias eo juiz tenham feito o programa. Metam no no github e a malta ainda ajuda mais.

  6. Stalin says:

    Se o problema dos tribunais fosse só esse…
    E a formação dos funcionários? E as condições de trabalho?
    O arquivamento dos processos e provas? A digitalização que não existe?
    A juntar ao próprio código penal e afins e estamos bem… muito bem entregues.

  7. Casuístico says:

    A última foto parece ser audiência do STJ do Brasil. Saudações.

  8. Str says:

    Ainda se fosse pago! Gratuito?! Nem dado!!
    Agora a sério, se fosse o primo dum político era logo comprado por ajuste directo

    • carlitos says:

      Estás enganado, mas antes não estivesses, e houvesse melhorias. Os tribunais e a justiça não são “rotundas”. São uma máquina, monstruosa e arcaica, com uma cultura pesada, em que para se mover um niquinho, é necessário um terramoto. Falo por experiência própria.

  9. nelsontb says:

    “Segundo artigo da RR, tudo funciona num disco externo, onde é instalado o sistema” Ya… é perfeitamente razoável não ter sido aceite, o risco de extravio dos discos é inaceitável

  10. Fulano says:

    Normal… Não foi apresentado por um dos muitos chulos do País. Mas basta uns dias para um desses “iluminados” aparecer com algo que nunca funciona e que irá custar muitos milhões ao erário público.

  11. bill says:

    “anti-colonagem” hummmm. Terá alguma coisa a ver com o cólon?

  12. Devsys says:

    Pedro Pinto, e sendo um software gratuito, onde está o source? Têm GitHub ou gitlab?
    É que sem se perceber se o “gratuito” não ia sair muito caro, porque os “especialistas” polícias que nas horas vagas são eng informáticos, fica difícil perceber se aquilo era sequer algo para se pensar ou se era para rir.
    É que eu já tive o “privilégio” de ver software do serviço nacional de saúde feito por uns jeitosos, no caso foi um segurança, que nas horas vagas faziam umas brincadeiras no Access, e aquilo era de chorar, e no entanto foi pago ao “artista” pela obra.

    • Tuaregue says:

      Lá por ser gratuito não significa que seja open-source.

      • Devsys says:

        Pois não. Mas sendo gratuito e não sendo Open source é logo de estranhar da qualidade. Segurança por obscuridade não é segurança.
        Dado ser gratuito, beneficiavam imenso em ter o código open source, visto poderem ter ajuda da comunidade que propõe melhorias a todos os níveis.
        Assim, ficamos só com as declarações de um dos “interessados” a dizer que não querem a sua obra.

        • José Maria Oliveira Simões says:

          Estranhar da qualidade, porquê ? Não ser open source, não quer dizer “menor qualidade”. De qualquer forma , não estou de acordo com a sua afirmação «sendo gratuito e não sendo Open source é logo de estranhar da qualidade». É claro que se fosse open source, seria melhor.

      • Tuaregue says:

        Pode não ser open-source para a comunidade, mas ser open source para o estado. Já pensaste que o código pode estar a esconder segredos de infra-estrutura, ou algo semelhante? Já paraste para pensar que programas como este são bem vindos nem que seja para termos provas de conceito para se poder implementar num software institucional.

        Já reparei que estás muito critico a esta aplicação quase que parece que trabalhas numa consultora que fornece serviços ao MJ e sentes-te ameaçado por esta aplicação.

        • Devsys says:

          Já pensaste que o código pode estar a esconder segredos de infra-estrutura, ou algo semelhante? <– "segredos" hard coded lolol Tu és um artista haha
          Perdi toda a argumentação com esta… É chover no molhado.

          • Tuaregue says:

            então n foste tu que viste para aqui dizer que o código deve estar uma merda, então se está assim uma merda pq é que n levantas essas hipotese? se soubesses os softwares q andam por ai e q custaram mt mil euros com hard coded.

  13. Bruno Jesus says:

    Gratuito de freeware ou gratuito de “software livre”?
    Caso esse mesmo código não seja livre quem é que iria manter esse software?
    Será que não foi aceite também porque a qualidade do software e do código está abaixo do aceitável?

