Estará a energia negra a enfraquecer? Mais de 2000 supernovas lançam dúvidas
Uma das maiores campanhas de observação do cosmos desafia uma das ideias centrais da cosmologia moderna: a aceleração do Universo poderá afinal não ser tão clara quanto se pensava. Mas... o que se passa com a energia negra?
Informação em 3 pontos:
- Os investigadores analisaram 2373 supernovas para medir a expansão do Universo, revelando resultados inesperados.
- As medições não confirmam de forma inequívoca a aceleração cósmica, o que levanta dúvidas sobre certas teorias.
- A energia negra continua em estudo, mas as provas de uma aceleração constante são menos robustas do que se pensava.
Supernovas e o enigma da expansão cósmica
Uma equipa internacional de investigadores analisou 2373 supernovas do tipo Ia, o maior conjunto de dados alguma vez reunido para este fim, utilizando observações do Dark Energy Survey, do Supernova Legacy Survey e do Telescópio Espacial Hubble.
Estas supernovas, conhecidas por explodirem com uma luminosidade constante, são fundamentais para medir distâncias cósmicas. O objetivo era perceber se o Universo está a expandir-se de forma acelerada, constante ou em desaceleração.
Os resultados, publicados na The Astrophysical Journal, mostram um desvio subtil em relação às previsões da teoria da relatividade geral de Einstein.
Segundo Dillon Brout (Universidade de Boston), não é possível afirmar com segurança que exista aceleração. A hipótese de uma expansão linear (constante) revela-se quase tão plausível quanto a do modelo acelerado dominante.

A constante cosmológica (Λ), proposta por Einstein, foi introduzida nas suas equações da relatividade para descrever um Universo estático. Mais tarde rejeitada, viria a ganhar novo sentido como a energia do vácuo, um conceito ligado à energia escura e à expansão acelerada do Universo.
A teoria de Einstein permanece, mas exige afinação
Apesar dos dados não refutarem a existência da energia negra, essa misteriosa força que contraria a gravidade, as evidências de uma aceleração constante são menos sólidas do que o modelo standard previa.
A constante cosmológica de Einstein, proposta em 1917, continua a ser compatível com as observações, mas a forma como atua pode ser mais subtil do que se assumia.
Os físicos Saul Perlmutter (Prémio Nobel), Éric Linder (Berkeley Lab) e Adam Riess (Universidade Johns Hopkins) sublinham que as discrepâncias observadas podem ainda decorrer de ruído estatístico ou incertezas na medição das distâncias cósmicas.

Esta imagem ilustra a evolução do Universo desde o Big Bang até hoje, ao longo de 13,77 mil milhões de anos. Começando com flutuações quânticas, seguiu-se uma fase de rápida inflação, o arrefecimento da matéria, a formação das primeiras estrelas e galáxias, e o aparecimento das estruturas cósmicas.
Um debate em aberto, e um futuro promissor
A análise cobre 10 mil milhões de anos da história do Universo e foi comparada com três cenários distintos: expansão acelerada, desaceleração e crescimento constante. Este último obteve resultados quase tão robustos quanto o modelo acelerado, surpreendendo a comunidade científica.
Apesar de não invalidar as investigações dos últimos 25 anos, este estudo aponta para a necessidade de ajustar certas hipóteses dominantes.
Como tal, o debate permanece em aberto, e mais dados, sobretudo dos futuros telescópios como o Euclid e o Vera Rubin Observatory, serão essenciais para clarificar o papel da energia negra.
O que é a Teoria da Relatividade de Albert Einstein?
A teoria da relatividade é um dos pilares da física moderna e foi formulada por Albert Einstein em duas partes:
Relatividade restrita (1905)
Explica como o tempo e o espaço não são absolutos, mas relativos ao movimento do observador.
As ideias principais são:
- A velocidade da luz é constante para todos os observadores.
- O tempo passa mais devagar para objetos em movimento rápido (dilatação do tempo).
- Os comprimentos encurtam na direção do movimento (contração do espaço).
- A famosa fórmula E = mc², que mostra que massa e energia são equivalentes.
Relatividade geral (1915)
Expande a teoria anterior, incluindo a gravidade. Em vez de uma força, a gravidade é vista como a curvatura do espaço-tempo causada pela presença de massa e energia.
- Os corpos movem-se segundo essa curvatura.
- Previu fenómenos como a lente gravitacional, o desvio da luz perto de estrelas e a expansão do Universo.
Ambas as teorias foram confirmadas por inúmeras experiências e continuam a ser usadas, por exemplo, em GPS, astronomia e física de partículas.





















Ela nem existe. A cosmologia é fraude.
Isso, nós nem existimos…
O cerebro e que te diz o que e a realidade, mas quem criou o cérebro? Nada existe, e tudo consciencia ancestral de uma network de neuronios super poderosos que induzem a uma realidade paralela imaginaria
Energia negra? Não se pode atribuir uma cor a energia, e sim à ação da mesma.
Aos mais inteligentes pergunto:
A fumaça cinza-escuro resultante da interrupção brusca do fluxo da energia-elétrica que chamam popularmente de curto-circuito:
É a cor da energia, ou o resultado da ação de interrupção normal do fluxo?
Explico no meu blog, que o que chamam erradamente de energia-escura, é incontestavelmente a grande cortina de fumaça resultante do GRANDE CURTO-CIRCUITO que foi o BIG BANG… Onde a IMAGEM INVERSA E QUÂNTICA DO UM se projeta, ainda em formato 3D.
Esse pessoal das ciências não avançadas, tem uma dificuldade descomunal, para compreender a QUÂNTICA AVANÇADA.
Energia Negra, Matéria Negra. Conceitos inventados – gosto mais da palavra inglesa fudge mas não temos uma equivalente – porque os números não batem certo.
Ora bom dia. Mais uma à trave. Vamos lá explicar.
O argumento que apresentas é fraco e mal fundamentado por várias razões:
1 – Ignorância sobre o método científico: A energia negra e a matéria negra não são “conceitos inventados” por capricho. São hipóteses científicas baseadas em observações rigorosas, como o movimento das galáxias e a radiação cósmica de fundo. Não são “desculpas” para números errados, mas tentativas sérias de explicar fenómenos que não podem ser ignorados.
2 – Confusão terminológica: O uso da palavra “fudge” em inglês, no contexto de ciência, implica adulteração ou truque, o que é ofensivo e incorreto. A física moderna não “adultera” dados, interpreta-os segundo os melhores modelos disponíveis, sempre sujeitos a revisão com novos dados.
3 – Desconhecimento histórico: A ciência progrediu sempre através de hipóteses provisórias. O éter, o modelo de Bohr, ou até a relatividade restrita passaram por revisões profundas. Energia e matéria negras são, hoje, hipóteses dominantes, com suporte observacional, mas que podem ser refinadas ou substituídas, isso é o normal funcionamento da ciência.
4 – Falta de alternativa: O crítico rejeita os conceitos, mas não apresenta explicações melhores. Recusar hipóteses sem propor modelos coerentes e testáveis não é pensamento crítico… é negacionismo. 😉