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COVID-19: Google e Apple desenvolvem sistema de notificações de exposição COVID-19

                                    
                                

Fonte: Google

Autor: Pedro Simões


  1. Joselito says:

    “Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança”. Benjamin Franklin

  2. Dark Sky says:

    Como é que, depois de 76 dias de confinamento, há dois dias foi levantada a proibição de sair, por comboio ou automóvel?
    O que é que se tinha que mostrar para poder viajar – um código no telemóvel que diz duas coisas – não teve Coronavirus e recentemente não esteve em contacto com pessoas com Cororonavírus.

    Pensem nisto:
    – Em Portugal, em média (varia com as regiões do país) a probabilidade de ter estado infetado com o Coronavírus, ter desenvolvido anticorpos e já não estar é de 0,1%, 1/1000 (claro que o número não é certo) tendo ficado imunizado pelo menos por algum tempo
    – Para haver imunidade de grupo essa percentagem teria que ser de 70% (alguém infetado muito provavelmente já não encontrará ninguém não imunizado)
    – O isolamento atual tem como principal finalidade impedir o crescimento rápido do número de infetados graves que precisem de cuidados médicos e não tenham porque o sistema hospitalar tinha rebentado
    – Como o isolamento não se pode manter indefinidamente, é preciso voltar à vida normal (ou parecido), sabendo que lá mais para a frente há novo pico, ou mais do que um.

    Leiam o post outra vez, se for preciso. Para mim faz todo o sentido. É um sistema de segurança coletivo, com falha é certo, mas é o melhor que se arranja. Alguns exemplos simples.

    – Não há barbeiros, já estou com uma trunfa de meter medo. Preferia encontrar um barbeiro com um código na porta “sem Coronavírus nem contactos”, mostrava~lhe o meu código equivalente e cortava-me o cabelo. Ter a porta fechada é que não é bom para ele nem para mim. Abrir a porta, sem mais, é chamar a segunda vaga.
    – Uma empresa com vários empregados que está fechada, com o pessoal em casa, nenhum deles com Coronavírus, há semanas. Isto faz algum sentido manter-se muito tempo? Nem pode, há que ir trabalhar. Se algum vier a ter Coronavírus, os outros, e os fornecedores e clientes, com quem tiver tido contacto próximo são imediatamente avisados.

    Venha de lá app para Android e iOS. É preciso aprender a conviver com o vírus. Não se vai embora tão depressa.

    • Dark Sky says:

      Na primeira linha: Como é que na cidade de Wuhan …

    • Toni da Adega says:

      Muito pessoal não se importa com privacidade e vigilância. Mas isto é um sistema que regista os passos que uma pessoa tem ao longo do dia.
      Ao ir ao barbeiro a App regista isso, regista quem cortou o cabelo, regista quem estava na mesma sala.
      Ao ir ao café podem saber a tempo real quem estava no café e quem estava sentado na mesma mesa.
      Ao chegar ao trabalho se tiverem uma reunião “privada” Apple e Google vão saber quem esteve presente nessa reunião, de que horas até que horas.

      Depois do trabalho ao ir beber um.copo a App regista com quem bebeu um copo.

      Ao dar boleia a alguém, isso fica registado, assim como o número de pessoas que estavam no carro.

      Passado uns tempos sabem com quem passamos mais tempo, a que horas e onde se encontram.
      E não me venham com a treta do recolher de forma “anónima”.

      • Dark Sky says:

        Qual é a alternativa? Gente perfeitamente saudável ficar isolada em casa indefinidamente? E o pãozinho para comer cai do céu?

        • Ameno says:

          A alternativa é as pessoas irem sendo testadas e possíveis contactos informados. Não é preciso isto no telemóvel para testar nem para a pessoa comunicar possíveis contactos. Pode não identificar todas as possíveis contaminações, mas o telemóvel também não.

        • Joaquim Sobreiro says:

          Para ti não há alternativa.
          Pensas como o nome com que te apresentas.

        • Toni da Adega says:

          Não digo que é bom ou mau. Simplesmente a maioria do pessoal não sabe o que está em jogo. Não esquecer que mal isto seja activado muito certamente será definitivo e irá ser utilizado para outras situações.

