Tesla estranha incêndio num Model S em Los Angeles
Alguns meses atrás, a bateria de um Tesla Model S pegou fogo em Los Angeles aparentemente por conta própria, sem nenhum acidente provocado ao veículo.
Enquanto a NTSB publica um relatório preliminar sobre o incidente, a Tesla divulgou uma atualização dizendo que o incêndio na bateria foi “uma ocorrência extraordinariamente incomum” e ainda está a investigar a causa.
Como se lembram, em meados de junho, a atriz Mary McCormack relatou o que aconteceu com o Tesla Model S do marido em Santa Monica. À data, o carro começou a arder sem qualquer razão aparente.
A National Transportation Safety Board, uma organização independente responsável pela investigação de acidentes de viação, autoestradas, etc... abriu à altura um inquérito e deu conhecer agora algumas informações:
Na sexta-feira, 15 de junho de 2018, cerca das 17h30, horário do Pacífico, um carro de passeio elétrico Tesla Model S 2014, ocupado por um motorista de 44 anos, estava a viajar para o oeste em Santa Monica Boulevard, Hollywood ocidental, condado de Los Angeles, Califórnia. Condutores na estrada avisaram o condutor do Tesla porque viram fumo a sair do veículo. O condutor parou o Tesla ao lado da estrada do lado norte no bloco 7800 do Santa Monica Boulevard e saiu do veículo. Um carro de patrulha do Departamento de Polícia de Los Angeles também parou, e os policiais direcionaram o tráfego ao redor do carro em chamas. O Corpo de Bombeiros do Condado de Los Angeles respondeu ao incêndio do veículo, despachando uma unidade de motor da estação # 8, localizada no 7643 Santa Monica Boulevard. O fogo foi extinto e não houve feridos.
Ficam as imagens disponibilizadas pelos bombeiros:
No relatório do NTSB não sugere nenhuma causa possível e, em vez disso, apenas estabeleceu os factos sobre o incêndio. Referem que a Tesla tomou posse do veículo e “realizou uma inspeção de segurança inicial e removeu a bateria e a sua tampa para drenar a carga elétrica restante da bateria”.
De acordo com a NTSB, o veículo foi então “remontado e realocado para inspeção adicional” e a NTSB participou de uma inspeção do veículo.
A Tesla divulgou uma nova declaração hoje confirmando que eles ainda estão a investigar:
Esta foi uma ocorrência extraordinariamente incomum e continuamos a investigar este incidente para descobrir o que aconteceu. A nossa investigação inicial mostra que a nossa arquitetura de baterias foi extremamente eficaz para conter o incêndio num único módulo dentro da bateria, sem afetar nenhum outro módulo. Sabemos também que, por esse mesmo motivo, o habitáculo não foi afetado pelo incêndio, e o nosso cliente teve mais de quatro minutos para sair do veículo antes que as chamas aparecessem. Estamos felizes pelo nosso cliente estar seguro.
A empresa afirma que, estatisticamente, os seus veículos são 10 vezes menos propensos a pegar fogo do que os carros movidos a gasolina.
Porque são tão divulgados os incêndios dos Tesla?
Quando um Tesla se incendeia, como são já vários os exemplos, não deixa de ser um caso de grande exposição, afinal estamos a falar de um veículo com tecnologia de última geração e preços muito acima do valor médio de mercado. É o mesmo que acontece se um bólide da Ferrari ou da Lamborghini se incendeia, apenas com uma maior curiosidade porque é novidade e atrai o mundo pelas inovações que supostamente deveriam evitar tal acidente.
Também é verdade que são vários os casos em que o veículo se incendiou, após um choque e os condutores perderam a vida, não ficando provado que morreram das queimaduras, embora seja sempre levantada essa questão, por isso a empresa se apressou a ressalvar que o condutor deste Model S teve 4 minutos para sair da viatura.
Além disso, cada caso destes recebe uma atenção muito especial por parte quer das autoridades, quer da própria marca, sendo o veículo imediatamente recolhido para análise, porque a empresa sabe o valor da má publicidade numa altura em que carece a boa fama num segmento tão atacado pelos lobbys.
Este caso é mais um que cativou a atenção da marca, mas sobretudo deixou a empresa atenta porque sem sinais de acidente ou impacto do veículo, ter um incêndio espontâneo é caso estranho e digno de uma estreita e profunda análise.
O que pensa sobre este assunto?
Este artigo tem mais de um ano
Penso que os tesla accident sao muito divulgados porque voces gostam de clicks.
Ontem dizias que a terra era plana, hoje isto. Como é natural a terra não é plana e não existe uma questão de mais ou menos clicks. A questão é conhecer o produto, a marca, o impacto que certos conceitos têm no mercado. Hoje é esta a realidade mas daqui a uns anos será uma diferentes que foi influenciada por certos aspeto, a evolução é um desses aspetos. Não, a Terra não é plana.
