Este espetáculo de robôs humanoide na China foi digno de “half time show” do Super Bowl?
O programa televisivo mais visto da China, a gala anual do Spring Festival da CCTV, mostrou aquilo que o país tem para oferecer em termos de robótica, com um espetáculo protagonizado por um grupo de robôs humanoides surpreendentemente coordenados. Terá sido digno de half time show do Super Bowl?
Com a robótica a crescer a uma velocidade surpreendente na China, quatro startups emergentes - Unitree Robotics, Galbot, Noetix e MagicLab - mostraram os seus robôs humanoides no programa televisivo mais visto do país, a gala anual do Spring Festival, ou a comemoração do Ano Novo Chinês, da CCTV.
O evento é transmitido em direto e, nas palavras da Reuters, representa um marco comparável ao Super Bowl nos Estados Unidos.

Robôs da Unitree realizam performance de "drunken boxing" na gala do Spring Festival, a 16 de fevereiro de 2026. Crédito: China Media Group, via CGTN
Os três primeiros momentos do programa destacaram os robôs humanoides, incluindo uma longa demonstração de artes marciais em que mais de uma dezena de humanoides da Unitree executaram sequências de combate sofisticadas, agitando objetos, como espadas, próximos de crianças humanas.
As sequências de luta incluíram uma de grande exigência técnica que imitava os movimentos instáveis e as quedas para trás do estilo de artes marciais chinês "drunken boxing", mostrando inovações na coordenação multirrobótica e na recuperação de falhas, permitindo que um robô se levantasse após cair.
From this year’s Spring Festival Gala performance, it’s clear that Unitree’s motion control is the strongest in the entire industry. pic.twitter.com/n4nn58WAGy
— Eren Chen (@ErenChenAI) February 16, 2026
Outro momento da abertura destacou o chatbot de Inteligência Artificial (IA) da Bytedance, Doubao, enquanto quatro robôs humanoides da Noetix surgiram ao lado de atores humanos numa cena de comédia.
Os robôs da MagicLab realizaram uma dança sincronizada com artistas humanos durante a música "We Are Made in China".
Robôs humanoides da China invadiram as redes sociais
Não tardou até que a atuação dos robôs das várias empresas chinesas invadissem as redes sociais, bem como surpreendessem os meios de comunicação sociais, globalmente.
Uma publicação da Associated Press descreveu a atuação dos robôs humanoides como "um dos destaques" da gala do Spring Festival 2026, observando que reflete a aposta da China em desenvolver robôs mais avançados com capacidades de IA melhoradas.
Um artigo do South China Morning Post explorou que as atuações dos robôs mostraram o progresso da tecnologia humanoide, na China, até agora, com o entretenimento a ser (ainda) o principal foco, antes de estes robôs alcançarem o seu potencial a longo prazo como trabalhadores industriais eficientes.

Robôs humanoides a escreverem dísticos (estrofes compostas por dois versos) do Spring Festival, em Chengdu, na China, no dia 7 de fevereiro. Crédito: hang Lang/China News Service/Getty Images, via NBC
De acordo com Yu Lei, diretor principal da gala do Spring Festival de 2026, a elevada "concentração" de robôs que o evento proporcionou este ano procurou mostrar ao público o desenvolvimento multidimensional da indústria de robótica da China.
De facto, as atuações impulsionaram a procura dos consumidores: às 22h na véspera do Ano Novo Chinês, durante a transmissão ao vivo da gala, a JD.com colocou vários robôs à venda, incluindo modelos apresentados; minutos após o lançamento, robôs das marcas MagicLab, Unitree Robotics e Noetix estavam esgotados.
Entre eles, dois robôs multifuncionais G1 da Galbot, com um preço de quase 630.000 yuan (o equivalente a mais de 77.000 euros), foram adquiridos instantaneamente, segundo a JD.com.
Agora, os robôs abrangem artes marciais, sketches e canções, ligando-se a inspeção industrial, companhia doméstica e serviços comerciais, mostrando que a indústria está a evoluir para além da mera exibição técnica, criando um ecossistema completo, desde modelos de base até aplicações no mundo real.
Disse Wang, prevendo que, se 2025 foi o "ano inaugural" da popularização do conceito, 2026 será o "ano da aplicação", com implementação profunda de cenários para robôs humanoides
Imagem: Reuters
Neste artigo: China, robô humanoide, unitree





















A China não brinca em serviço, só mesmo a cultura americana podia dar cabo da China, bem que tentam exportar para lá, democracia e tal.