    Na minha opinião mais vale pagar por algo que seja mantido do que usar algo barato que no fim acaba por sair muito caro.

  14. Pedro says:

    Os comentários em Portugal sobre artigos tecnológicos continuam a ser de altíssima qualidade…
    Aplaudo a iniciativa do Juiz e dos Agentes da Polícia, que criaram uma ferramenta para agilizar o processo em tribunal, poupando dinheiro aos contribuintes. Se está acima ou abaixo do aceitável em termos de qualidade, não interessa em termos de existência do software, já que, existe uma equipa, ou várias, que são responsáveis pelo software do Governo e poderiam ficar com o software, elevando-o aos padrões de qualidade, segurança e facilidade de formação.
    Também li aqui que seria um problema polícias fazerem código? Mas pensam que os polícias estão limitados a passar multas na estrada e ir bater á porta das pessoas que estão a fazer barulho às tantas da madruga? Se calhar são inspectores da PJ que sabem programar e que juntam o saber deles à capacidade de programar e orientados por um juíz. Ou até mesmo contrataram programadores para fazer o programa.

    A questão principal é saber exactamente porque razão o Ministério rejeita um software deste género. Se rejeitou, possivelmente já está em desenvolvimento ou em testes um software similar? Por outro lado, se calhar foi rejeitado na sua forma actual. Eu não colocaria dados críticos de um processo num meio que pode ser alterado ou extraviado ou até mesmo corrompido ( leia-se disco externo ). Até o MJ se pronunciar sobre isto devemos ter calma.

    Em resposta ao comentário do @DevSys, ao que sei, o Estado Português não usa o GitHub, pelo menos a única coisa open source que vejo online é este ( https://svn.gov.pt/ )

    O que gostaria de ver era de facto software que agilizasse a burocracia e desse mais transparência, mas enquanto isso não for uma exigência mais forte nos ouvidos da AR, vamos continuar a ser os carneiros que somos.

    Bem haja

    • Devsys says:

      Pedro, leu o link que deixei?
      Se sim, o seguinte deve ser suficiente para aferir de que 3 cursos online não fazem um eng informático -> “… A aplicação também tem a vantagem de não estar dependente de atualizações, como a maioria dos “softwares” informáticos, uma vez que vai sendo aperfeiçoada, de julgamento para julgamento, conforme se constatam as necessidades de o fazer.” O que dizer disto? Qualquer profissional da área, neste momento fica de boca aberta.
      Sem contar com isto “…se for detetado um erro pode ser resolvido até no próprio dia, se António Costa, o programador, tiver disponibilidade” <– ora aqui está o tal amadorismo.
      Portanto, temos um juiz que fez 3 cursos online (onde posso ser juiz tbm tirando 3 cursos online?) e 2 polícias (um era informático… o que é um informático?! É aquele que é técnico de informática??! É aquele que trabalhou numa loja a arranjar computadores?!) e o outro era um habilidoso da informática (esta para um profissional da área é de chorar a rir, habilidoso da informática… Bem, um dia destes vou ser um habilidoso da polícia e tbm vou passar umas multas lolol)
      Eu tenho para mim que é mais um software de excelência, e que talvez, mas só mesmo talvez, tenha sido recusado porque é um tanto amador.
      A ideia de melhorar o ruim que existe é muito boa e de louvar, agora, há que melhorar mas de forma profissional, não é assim.

    • Redin says:

      Não me admirava nada se com esta atitude, alguns bons especialistas viessem oferecer um bom lugar aos criadores numa empresa com os mesmos objetivos e um dia o Governo venha a comprar um software que foi na mesma criado por estes criadores originais.
      Era uma boa “bofetada de luva branca”.

  15. Sergio J says:

    Quais os níveis de segurança de informação tão sensível? Como era relativamente à backups? Manutenção do sistema? Podia ser consultado por múltiplas pessoas, em múltiplos lugares? Podemos colocar tantas questões,. Nada sabemos, além de ter sido rejeitado. Precisamos mesmo de saber? Se foi rejeitado, porque temos de levantar logo suspeição?