          Como disse anteriormente, muito pessoal são se preocupa minimamente que empresas e governos consigam saber tudo o que fazemos. Onde, quando e com quem.

    • Ameno says:

      Não creio que o possível ganho compense o custo para o nosso tipo de sociedade!
      Eis os motivos: ser seguido no telemóvel desta forma não vai identificar o contágio por contaminação de superfícies (uma das principais formas), não vai identificar contágio por pessoas que não foram identificadas/testadas (que será a grande maioria). Ou seja, o ganho para travar contaminações pode ser relativamente pequeno, tendo em conta que há outras formas para ir acompanhando possíveis contágios.
      Mas o custo de criar uma estrutura que permite seguir possíveis interações entre pessoas, é potencialmente enorme, basta olhar para o que se passa na China.

      • A. says:

        Posso dizer uma coisa, e tenho fromação em saúde pela primeira vez , digo-o publicamente, estas correcto, há estudos que dizem que o plástico por exemplo aguenta este vírus até 72 horas ou seja quer dizer que dentro deste espaço de tempo uma pessoa que lá toque e depois leve as mãos perto da cara, têm um enorme possibilidade de ser infectado…
        Dentro de anos vai se descobrir quando se olhar para o passado que a maior parte dos casos positivos foram infectados por esta via de contágio…
        Ou seja com esta medida perdemos ambas Liberdade e Saúde…
        Sáude pelo vírus
        Liberdade por esta resposta que muitos acham bem…

  3. ALBATROZ says:

    Sim… Porque não! A final estamos a preocuparmo-nos com uma situação que já não existe”PRIVACIDADE” sendo assim o idial será tratamos da “SAÚDE” que é o bem mais precioso que temos.

    • Toni da Adega says:

      Vamos alguém vai a um local público. Pode ser um café, bar, loja ou qualquer outro sítio. O sistema regista que tivemos junto a uma pessoa, essa pessoa é vítima de um crime.

      Segundo o sistema tivemos junto a essa pessoa, logo podemos ser acusados do crime, afinal tivemos em contacto com a vítima.

  4. Dark Sky says:

    Vocês ainda se lembram do homem de Lousada que esteve na feira de calçado de Milão e contraiu Covid 19?
    E da mãe e filha, professora e aluna, do Algarve?

    Nessa altura identificavam-se as cadeia de transmissão e avisavam-se e testavam-se os potenciais infetados relacionados. Ainda continua assim, por exemplo, em lares (quando os testes chegam).

    Mas, numa segunda fase, de “o vírus circula na comunidade”, as cadeias de transmissão passaram a ser tantas que teve que se passar ao isolamento social. Com esse isolamento social/quarentena, quebra-se a maior parte das cadeias de transmissão existentes.

    Quando, daqui a algum tempo, de forma faseada, se retomar a vida normal – sem que tenha aparecido a vacina e o vírus continuar a andar por aí, tem que, necessariamente, voltar-se à identificação de cadeias de transmissão. Os testes em massa, todos os dias, durante um período prolongado são uma fantasia. E um teste negativo hoje nada garante que amanhã não se está infetado.

    Já se sabe que o Covid-19 é, na maior parte dos casos assintomático ou leve. Duas pessoas podem falar uma com a outra sem que qualquer delas saiba que está infetada. Pessoalmente, mantendo o anonimato, se vier a estar infetado gostava que os que estiveram em contacto comigo fossem avisados, bem com receber igual aviso.

    A Apple e a Google pretendem que a autoridade de saúde de cada país tome conta do processo.
    De certeza que se irá falar muito desta matéria. Para quem quiser perceber um pouco mais do que se propõem fazer:
    https://techcrunch.com/2020/04/10/apple-and-google-are-launching-a-joint-covid-19-tracing-tool/

    • Ameno says:

      Também é uma fantasia achar que o telemóvel permitirá seguir todas as cadeias de transmissão, pois há cadeias que não requerem contacto directo – daí se pedir para lavar as mãos frequentemente.
      E se as pessoas podem transmitir sem saberem, por serem assintomáticos, não vai ser o telemóvel que adivinha.

