Bola do Mundial vai usar a tecnologia “connected ball”: o que é e como funciona?
A tecnologia connected ball revolucionou a forma como os árbitros analisam lances polémicos no futebol. Desenvolvida pela FIFA em parceria com a adidas, esta permite recolher dados em tempo real diretamente da bola durante os jogos.
O que é a tecnologia connected ball
A chamada "connected ball technology" é um sistema avançado criado para aumentar a precisão das decisões de arbitragem no futebol.
A solução foi desenvolvida pela FIFA em colaboração com a adidas e consiste na integração de sensores eletrónicos no interior da bola oficial dos jogos.
Graças a esta tecnologia, torna-se possível obter informações extremamente detalhadas sobre os movimentos da bola em tempo real. Entre os dados recolhidos estão a velocidade, a trajetória e o instante exato em que ocorre o contacto com um jogador.
Estas informações são especialmente importantes para apoiar o VAR em lances de fora de jogo e noutras situações decisivas. Além do impacto na arbitragem, a tecnologia também contribui para uma experiência mais completa para os adeptos, permitindo uma análise mais detalhada das jogadas e remates.

Antes de ser utilizada em grandes torneios internacionais, a tecnologia connected ball passou por vários testes entre 2020 e 2022. O objetivo era garantir a precisão dos dados recolhidos e assegurar a integração correta com os sistemas de arbitragem em vídeo.
O problema que a FIFA queria resolver
Um dos maiores desafios na implementação do fora de jogo semiautomático estava relacionado com a identificação precisa do momento do passe. Quando a análise dependia apenas das imagens de vídeo, o processo podia tornar-se mais lento e menos rigoroso.
Para resolver esta limitação, a FIFA procurou uma solução capaz de indicar automaticamente o instante exato em que a bola era tocada. A connected ball surgiu precisamente para responder a essa necessidade.
Com o tempo, percebeu-se também que esta tecnologia poderia ser útil noutras situações, incluindo possíveis lances de mão, onde as imagens tradicionais nem sempre são suficientes para esclarecer o que aconteceu.
Como funciona esta bola inteligente
No interior da bola encontra-se um pequeno sensor denominado IMU, sigla para unidade de medição inercial. Este componente consegue recolher dados cerca de 500 vezes por segundo, monitorizando aceleração e movimentos em diferentes direções.
Sempre que existe um toque na bola, o sistema identifica esse momento e envia imediatamente a informação para a sala de operações de vídeo. Depois, os dados da bola são combinados com o sistema de rastreamento dos jogadores através das câmaras instaladas no estádio.
A combinação destas tecnologias permite ao VAR tomar decisões mais rápidas e rigorosas, sobretudo em lances de fora de jogo semiautomático. O sistema também pode ser utilizado para analisar penáltis, desvios e outros contactos relevantes durante o encontro.
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Por vezes a qualidade do futebol praticado é tão má, que quase desejo que inventem uma bola que jogue sozinha.