  16. ASC says:

    Quanto sei e me foi transmitido o sistema foi todo desenvolvido nas horas de folga, e aos fins-de-semana. Quem o fez é polícia da PSP, licenciado na área e com mais de quinze anos de experiência em programação. A qualidade é algo que só deve ser comentada depois de ser vista. É um sistema em linguagem de alto nível com a segurança adequada ao sistema e ao seu uso. Pelo menos fizeram algo pela justiça, comprovado nos mais mediáticos processos e outros em investigação. Devemos ler e ouvir a notícia toda e não só para criticar.

  17. poiou says:

    É de louvar a ideia.
    Mas srs policias acerca da história do anti clonagem, perguntem aos vossos colegas da informática forense o que é um write blocker.
    No entanto, se corre num disco, não deve ser muito complicado fazer uma coisa que dÊ para instalar num servidor devidamente configurado e seguro.

    • José Maria Oliveira Simões says:

      Pode não ser assim tão simples … O Software deve estar a verificar o número de série do disco. Se for efectuada a copia para outro disco, o programa verifica que o número de série do disco não é o mesmo, e por isso aborta. Conheço um caso em Portugal, em que quiseram passar a perna ao programador e não conseguiram. Tiveram um batalhão de técnicos informáticos em Lisboa , Coimbra e Porto e não conseguiram quebrar a protecção anti-cópia.

    • ASC says:

      Claro que não, nas existem outros valores que levaram a ser num disco externo.

    • Redin says:

      Deve ser um processo de proteção idêntico aplicado aos discos rígidos que vinham com as box das operadoras. O acesso só podia ser feito se for conhecido o código do firmware gravado no chip. Algo assim não?

  18. EuTech says:

    justiça em Portugal ? é de rir, uma autentica piada!! enfim

  19. int3 says:

    Não consigo precisar a razão no qual foi recusado.

  20. FCOSTA says:

    Ora então como um “utilizador” sem perfil nenhum deixo aqui uma questão: A GNR tem em utilização um programaço, XPTO, muito à frente de tudo, em que os militares que preenchem os autos de contra ordenação ou participação de acidentes de viação têm mais de 50 campos de preenchimento obrigatório para preencher. Ora este sistema em uso desde pelo menos 2013 permitiria a qualquer pessoa, em qualquer parte do país, levantar uma contra ordenação ou participação de um acidente de viação onde quer que o mesmo ocorresse em Território Nacional. Desafio qualquer um a tentar obter cópia de um acidente fora do local onde residam. Por exemplo, vão até Matosinhos, têm um acidente e são de Alcobaça. Para obter a participação, ou vão a Matosinhos ou…..vão a Matosinhos! Não é suposto ser de acesso directo aos contribuintes e intervenientes?! Venham daí os comentários!

    • Tuaregue says:

      Quando tinhas um acidente no tempo do papel, tinhas de ir ao posto da GNR pedir a cópia. Vai-se ver o programa apenas transferiu isso para o digital.

  21. says:

    Normal… Não haverá ninguém que garanta a manutenção, a integridade e a continuidade do software.

  22. eu says:

    Portugal é mesmo assim.
    Partindo do pressuposto que o software tem qualidade e faz o que afirmam fazer, se fosse algo cheio de bugs e incompleto mas comprado, já era aceite.
    Por outro lado, acelerar o processo, significa que se justificava menos termos tantos juízes.
    Há muito lixo por baixo do tapete.

    Sei do que falo, porque já fiz um programa mobile para auxiliar pessoas necessitadas mas fui barrado porque interesses superiores se colocaram à frente.

  23. João M. says:

    As Accentures e Delloites da vida resolvem já o problema com uma implementação “similar” a custar uns 2-3 milhões e pelo menos ano de implementação.
    O programa grátis certamente não será o ideal mas acho que um problema que temos cá por terras lusitanas é que dá-se poucas oportunidades a estes implementadores e prefere-se gastar uns milhões em grandes consultoras onde os CEO vão tomar café com governantes e chefes de gabinete de empresas publicas…

