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Realidade Virtual ajuda crianças com autismo a lidar com situações novas

                                    
                                

Fonte: Reuters

Autor: Marisa Pinto


  1. Cortano says:

    Enquanto isso, cá em Portugal as escolas negam toda e qualquer tecnologia porque dizem que os cartões é que é….

    • João M. says:

      Cortano, conheço bem de perto uma escola com uma unidade de autismo exemplar. Quando faço sobre estas questões – como usar tecnologia – sabes o que é que me dizem? Não há verba e, por isso, usam os métodos aos quais têm acesso..
      As escolas simplesmente não têm orçamento para investir nestas coisas. Essa mesma escola apenas tem um quadro interactivo, para ajudar nas aulas de informática para os miudos, porque um mecenas dou dinheiro à escola e esta usou-o para isto.
      Quando a responsabilidade das escolas é das câmaras municipais e, mesmo estas, vêm o seu orçamento cada vez mais reduzido e estão cheias de dividas – se não há verba para mais assistentes operacionais, como é que vai existir verba para oculos VR?

      SE queres que uma escola tenha estas facilidades, torna-te um mecenas e doa para estas unidades de autismo. Estes (Des)governos simplesmente drenaram todo o orçamento das escolas e, por isso, estás a apontar os canhões para o alvo errado.

      • Cortano says:

        Parcialmente é verdade o que dizes, mas garanto-te por conhecimento próprio que algumas unidades recusaram tecnologia oferecida porque as educadoras responsáveis nem se deram ao trabalho de querer aprender a usar.

        É verdade que não há verbas e, sejamos realistas, o Estado nem quer saber da educação especial.
        Mas também é verdade que há resistência por partes do pessoal docente em querer evoluir.

      • Cortano says:

        E mais, a partes das verbas no final do dia é irrelevante.
        Sabes que há pais de crianças com necessidades especiais que lhes é sugerido para tirarem as crianças da escola com o argumento que não têm condições para os ter na escola?

        Isto é uma tanga pegada! Existem professores que mesmo sem “condições” lutam e tentam dar às crianças uma permanencia na escola digna (são uma muito minoria de profs), mas a maioria nem quer saber e nem está preparada para Educação Especial (EE)!

        Existem educadores de EE que têm uma formação de 6 meses, que foram tirar para não ficar no desemprego!!
        É assim que está o estado atual a EE em Portugal. Educadores que não querem saber das crianças para nada, apenas pensam em sim e andam a “tirar cursos na farinha amparo”.

        Temos instituições supostamente dedicadas à EE com equipamentos especiais fechodos em salas porque, segundo dizem, não têm pessoal nem dinheiro para mater salas abertas… mas depois os responsáveis da escola andam “de mercedes”.
        Recebem crianças sem parar para terem mais fundos, mas depois, ah e tal… não temos dinheiro, vamos meter as crianças aí numa sala todos ao molho e pronto…

        MENTALIDADE E RESPEITO!
        Para isto não precisas dinheiro.

        • João M. says:

          Não percebi a ideia dos “responsáveis da escola andam de mercedes”… mas o responsável da escola – publica – é um professor como os outros (que dá aulas como os outros..). Agora, nas privadas a conversa pode ser outra.
          Bem, o tema da escola é algo que conheço bem de perto e noto que, como dizes, há profissionais 5 estrelas e profissionais de 1.5estrelas – isto é em TODO lado. AGora, algo que não falas é que o Ensino Especial não é a tempo inteiro. As crianças, ou a maior parte pelo menos, é inserida numa turma por algumas horas (para aprender mas principalmente socializar com outros alunos). Os professores destas turmas já estão com a sala completamente cheia – porque o estado acha bem que numa sala estejam mais de 25 alunos e, destes alunos, tens:
          – o tal aluno do Ensino especial
          – alunos com dificuldades de aprendizagem
          – alunos de vários contextos sociais, educação e comportamento
          – em alguns casos é dado a uns alunos é leccionado um ano e a outros outro ano de escolaridade (porque os coitados reprovaram e não há forma de os colocar numa turma na escolaridade certa porque não há professores – isto é, haver há, mas não os contratam… mas o governo vai acabar com as reprovações,. por isso tudo bem). Enfim, uma sala de aula não é o paraíso e o professor tem de lidar com muito mais do que se pensa. O coitado ainda tem de estar a dar atenção a TODOS, leccionar a matéria e isto sozinho numa sala com 25 miúdos que vêem com a sua óptima educação de casa. Todos os meus exemplos são de escolas primárias, onde estes tema da educação especial incide mais.

