10 recomendações da AIE para proteger a carteira da subida do petróleo
De forma volátil, o preço do petróleo tem disparado e os custos com o combustível ameaçam pesar ainda mais no bolso das famílias. Neste cenário, a Agência Internacional de Energia (AIE) lançou um conjunto de recomendações para reduzir gastos e proteger a sua carteira do conflito.
Desde o ataque combinado entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, no final de fevereiro, o mundo tem conhecido uma pressão sobre os preços do petróleo, que se reflete diretamente no custo dos combustíveis e, por conseguinte, no orçamento das famílias.
Em Portugal, onde a gasolina e o gasóleo já representam uma despesa significativa para quem depende do carro para deslocações diárias, qualquer subida abrupta no preço do barril tem impacto imediato na carteira, afetando, também, os custos de transporte, bens alimentares e serviços que dependem do transporte rodoviário.
Este cenário reforça a importância de medidas de contenção de consumo, como as que a autoridade mundial da energia divulgou agora.
10 dicas para atenuar o impacto na carteira dos cidadãos
Perante a conjuntura geopolítica atual, a AIE aconselhou os governos a reduzirem as velocidades nas autoestradas e incentivou os trabalhadores a partilharem o carro ou, idealmente, a trabalharem a partir de casa, por forma a combater a subida acentuada dos preços do petróleo e a iminente escassez de combustíveis causada pelo conflito no Médio Oriente.
Recomendou ainda que os países considerem limitar o acesso de automóveis a zonas específicas nas grandes cidades, permitindo a circulação de veículos com matrículas ímpares em dias diferentes dos veículos com matrículas pares.

A autoridade mundial da energia, que ordenou a maior libertação de reservas governamentais de petróleo da sua história para ajudar a atenuar o choque nos preços, na semana passada, aconselhou os países membros, incluindo a Austrália, o Reino Unido e os Estados Unidos, a adotarem estas medidas de emergência para reduzir a procura de petróleo.
A maioria das 10 medidas incide sobre os combustíveis utilizados no transporte rodoviário, dado o elevado consumo por automóveis e camiões, embora sejam abordadas as viagens aéreas e até os métodos de confeção de alimentos.
Eis as das recomendações:
- Trabalhar a partir de casa sempre que possível para poupar combustível.
- Reduzir os limites de velocidade nas autoestradas em pelo menos 10 km/h para diminuir o consumo.
- Incentivar o uso de transportes públicos para reduzir a procura de petróleo.
- Limitar o acesso de automóveis nas grandes cidades através de um sistema de rotação de matrículas.
- Aumentar a partilha de veículos.
- Promover uma condução eficiente nos veículos comerciais através da otimização de cargas e da manutenção.
- Desviar o uso de gás liquefeito de petróleo (GPL) do transporte para preservar este recurso para necessidades essenciais, como cozinhar.
- Evitar viagens aéreas sempre que possível.
- Incentivar o uso de cozinha elétrica e outras alternativas para reduzir a dependência do GPL.
- Ajudar as instalações industriais a alternar entre diferentes matérias-primas petroquímicas para libertar GPL.
Na ausência de uma resolução rápida do conflito com o Irão, "os impactos nos mercados energéticos e nas economias tenderão a tornar-se cada vez mais graves", nas palavras de Fatih Birol, diretor-executivo da AIE.
Assim, as medidas recomendadas constituem, segundo ele, um "conjunto de ações imediatas e concretas que podem ser adotadas do lado da procura por governos, empresas e famílias para proteger os consumidores dos impactos desta crise".




















“…Incentivar o uso de transportes públicos para reduzir a procura de petróleo….”
Recomendo à AIE a leitura desta notícia:
https ://sicnoticias.pt/programas/reportagemsic/2026-03-19-video-transportes-publicos-horas-de-ponta-b059216e
+1 Deviam era incentivar a redução de veículos eléctricos e aumentar os a combustão. Reduzir o consumo de petróleo não faz sentido
E quanto a baixar a curva da desgraça, a AIE não dá conselhos? Benditos os técnicos (dantes dizia-se os pobres de espírito) porque deles será o reino dos céus.
https://tradingeconomics.com/commodity/brent-crude-oil
Ontem, dia 19/03, o governo anunciou que aprovou três diplomas (ainda não publicados) para
“reforçar a soberania e a segurança energética e proteção dos consumidores mais vulneráveis em caso de declaração de crise energética resultante do aumento de preços do petróleo e do gás”.
Ass condições para ser declarada a “crise energética”, segundo foi noticiado: “O novo mecanismo de proteção do consumidor entra em funcionamento se, no retalho, ocorrer um aumento superior a 70% no preço da energia, ou superior a 2,5 vezes a média de preços dos últimos cinco anos, ultrapassando os 180 euros por Megawatt/hora (MWh).”
A ministra do Ambiente, hoje, disse que estão a monitorizar, mas não estão ainda preenchidos os requisitos para declarar a crise energética.
Ao que se diz, esses diplomas preveem, designadamente, que:
– O estado pode fixar preços máximos de eletricidade e gás “abaixo do custo” para apoiar famílias e empresas, suportando a diferença (a recuperar mais tarde)
– Os comercializadores com mais de 200.00 clientes devem oferecer contratos de preço fixo de pelo menos uma ano
– Ajudas a famílias e empresas condicionadas à redução do consumo de energia face ao ano anterior.
Há outras medidas, mas vai ser preciso esperar pelos diplomas.