Em 2025, as bolsas europeias ficaram à frente das norte-americanas
A forte queda do dólar face ao euro (-11,8%) e as políticas da administração de Donald Trump são algumas das explicações para o facto de as bolsas europeias terem superado as americanas, em 2025.
O mercado financeiro dos Estados Unidos continua a ser visto como mais apelativo para os investidores, sobretudo pela sua dimensão, liquidez e capacidade de gerar crescimento sustentado.
De facto, a dimensão do mercado norte-americano permite uma maior diversidade de oportunidades, desde grandes empresas tecnológicas até instrumentos financeiros sofisticados, o que facilita a entrada e saída de capital com menor risco.
Além disso, a previsibilidade do enquadramento regulatório e a forte cultura de mercado reforçam a perceção de segurança.
Por outro lado, o mercado europeu tende a inspirar menos confiança, em parte devido à fragmentação entre países, a ritmos de crescimento mais modestos e a uma maior incerteza política e económica.
A ausência de um verdadeiro mercado de capitais totalmente integrado limita a competitividade da Europa face aos Estados Unidos, enquanto regras mais rígidas e menor dinamismo empresarial reduzem o apelo para o investimento estrangeiro.
Bolsas europeias superaram as americanas, em 2025
Contrariando o que foi usual nos últimos anos, em 2025, as bolsas europeias superaram as americanas, segundo Rui Ribeiro da DECO PROteste.
Esta valorização deveu-se, não apenas à forte queda do dólar face ao euro (-11,8%), mas, também, às políticas da administração norte-americana.
De facto, as tarifas anunciadas por Donald Trump afetaram as perspetivas para a inflação dos Estados Unidos e levaram a Fed (Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos) a ser mais prudente nos cortes de taxas de juro, que se fixaram nos 3,75% contra 2% do Banco Central Europeu.
Com a guerra na Ucrânia em curso, a Europa conduziu planos agressivos para o setor da defesa (+80,5% na Europa) e o Governo alemão anunciou elevados investimentos para estimular a economia.
Assim, medidos em euros, o S&P 500 e o Nasdaq subiram apenas 2,6 e 6,1%, respetivamente, ao passo que o Stoxx Europe 600 valorizou 16,6%. Frankfurt e Madrid ganharam 23 e 49,3%, conforme citado pelo analista.
Apesar do foco nas empresas ligadas à Inteligência Artificial, estas perderam algum gás, no final do ano, devido ao receio de estarem demasiado valorizadas.
O setor tecnológico subiu 12,4% com os semicondutores a ganharem 28,5%. A Intel, por exemplo, recuperou 62,3% e a Nvidia (+22,4%) foi a primeira cotada a ultrapassar a barreira dos cinco biliões de dólares de capitalização, em outubro.
Entretanto, a banca europeia esteve em grande destaque (+58,7%), com três dos cinco títulos que mais subiram em 2025 a serem deste setor:
- Société Générale;
- Santander;
- BBVA.
Lisboa registou o seu melhor desempenho anual desde 2009
Ainda segundo o analista financeiro, a bolsa de Lisboa foi uma das que mais subiu, em 2025, ao ganhar 29,6%, o seu melhor desempenho anual desde 2009.
Na base deste desempenho notável estão, sobretudo, o BCP (+92,9%), que foi "estimulado pela conjuntura favorável do setor e pela contínua subida dos lucros", e a Sonae (+76,4%), que "beneficiou dos bons resultados da Modelo Continente e dos benefícios trazidos pelas compras efetuadas".
Em destaque positivamente estiveram, também, os seguintes nomes:
- Semapa (+47,4%);
- REN (+41%);
- CTT (+37,6%).
O analista deixa a nota para a recuperação do grupo EDP: EDP (+26,7%) e EDP Renováveis (+19,9%).
Negativamente, destaca a Corticeira Amorim (-17,9%), Altri (-15,6%) e Navigator (-12,5%), "que foram afetadas pelo momento menos positivo dos respetivos setores".
























No caso americano, há outro “problema”: Os investidores, estão a prever, que o Trump, irá avançar, ainda mais, com o controlo de origem de capitais.
Em 2018, essa legislação, cortou 800 Triliões (800 milhões de milhões), de dólares, do mercado, assim como liquidou, a operação offshore, do estado de Delaware. Só aí gerou perdas gigantescas, além de limitar, o endividamento, com base em operações, do mercado de capitais.
É de esperar, que Trump, volte à carga, obrigando, a FED, a analisar balanços, da banca, de investimento, criando rácios, obrigatórios, para operarem, no mercado. As grandes empresas (que gerem milhares, de triliões, diariamente), serão, as mais afectadas, pois não poderão realizar operações, a descoberto.
E, é daí, que há mercados, a subir, em flecha: Ouro, Prata, Paladium, Tungsténio e Cobre. A razão, são empresas, americanas, a adquirir opções, completas, para compra, dos metais preciosos, até 2036.
Porque, é que, escreves, assim, com, tantas, vírgulas?
O Rocha já nasceu cansado e cansadinho… então está constantemente a fazer pausas para recuperar o fôlego que lhe foge e isso transparece na escrita. Nos entretantos aproveita também para ir oleando a tecla da vírgula para que nunca emperre e nunca lhe falte o tão essencial fôlego.
É que o Rocha antes de nascer era um atleta na modalidade do kickboxing… tanto murro e pontapé deu que se cansou cedo!
A 8 de janeiro não encontrei exatamente os mesmos valores para a variação nos últimos 12 meses (com uma valorização do euro de perto de 13%), mas dá bem para perceber a diferença em USD e em euros:
– S&P 500: em USD +17,5%; em euros +4,5%
– NASDAQ: em USD +20,2%; em euros +7,2%.
uma coisa que é importante esclarecer sempre para os menos entendidos é que existe sempre uma relação entre o valor do dolar e dinheiro investido, se o dolar desvalorizou o dinheiro investido foi superior, é só preciso perceber onde.. analisando 2025 é facil perceber que a maioria não caiu no mercado europeu mas sim em commodities
Valorização bolsista, em ações, na UE nos últimos 12 meses:
– EURO STOXX 50: em euros +18,4%; em USD +33,9%
– EURO STOXX Europe 600: em euros +17,1%; em USD +32,4%
– Euronext 100: em euros +18,1%; em USD +33,5%
Que a valorização bolsista na UE foi superior à dos EUA é incontestável. Que as bolsas dos EUA continuam a atrair a maior parte do investimento mundial em ações também é incontestável – especialmente nas tecnológicas do NASDAQ. A questão é que muitos prevêem que a bolha das tecnológicas rebente, com reflexos principalmente nas bolsas dos EUA, mas também a nível mundial.
não acho que as tech estejam numa bolha, só as que estão a apostar forte em AI, aí vai rebentar e bem
a europa subiu forte à conta da empresa que fabrica as presilhas para as tampas das garrafas plasticas.