  24. António Gomes says:

    Bom dia
    Sendo um dos criadores do SIIP gostaria de deixar duas ou três notas:
    – o trabalho de programação esteve a cargo de um engenheiro informático – que também é polícia – com largos anos de experiência.
    – o «sucesso» desta ferramenta está relacionado com o facto de termos conseguido reunir numa mesma equipa um engenheiro informático e pessoas que conhecem o sistema de justiça e as suas necessidades.
    – não pretendemos substituir ninguém mas apenas colmatar uma lacuna que existe. Com excepção do SIIP não possuímos qualquer ferramenta que auxilie polícias, procuradores, juízes e advogados na tarefa de organização, análise e a presentação da prova em processo penal. Mas já percebemos que depois do baptizado feito não faltam padrinhos.
    – comparando com as «ferramentas» utilizadas o SIIP é mais seguro.
    – não levem muito a sério qualquer comentário técnico que eu faça nas entrevistas. O meu objectivo é sobretudo explicar o funcionamento do SIIP e as suas vantagens para os tribunais.
    – quanto ao Ministério, e conforme referi na entrevista, não houve qualquer recusa formal para utilização do SIIP. Tal como não houve manifestação de vontade para a sua utilização. Mas o MJ não tem que acomodar todas as ideias e projectos que surgem. E certamente que o MJ tem planos para a justiça que abarcarão também esta temática. Por isso, e quanto a este tema, não há drama nenhum.
    – por fim, para avaliar o que quer que seja é preciso conhecer. Havendo interesse estamos disponíveis para apresentar o SIIP. Fica o convite à PPLWARE…

    • Tuaregue says:

      Continuem com o bom trabalho (dizem que), quanto ao resto é não ligar e continuar a desenvolver.

    • Devsys says:

      Boas,
      O 2 item é muito bom, facilita o desenvolvimento.
      No 3 e 6 item, quem são então os “stackholders”? E como é que se faz um software em que pelos vistos, o maior stackholder não quer?
      No 4 e último item, pois mas se é uma ferramenta gratuita, era uma boa estratégia da vossa parte tornar público o código, protegido por uma licença que bloqueia o uso comercial de terceiros sem pagar fees.
      Desta forma, tinham a oportunidade de mostrar quão bom foi o vosso trabalho, de terem revisão de código pela comunidade, de ser mais fácil de registar um bug track, uma to-do list. Isso tornaria o programa de certeza mais seguro, mais eficiente, e mais falado por todos.
      E uma última ideia, nunca dar entrevistas como aquela, porque dá uma ideia muito amadora. Se têm um tipo engenheiro informático com muito experiência, não é um informático, se têm tudo bem estruturado na questão dos requisitos, não é desenvolvido à medida de cada julgamento, tipo desenrasca. Há que se saber “vender”, quer quem faz quer a própria proposta/software. A comunicação vale muito neste “jogo”.

  25. Palavra do Senhor says:

    Amigos, a língua portuguesa é traiçoeira. No artigo lê-se que os polícias e o juiz desenvolveram o software. Mas isso não significa que tenham estado a escrever código: significa sim que desenvolveram o conceito e os requisitos a serem implementados. São eles os “arquitectos” da solução.
    Não consigo conceber como a maioria de vocês acredita piamente que foram aqueles senhores a desenvolver um software cujos níveis de segurança (quer física, quer aplicacional) tenham de obedecer a padrões elevados.

    Isto leva-me a crer que a maioria dos users deste forum pensem no desenvolvimento de software como pegar e começar a programar. Há muita coisa a acontecer antes disso.

    Na construção de uma ponte existe todo um processo anterior de prototipagem, levantamento de requisitos, desenho de solução. Na indústria automóvel idem. No desenvolvimento de software é exactamente a mesma coisa.

    Temos também de perceber que sendo um software gratuito, como é garantida e feita a manutenção do mesmo? Onde anda neste momento o código fonte desse software? Que garantias há que ao ser adoptado, não iriam ocorrer inúmeras quebras de segurança provenientes da análise do código que ficou algures exposto na net?
    É fácil falar, mas se estiverem em julgamento contra alguém e magicamente desaparecerem provas que vos possam ilibar…secalhar passam a pensar de outra maneira.

    As coisas não são pretas ou brancas. Se fosse assim fácil todos desenvolviamos software para a Nasa.
    Parem para pensar antes de escrever. A sério. Só vos fica bem.