      • Dark Sky says:

        O que é que interessa como é que se apanhou o vírus, se foi a falar com alguém, a apertar-lhe a mão, ou ao tocar num corrimão ou numa mesa?

        Interessa saber se das pessoas com quem se conectou, com proximidade física, nos últimos 15 dias, algum fez um teste que deu positivo ou – e aqui tem que entrar outros critérios que a autoridade de saúde tem que definir, como seja, essa pessoa, assintomática, ter tido contacto com um terceira pessoa em que se confirmou o Coronavírus.

        Não percebeste nada … ou então já não queres sair de casa e nem queres saber como é que se poderá sair, com um segurança relativa. Há quem diga que por as pessoas em casa foi fácil. Tirá-las é que vai ser difícil, sobretudo havendo dinheiro que chegue.

        • Ameno says:

          :S parece que não percebes que não é preciso proximidade física! Superfícies contaminadas permitem transmissão sem a presença da pessoa doente.
          Se as pessoas assintomáticas raramente são testadas não vais ser avisado que tiveste perto de uma – as pessoas assintomáticas também podem propagar a doença.
          Quanta a sair de casa, todos vamos ter que sair seguindo as recomendações. O risco faz parte da vida, não vai ser o telemóvel que irá reduzir significativamente o risco mas os hábitos que se tem.

          • Dark Sky says:

            Qualquer um sabe isso …

            Voltando ao barbeiro – se lá chegar de máscara, luvas e lavar as mãos á entrada, ele corta-me o cabelo?
            Ou só me deixa entrar se levar um “certificado de imunidade”, ou seja estive infetado e já não estou?

            Vai morrer à fome e eu tenho que comprar uma máquina para rapar o cabelo …
            Olha para os chineses, pá, que usaram apps (muito menos sofisticadas que a prevista pela Google-Apple).

            Por acaso as apps dos chineses mereciam um post.

          • Ameno says:

            Os chineses tem um estado policial que tenta seguir todas as pessoas.
            Um certificado de imunidade não precisa de telemóveis, apenas que sejas testado para saber que produziste anticorpos, sendo que se é essa a tua solução, 99% da população terá que ficar em casa pois não é imune.
            Não tens forma de reduzir os riscos a zero durante os próximos meses!

          • Dark Sky says:

            Não se pode eliminar os risco de infeção, mas pode-se reduzir, de diferentes maneiras.

            Em Espanha que está com mais de 500 mortos por dia, as empresas de construção e outras e as fábricas não essenciais , que estiveram fechadas duas semanas, reabrem na segunda feira (as essenciais nunca fecharam).

            Tirando os “empregados de escritório” que podem continuar em casa em teletrabalho, os outros não podem ficar em casa muito tempo.

            Então, tudo aquilo que já se conhece, a máscara, lavar as mão, distanciamento, etc. é fundamental. A app é mais um contributo.

            Quanto aos chineses, por exemplo, para alugar um quarto num hotel, a app tem que mostrar o código QR com a cor verde (as outras cores são amarelo e vermelho). Pode estar verde, mesmo que não se tenha feito nenhum teste. Não garante muito, mas garante alguma coisa.
            “Ah, mas isso é pra controlar a população!” Já têm outras maneiras de controlar. Agora só querem manter o país a funcionar – coisa que também vamos ter que fazer. Uma boa app, como propõe a Apple e a Google vai dar jeito.

          • Ameno says:

            O sistema é um contributo reduzido!
            Não precisas de sistemas destes para ir acompanhando a evolução e pessoas potencialmente expostas. Podem não ser tão eficientes, mas não têm o potencial para virem a ser abusadas para outras coisas.
            A partir do momento que há APIs nos sistemas não as podes remover, e se há coisa que se tem aprendido nos últimos anos é que há quem abuse daquilo que é criado, contornando medidas, acedendo a APIs supostamente inacessíveis.

          • Dark Sky says:

            As APIS podem-se desativar. Acontece frequentemente nas atualizações dos SO algumas deixarem de funcionar (geralmente porque se introduz outras mais avançada).

