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A guerra global do Ozempic: o que significa a perda da patente?

                                    
                                

Autor: Vítor M.


  1. Max says:

    Tanto quanto sei o Ozempic continua desaparecido das farmácias.
    O Ozempic só é recomendado e é comparticipado pelo Estado para diabéticos, com excesso de peso. Mas, tanto quanto se sabe, muitos médicos (penso que não havia restrições de especialidade) passavam receitas do Ozempic para perda de peso a não diabéticos.
    A Portaria n.º 170/2025/1, de 10 de abril, veio alterar um pouco as coisas, ao obrigar a que a prescrição “apenas pode ser feita por médicos especialistas em endocrinologia e nutrição, medicina interna, pediatria e medicina geral e familiar”, para o Ozempic e outros medicamentos semelhantes e dispositivos médicos para diabéticos. A referência à Portaria tem que vir na receita para ser comparticipado.
    Já agora, não comparticipado::
    “O laboratório que fabrica o Ozempic, a Novo Nordisk, fabrica outro medicamento, o Wegovy, que contém o mesmo princípio ativo (semaglutida) e é indicado para pessoas não diabéticas com excesso de peso ou obesidade. A principal diferença está na dosagem e na finalidade: o Ozempic é para o tratamento da diabetes tipo 2, enquanto o Wegovy é formulado especificamente para a gestão do peso, utilizando doses maiores da mesma substância. “

  2. Quebrar a patente says:

    O Trulicity é outro exemplo. Esgotadérrimo nas farmácias ando há 1 ano a tentar aviar uma receita que até agora só veio metade das caixas. Se o laboratório não consegue fabricar em quantidade suficiente é quebrar a patente e por outros laboratórios a produzir. Se o problema é exportação ilegal, prendam os responsáveis.

    • Zé Fonseca A. says:

      Parvoíce ainda haver pessoas a tomarem medicamentos para diabetes e perda de peso de receptor único, o Lilly envergonhou todos no mercado com o Mounjaro e Zepbound, GLP-1 + GIP, isso sim o real motivo do declínio da nova Nordisk que tem estado a despedir aos magotes devido à falta de vendas, e muito antes de qualquer perda de patente

  3. Paula Vadinho says:

    Só se fala no ozempic e ninguém olha para o mounjaro

    • Zé Fonseca A. says:

      Exactamente, duplo receptor, GLP-1 + GIP, faz parecer que o Ozempic foi lançado há 20 anos, r&d da Lilly a dar frutos

    • TiGaSPT says:

      o problema com o mounjaro é que não é comparticipado pelo estado e é carissimo, só a 1ª dose é quase 200 euros, mesmo que sejas diabetico e consigas algum desconto o preço baixa pouca coisa, fora as doses mais altas que chegam aos 500 paus, e isso para uma pessoa que ganha o que ganha hoje é metade ou mais de metade do salario só para esse medicamento, mas que é muito melhor isso é.

  4. 100ai says:

    A ideia da patente é mesmo beneficiar temporariamente um empresa que investiu em investigação.
    Tudo a correr normalmente, mas o caso do Canadá ficou por explicar.

  5. says:

    Quanto mais depressa esses sacanas perderem a patente, melhor. É um medicamento cronicamente em falta, subproduzido, que é utilizado pelos fdp que só o querem para perder peso mesmo sem precisarem e que faz falta a diabéticos.

  6. Yamahia says:

    Daqui a pouco vamos pedir o BigMac e perguntar se tem Ozempic para sobremesa.

  7. Mário says:

    Está dado o primeiro passo para existir bastantes marcas a fazer o mesmo e a vender muito mais barato.

  8. Sérgio says:

    Acho um pouco estranho haver apenas uma só insulina com resultados muito positivos para diabeticos tipo 2.

    No tipo 1 em 31 anos, já tive 7 insulinas diferentes, em grande parte do tempo com um cruzamento de insulina lenta e rápida. E nos ultimos anos até nos eram faladas como se de um cardápio com muita escolha se trata-se.

    Então causa-me alguma confusão que para o tipo 2, só se fale nesta de tal modo que parece que não ha mais anda. Mas pode ser ignorancia minha, o meu conehcimento é apenas no tipo 1

    • Max says:

      Ozempic é para diabéticos do tipo 2 – e apenas para os com excesso de peso. É uma injeção subcutânea semanal. Não é um substituto da insulina diária mas reduz o número de unidades diárias de insulina (tem que se ir acertando).
      Não sei exatamente qual é o efeito no emagrecimento mas todos falam em que reduz o “apetite voraz” – comendo menos, necessariamente, emagrece-se. Só que, pelo que m disseram, deixando de tomar, o “apetite voraz” regressa … Como o abastecimento é irregular, e o pessoal só injeta quando tem, palpita-me que o efeito no emagrecimento não há de ser grande.

    • Max says:

      A Portaria n.º 170/2025/1, de 10 de abril, fala em medicamentos pertencentes à classe terapêutica dos análogos GLP 1. Pesquisando são 5, mas não sei quais se todos têm comparticipação: Ozempic, Trulicity, Victoza, Mounjaro e Saxenda. O de que mais se fala é do Ozempic.

      • Manuel da Rocha says:

        Há uma razão: O Ozempic era comparticipado a 95%. Os outros eram a 80%.
        Uma caixa, 100ml, ficava por 9,94, com receita. As outras, rondavam os 35 a 94 euros, já comparticipadas a 140 euros, cada.
        Em Janeiro, de 2023, foi igualada, a comparticipação mas, o governo caiu, antes de ser publicada. Só há 6 meses atrás, o governo foi buscar, esse diploma, actualizando, quem pode passar receitas, desses medicamentos.
        Só há uma coisa estranha: no primeiro projecto, nutricionistas, não podiam prescrever nenhum desses. Depois de uma jovem, nutricionista (e terapeuta holística), ter reclamado, como membro, do Chega, que devia poder, continuar, a prescrever, é que o governo, adicionou “nutricionistas, a cooperar com o SNS”, aos autorizados.

  9. barta says:

    Pois, tal como o meu cunhado, que não é diabético mas come e bebe como um animal, toma Ozempic para continuar na mesma, devia era fechar a boca e fazer exercício, existem muitos outros, enquanto para diabéticos tem havido falhas. Mas a culpa é de quem passa essa medicação a quem não é necessário.

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