    Esta é a palavra do senhor!

    • carlitos says:

      Alguém fez melhor?! Não! O tuga tem uma natureza invejosa. Não faz e também não quer que se faça!
      Gosta de dizer mal e mandar bitates para se fazer grande.

      “Esta é a palavra do senhor!” do Deus das moscas.

      • Palavra do senhor says:

        “O tuga tem uma natureza invejosa”… O que é que uma coisa tem a ver com a outra? Eu não disse que têm de ter software caríssimo de um primo da ministra, ou disse? O que digo é que tem de haver controlo, segurança e manutenção da aplicacao.
        Parem para pensar : um software usado nos tribunais vai sofrer code review por parte de qualquer pessoa? Depois andam a processar o estado quando os dados privados aparecem espalhados por aí.

        Tanto moralismo hoje em dia com protecção de dados e privacidade e um software para a área da justiça com codigo aberto disponível para todos verem e exploitarem…É só engenheiros por aqui!

        • Devsys says:

          Tu é que és especialista. Quanto software queres que é Open source e que é usado pelos governos de todo mundo, por bancos d todo mundo, por exércitos de todo mundo??
          Na tua visão fechada, segurança por ofuscação é que é…

          • Palavra do Senhor says:

            Devsys, podes dar exemplos concretos? Os bancos podem usar software open-source, mas garanto-te que não é para processos de negócios vitais. Ou vais-me dizer que te sentias seguro a colocar dinheiro num banco sabendo que a source do portal de home banking estava disponível no github?
            Exércitos? Pode ser muito software, mas garantidamente não é o software utilizado pelas áreas de inteligência.

            Mas desafio-te a dar exemplos fundamentados…porque dizer quer bancos e exércitos usam open-source sem nada que o fundamente é…tu sabes o que é!

          • Palavra do Senhor says:

            Devsys, podes dar exemplos concretos? Os bancos podem usar software open-source, mas garanto-te que não é para processos de negócios vitais. Ou vais-me dizer que te sentias seguro a colocar dinheiro num banco sabendo que a source do portal de home banking estava disponível no github?
            Exércitos? Pode ser muito software, mas garantidamente não é o software utilizado pelas áreas de inteligência.

            Mas desafio-te a dar exemplos fundamentados…porque dizer quer bancos e exércitos usam open-source sem nada que o fundamente é…tu sabes o que é!