            Isto já não é o problema do copo meio cheio ou meio vazio. Estás com medo de te mandarem sair de casa 😉

          • Ameno says:

            funcionalidades de APIs desaparecerem é coisa rara, e não é algo em que há partida se deva confiar dadas as potenciais consequências, sendo que haverá sempre consequências a partir do momento que existem.
            Quanto a medos, acho que a tua falácia é demonstração que chegue.

        • Toni da Adega says:

          Portanto estás disposto a fornecer para o resto da tua vida, um relatório diário detalhado de todos os locais que tiveste com quem e a que horas.
          Isso é um preço muito elevado para uma suposta segurança.

          • Dark Sky says:

            Não sei se estás a falar das apps dos chineses, das que estão a proliferar na Europa, ou do que foi anunciado pela parceria Apple-Google.

            Supondo que te referes ao anúncio da Apple e da Google – mas “qual resto da tua vida” ?!

            AS APIS (para as apps de terceiros, mas o que se fala é na incorporação no Android e o iOS) podem ser desativadas quando termine o Covid-19.
            E eu tenho que dar autorização.
            E sim, não me importo nada de dar a informação que referes à autoridade de saúde portuguesas se a considerarem útil para o controlo da doença..

            E, caso te tenha escapado – a Apple e a Google não querem recolher dados nenhuns, querem que seja a autoridade de saúde a gerir e a tratar os dados.

            E mais, o que a Apple e a Google propõem pode acabar com as apps que já proliferam e se atrapalham umas às outras e que, por serem já tantas, não é possível garantir a sua segurança e o destino dos dados recolhidos.

    • Carlos says:

      Tudo se resume a um movimento de pernas em troca da propagação do virus. Vamos querer abrir mais ou não?

  5. A. says:

    E um Dia em que vierm com estudos e outros dados que nunca saberemos a sua fiabilidade (há muitas fake news; há governos que as fazem!) mas um determinado Governo Europeu acha que ajudou no restabelecimento da sociedade pois esta situação têm de acabar e para breve!
    Nesse dia dirão todos temos de ter uma app destas; Nunca se sabe quando não vêm outra doença (da china virão mais; esta não foi a 1ª) ou terrorismo ou etc!

  6. A. says:

    Teremos de abrir e ser infectados e ganhar defesas não há outro meio. .. com cuidado e tentado salvar idosos mas vai ter de ser!
    logo sim em teoria esta pode ser uma solução que ajuda mas deixa muitos casos de fora já aqui expliquei a principal razão para tal!
    nesse dia teremos esta solução ou não entre nós a condicionar a Liberdade que hoje aceitou-se perder para um pouco mais de segurança… (Não é 100 % segurança mas não consigo nem ninguém sabe dizer o valor; Suponho que será muito mais baixo)

  7. Rub3n says:

    esquece, comigo não contem para este esquema!

  8. A. says:

    OH, meus senhores, tenham noção que este debate anda por Espanha e França…
    Por cá uma importante carta de diversas personalidades(empresários , médicos, etc) a pedir um rastreamento por telemóvel já foi enviada para o Chefe de Estado e para o Chefe do Governo…(a Pedir Urgência)

    Se vier não tenham dúvidas claro que será voluntário, mas quem não respeitar essa adesão e espírito voluntário terá à sua Espera uma Multa ou uma confortável cela de Prisão! E o Mesmo vale para outros Países Europeus, e tal afecta Portugal porque hoje há a realidade UE…

    Logo sim vão contar contigo, comigo e com todos para este esquema!! todos concordam que a Saúde é o Bem mais precioso, só muda o cada um pensa sobre as medidas que se tomam para a preservar…!

  9. João says:

    Realmente, ao ler alguns comentários, fico pasmado. Uma aplicação garantida pelas maiores marcas de sistemas operativos de smartphone garantem a privacidade dos utilizadores, empenhando o próprio nome. Por outro lado, todos sabemos que um telemóvel pode ser seguido pela triangulação do sinal. Aqueles que abdicaram já da sua relativa privacidade, ao deslocarem-se com um telemóvel no bolso, mesmo bloqueado, não estão dispostos a rentabilizar a referida perda de privacidade, usando-a para se protegerem, e aos outros com quem se cruzam.

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