Está o nosso universo inteiro a rodar? Um novo estudo sugere que sim
A ideia de que o universo inteiro possa estar em rotação é tão fascinante quanto disruptiva. Desde há décadas que os modelos cosmológicos assumem um universo em expansão, mas estático em termos de rotação global. No entanto, um novo estudo propõe uma hipótese ousada: e se, tal como a Terra, o Sol e a Via Láctea, o próprio universo estivesse também a girar?
500 mil milhões de anos para dar uma volta completa?
A Terra gira, o Sol gira, o sistema solar gira e a nossa galáxia também gira. Seria, por isso, lógico pensar que o universo inteiro também poderia estar a girar. No entanto, os modelos cosmológicos atuais não apontam nesse sentido. A ideia aceite é que o universo está em expansão, sem sinais de rotação.
Contudo, a 14 de abril de 2025, cientistas da Universidade do Havai sugeriram que o universo pode, afinal, estar a rodar… apenas muito lentamente.
O estudo, revisto por pares, foi publicado a 21 de março de 2025 na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O nosso planeta, o sistema solar e até a galáxia Via Láctea estão a girar. Mas será que todo o nosso universo também está a girar? Se assim for, isso poderia ajudar a explicar um enigma relacionado com a expansão do Universo.
Lacunas na nossa compreensão atual
O modelo padrão da cosmologia é o mais aceite para explicar o universo: descreve a origem com o Big Bang, a formação das estruturas cósmicas e os seus constituintes (matéria comum e matéria escura). Também explica a aceleração do universo em fases mais tardias e a taxa de expansão inicial. No entanto, há discrepâncias.
Em concreto, as medições da taxa de expansão do universo em diferentes períodos não coincidem — este conflito é conhecido como a “tensão de Hubble”. É aqui que entra o novo estudo.
Os investigadores criaram um modelo matemático e, ao introduzirem uma ligeira rotação ao universo, observaram algo inesperado. Szapudi afirmou:
Para nossa surpresa, o modelo com rotação resolve o paradoxo sem entrar em conflito com os dados astronómicos atuais. Melhor ainda, é compatível com outros modelos que assumem rotação. Talvez, afinal, tudo gire. Ou, em grego, Panta Kykloutai!
A Terra completa uma rotação em 24 horas. O Sol, a cada 27 dias terrestres. A Via Láctea, a cada 200 milhões de anos.

A Galáxia do Redemoinho, M51, é uma galáxia em espiral situada a 31 milhões de anos-luz de distância. (Crédito da imagem: NASA)
Este novo estudo aponta que o universo inteiro poderia dar uma volta completa a cada 500 mil milhões de anos.
Demasiado lento para se detetar diretamente, mas o suficiente para influenciar a expansão do espaço ao longo do tempo.
Conclusão: Estará o universo a rodar, tal como a Terra, o Sol, o sistema solar e a galáxia? Se sim, isso poderá ajudar a resolver a tensão de Hubble, um dos grandes enigmas da cosmologia moderna.





















Parece interessante, até porque o modelo actual do universo aceite é uma parabolóide em expansão acelerada.
Por isso as pessoas andam tão baralhadas
A ser verdade roda em volta de quê?
Temos um centro do universo?
A minha mulher diz que sou eu, estará errada?
Há quem diga que quando se está muito embriagado consegue-se sentir essas forças giratórias todas juntas.
O movimento e a impermanência é uma constante no universo, tudo tem o seu tempo tudo e muda para algo diferente até desaparecer e ninguem se vai lembrar, olhem para o pó à vossa volta é o futuro é o passado!
No centro do Universo está um buraco negro (o maior de todos) que vai sugando tudo o que apanha perto para mandar a outro Universo. Imagens no sapo blogs