  26. António Gomes says:

    Bom dia
    Procurando prestar mais alguns esclarecimentos direi que:
    – o código foi escrito pelo engenheiro informático que faz parte da equipa;
    – quando se afirma que a «aplicação também tem a vantagem de não estar dependente de atualizações, como a maioria dos “softwares” informáticos, uma vez que vai sendo aperfeiçoada, de julgamento para julgamento, conforme se constatam as necessidades de o fazer« o que se pretende explicar é que, funcionando em ambiente local e com uma instalação por processo, qualquer actualização beneficiará apenas os processos futuros. A intervenção nas instalações pendentes destinar-se-á apenas a corrigir qualquer problema que seja detectado (o que, felizmente, é cada vez mais raro) ou a instalar uma qualquer funcionalidade que no caso concreto seja necessária (desde que, naturalmente, exista tempo para a sua implementação). Será isto assim tão mau?
    – «Portanto, temos um juiz que fez 3 cursos online (onde posso ser juiz tbm tirando 3 cursos online?) e 2 polícias (um era informático… o que é um informático?! É aquele que é técnico de informática??! É aquele que trabalhou numa loja a arranjar computadores?!) e o outro era um habilidoso da informática (esta para um profissional da área é de chorar a rir, habilidoso da informática… Bem, um dia destes vou ser um habilidoso da polícia e tbm vou passar umas multas lolol)» Já referi que um dos membros da equipa é, além de polícia, engenheiro informático. O outro é polícia com muitos anos de experiência na investigação. E o juiz é apenas juiz, sem cursos online…apenas uma licenciatura em direito, três anos de formação para ser juiz e mais de 20 de experiência. Requisitos mais que suficientes para, juntos, percebermos o que os «operadores judiciários» precisam e não lhes é facultado e para construirmos uma solução que, podendo não ser perfeita, é revolucionária no panorama nacional.
    – «A ideia de melhorar o ruim que existe é muito boa e de louvar, agora, há que melhorar mas de forma profissional, não é assim.» Volto à ideia de que depois do baptizado feito não faltam padrinhos. Alguém, antes, pensou numa solução para o problema da organização, análise e apresentação da prova em processo penal? Não!
    Conseguimos com o SIIP reduzir os tempos de julgamento em 50%. Temos um exemplo concreto em que essa redução foi superior a dois meses, num processo que envolvia três juizes, um procurador, um funcionário e mais de vinte agentes de autoridade em permanência, além de aproximadamente vinte advogados. De poupança directa para o Estado, só em vencimentos brutos, estamos a falar de valor bastante superior a 100.000 €. E com uma qualidade da produção de prova muito superior, com ganhos evidentes para a celeridade e qualidade da decisão.
    Por isso, temos todas as razões do mundo para estarmos orgulhosos do nosso trabalho.
    – «No 3 e 6 item, quem são então os “stackholders”? E como é que se faz um software em que pelos vistos, o maior stackholder não quer?» Sem prejuízo de outros desenvolvimentos(tenham calma, ficarão a cargo de engenheiros informáticos e não de habilidosos com cursos online), o trabalho feito até ao momento foi colocado à disposição de polícias, procuradores e juízes para utilização gratuita. Para esse fim foram celebrados dois protocolos com o Conselho Superior da Magistratura e com a Procuradoria Geral da República. E com isso alcançamos o nosso objectivo inicial. Quanto ao futuro….
    – «Que garantias há que ao ser adoptado, não iriam ocorrer inúmeras quebras de segurança provenientes da análise do código que ficou algures exposto na net? É fácil falar, mas se estiverem em julgamento contra alguém e magicamente desaparecerem provas que vos possam ilibar…secalhar passam a pensar de outra maneira.» Como disse noutro comentário, é preciso conhecer para comentar. A utilização do SIIP nunca conduzirá ao desaparecimento das provas porque o SIIP é «apenas» uma organização digital do processo. As provas continuarão nos suportes habituais. E tratando-se de uma instalação local, processo a processo, o risco de quebras de segurança será menor pois implicará sempre um acesso directo ao disco.
    – finalmente, e quanto às entrevistas, as mesmas são uma forma de divulgar o nosso trabalho junto dos profissionais da justiça e também dos cidadãos em geral. Consideramos importante que as pessoas saibam que nos preocupamos em melhorar o serviço prestado e que fazemos alguma coisa nesse sentido. Concedo que poderão ter um “ar amador”. Mas o essencial para nós é que as pessoas percebam o que fazemos e quais os ganhos para o sistema.

    • José Maria Oliveira Simões says:

      Ainda bem que há pessoas que avançam e resolvem problemas, mesmo que os projectos não sejam de fácil concretização. Infelizmente, há sempre quem levante barreiras e dificuldades. Parece ser uma “tradição” portuguesa, «Não fazer e garantir que não se deixa fazer, quando não se pode ficar com os louros». Se me permite , faço uma sugestão : Construam e ponham em pratica uma rotina que leia o número de série do disco, de modo a garantir que se o disco não for o mesmo (caso de clonagem do disco), faça com que o programa não aceite o disco não original e pare, mostrando uma mensagem “disco não original, detectado uma tentativa de violação de suporte”. Isto permite que o disco seja clonado a titulo de backup, mas não permite que haja roubo de dados, ou execução do programa a titulo, não autorizado. Esta e outras rotinas, encontram-se na net. Quanto ao ser amador ou parecer amador, não ligue. O que importa é que funciona. E funciona correctamente e resolve os problemas.

      • António Gomes says:

        Bom dia
        A rotina que refere já está implementada.
        Quando me referi ao “ar amador” estava a referir-me a mim e às entrevistas apenas.
        Cumprimentos

    • carlitos says:

      É melhor não levar muito a sério certos comentários aqui. Não é maldade, faz parte da nossa cultura. 🙂

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