Cientistas afirmam ter descoberto uma maneira de regenerar o esmalte dentário
Investigadores desenvolveram um gel inovador capaz de regenerar o esmalte dentário, abrindo caminho para uma possível revolução nos tratamentos dentários. Esta tecnologia poderá permitir que os dentes se reparem a si próprios, algo até agora impossível na medicina oral.
Investigadores desenvolvem gel que regenera o esmalte dentário
Investigadores da Universidade de Nottingham afirmam ter criado um novo tipo de gel capaz de reparar e reconstruir o esmalte dos dentes, um tratamento potencialmente revolucionário, já que a odontologia atual se limita sobretudo a cuidados preventivos e à contenção da cárie, em vez de a reverter.
Segundo um novo artigo publicado na revista Nature Communications, o gel à base de proteínas utiliza os processos naturais de crescimento do corpo humano, comuns nas fases iniciais da vida, para formar um revestimento durável e preencher pequenas cavidades nos dentes.
Depois de aplicado na superfície do dente, o gel extrai iões de cálcio e fosfato da saliva, estimulando o crescimento de novos minerais. Estes minerais fundem-se com o dente existente, permitindo-lhe regenerar o esmalte perdido.
Resultados promissores em laboratório
Embora ainda não tenha sido testado em bocas humanas, o gel demonstrou resultados promissores em dentes humanos extraídos. Trata-se de um avanço significativo, já que o esmalte não se regenera naturalmente.
O gel também poderá ser usado para cobrir a dentina, o material ósseo sob o esmalte que, quando exposto devido à sua degradação, pode provocar infeções.
Quando o nosso material é aplicado sobre esmalte desmineralizado ou erodido, ou sobre dentina exposta, promove o crescimento de cristais de forma integrada e organizada, recuperando a arquitetura do nosso esmalte natural e saudável.
Explicou o autor principal e investigador pós-doutorado da Universidade de Nottingham, Abshar Hasan.

Imagens de microscopia eletrónica de um dente com esmalte desmineralizado mostrando cristais de apatita erodidos (à esquerda) e um dente desmineralizado semelhante após um tratamento de duas semanas mostrando cristais de esmalte regenerados epitaxialmente (à direita).
Experiências laboratoriais mostraram que uma fina camada protetora se forma em apenas algumas semanas após a aplicação do gel em dentes molares humanos extraídos.
Testámos as propriedades mecânicas destes tecidos regenerados em condições que simulam situações reais, como escovagem, mastigação e exposição a alimentos ácidos, e verificámos que o esmalte regenerado se comporta como o esmalte saudável.
Acrescentou Hasan.
O crescimento ocorre efetivamente numa semana.
Afirmou o professor de engenharia biomédica da Universidade de Nottingham, Alvaro Mata, à revista New Scientist.

O esmalte é a primeira linha de defesa. Quando esta linha de defesa começa a se deteriorar, a cárie dentária acelera.
Da investigação ao mercado
Mata e a sua equipa pretendem comercializar o produto através de uma nova startup chamada Mintech-Bio.
Contudo, ainda será necessário muito trabalho até se confirmar a sua segurança e eficácia em humanos. Os ensaios clínicos estão previstos para o início do próximo ano.
As nossas descobertas demonstram a capacidade de crescer estruturas semelhantes ao esmalte sob condições que imitam de perto os desafios mecânicos e químicos da boca.
No entanto, estes testes não recriam totalmente a complexidade do ambiente oral in vivo e, por isso, confirmar plenamente a regeneração natural do esmalte exigirá validação in vivo, que pretendemos prosseguir em trabalhos futuros.
Escreveram os investigadores.
Mesmo assim, a equipa acredita que a sua “tecnologia poderá vir a oferecer uma solução única para a regeneração do esmalte dentário, independentemente do nível de erosão do dente.”






















Novamin já existe.
A empresa Copesmal já gaz isso há muito
Para ricos e para pobres como e? O governo devia pagar todas aa despesas medicas aos pobres pois também somos gente.
O Governo? Com que dinheiro? Com o seu?