          Agora, sobre o tema dos educadores não quererem saber sobre estas novas tecnologias:
          como eu disse acima, há bons e maus profissionais – Acredito que sejas um profissional 5*, plenamente eficiente no trabalho que fazes e que, quando surge uma nova tecnologia, abraças logo mal alguém te diga para tal.
          Como disseste, e bem, estes profissionais fizeram formação e, como tal, foram ensinados e estão em formação continua sobre novos processos e procedimentos para cuidar destas crianças. Eles não podem LEMBRAR-SE, porque viram aqui no pplware, e começar a usar realidade virtual com os autistas porque, antes disso, têm de ir a uma formação onde TERAPEUTAS e profissionais credenciados irão dar o seu parecer sobre este novo procedimento, comprovado por artigos e pareceres médicos e, depois disso, irão adoptar ou não.
          A evolução na educação não PODE nem DEVE acontecer porque se vê um artigo xpto a dizer que resultou em crianças num contexto especifico e que agora temos de aplicar aqui. A pior coisa que aconteceu na nossa educação foi estarem constantemente a comparar Portugal com, por exemplo, a Finlândia ou outros países nórdicos mas depois esquecem-se que lá as escolas são quentinhas, as turmas são pequenas, a educação em casa é realmente dada pelos pais (não infalível, claro) e não têm um ministério da educação que muda as politicas a cada 4 anos… É preciso comparar o comparável.

        • Cortano says:

          1. Quando referi escola e os mercedes, foi engano meu ao escrever. Estou a falar de instituições privadas que revebem fundos do Estado para terem crianças (e adultos) com deficiência.

          2. Vamos só falar de autismo porque outras deficiências têm outro tipo de necessidades, e só do ensino primário.

          3. As crianças não passam horas na sala de aula como dizes. Isso é o que está no papel. As crianças que passam as tais horas nas salas são as que têm maior capacidade de autosuficiência ou a escola tem auxiliares sombra suficientes.
          Há muitos casos em que as crianças passam uns 10/15 minutos na turma e voltam para as unidades – unidades de autismo que supostamente já não deviam de existir segndo o Estado.

          4. Turmas com alunos de EE têm redução de alunos, sendo o máximo recomendado de 20 alunos (já com o alunos de EE incluido) – se bem que há casos que conheço que tinham 22…

          5. Vamos esquecer a realidade virtual, eu quando falo de tecnologia falo de usar um simples tablet com aplicações de comunicação – coisa que a maior parte dos terapeutas da fala hoje em dia usam, mas que a escola recusa-se a usar.

          6. Terapias na escola são inuteis e praticamente inexistente. A APPDA tem um protocolo com o ME em que faz deslocar os seus tecnicos às escolas para dar terapias (terapia da fala, motricidade e psicologia são as mais comuns). Atualmente estamos no ridiculo destas terapias só terem a duração de 15 minutos por criança

          7. Curso de formação de 6 meses tirado sabe-se lá onde não serve como base de formação. Existem casos de educadores de EE que se viram para os pais “eu não sei o que fazer”.
          Claro que não sabe, não tem a minima base para compreender os sinais da crianças, nem sabe como se aproximar dela!!

          8. Como disse em cima, existem casos de professores a dizerem aos pais para tirarem os filhos da escola porque não tinham “condições” para os ter lá.

          A Educação Especial em Portugal é inexistente. A politica de integração e inserção é ridícula e totalmente mal feita. Muito bonita no papel, mas nota-se claramente que foi feita por pessoas que não sabem nada do assunto.

          Nunca disse que uma sala de aula é um paraíso.

  2. Nuno Guerreiro says:

    Podiam ter posto uma foto minha :).

    Eu comprei o equipamento recorrendo a doaçoes. Mas pode se encontra vr sets muito baratos.

    Experimentem. Os miudos adoram.

  3. Cisco says:

    Contacto ocular?
    Então os olhos tocam nos olhos? Coisa estranha. Não será antes contacto visual?

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