Os jornais menores como este, dependem do trafego, este tipo de noticias atrai muitos utilizadores como eu e outros portanto n ha problema nenhum em admitir isso, no final de contas estamos aqui pelo conteudo Vitor M*
Menores como? É que o Pplware, graças aos milhões de utilizadores, não é menor, está entre os 10 maiores portais de informação nacional e dentro dos 7 mil maiores sites do mundo, isso que dizes é ficção, nós queremos boa informação porque temos todos os meses milhões de pessoas que nos visitam pela informação, não caçamos cliques, não sei se me fiz entender. 😉
Por acaso, até eu respondo a dizer que não é “jornal” menor.
Se o termo menor, quer dizer que tem menos acessos do que os que lhe estão à frente nas visitas, então está certo.
Se menor quer dizer que tem poucas visitas e que precisa de recorrer a notícias sensacionalistas para obter e a ganhar terreno no número de clicks, então está errado, se for dito nesse sentido.
O Pplware tem grande dimensão, não precisa de recorrer a esse tipo de estratégia. Se calhar, lá muito lá atrás, há mais de 10 anos até o possa ter feito (é normal, no início, lançar assim umas bombas sensacionalistas, não há media nenhuma que não o faça), mas há muitos anos que não precisa disso.
Mas como já referi, é informação importante para o consumidor. Dos veículos com motor a combustão já nós sabemos a frequência dos incêndios. Com esta nova tecnologia, é importante perceber como ela lida com a realidade do quotidiano.
Dumberdumber não é so aqui. No geral os media vivem um pouco da desgraça ou do dizer mal. Mas é com tudo. Tudo o que tenha um grande mediatismo ou fator de interesse para além do normal está sujeito a que ao minimo problema ele seja divulgado vezes sem conta. Faz parte da cultura de informar no presente século. Mesmo na televisão se reparares as primeiras 10 noticias são desgraças, crimes, acidentes.
Isto acontece em tudo o que tenha expressividade no mundo, ou que seja popular ou diferente com algum fator novidade. Neste caso a Tesla tem um pouco disso tudo e sendo a ”capa de revista” dos carros elétricos é normal quando não se admira o conceito querer-se mostrar os defeitos ou problemas que dá mesmo que seja em 1 em cada 10 mil carros (e nos carros de combustão acredita que se calhar é 1 em cada 100 que tem problemas graves de segurança). Não importará se a Tesla vende 100 carros por ano ou 10 milhoes num enorme exagero, basta 1 carro ter um problema e exploram-no ao máximo para se fazer passar a ideia que de um caso particular é um problema e defeito geral do modelo ou marca. O tema dos carros elétricos vai dominar os próximos anos e há muita gente ainda contra este tipo de veículo exatamente porque só lê desgraças e não vantagens.
Agora clicks, isso naturalmente gostam em todas as noticias, é disso que vive um blog e sabemos que as noticias sensionalistas ‘vendem mais’ que noticias positivas, porque acima de tudo nós leitores gostamos de ler a desgraça. Mais facilmente tu, eu, ou outro leitor abre uma noticia que diga ”acidente” ”problema” ”guerra” ”defeito” que uma noticia que diga ”premio” ”valor” ”sucesso”.
Até que existam outras marcas a massificar o carro elétrico e naturalmente sofrerem do que qualquer veiculo a combustão também sofre : defeitos e problemas, a tesla será a crucificada.
Quando as marcas de que se gosta também tiverem problemas, acredita que as noticias negativas sobre a ‘inovadora’ deixam de aparecer.
P.S. Era pelo menos as traduções de texto citado não serem pt-br mas pt-pt, fica a nota de reparo.
Olha olha a sacudir a água do capote 😀 nada disso, informar, dar a conhecer, é para consumo de todos e não dos que gostam só de desgraças, que é o que vende mais, basta ver que os canais que mais falam em desgraças são os que mais audiência têm, mas só vivem das desgraças, nós por cá não temos nada disso, damos a conhecer informação pura e dura sem desgraça alheia. Apenas os factos, o que aconteceu, onde falhou a tecnologia ou onde a tecnologia foi primordial. Se leres o artigo, está descrito que a empresa refere que tecnologia existente nas baterias impediu que o fogo alastrasse para outros módulos, referiu que os veículos têm algum tempo de reação, mas o que leste foi que o carro ardeu, foi que houve perigo de vida e isso é sintomático até nos comentários que referes, pois só falas no alarmismo. O que é apenas parte pequena da notícia. Estão em causa muito mais informações referentes à tecnologia. Essa é que é essa 😉
É uma nova tecnologia, por isso é importante que seja divulgado o que está a acontecer. É mais perigoso ou não?
Não se trata de clicks…Como referiu o Vítor M. “A questão é conhecer o produto, a marca, o impacto que certos conceitos têm no mercado”. Até é um serviço de informação ao consumidor.
Muito importante – mas é difícil obtermos estes dados – seria conhecermos os números em proporção, quantos incêndios espontâneos e sem acidente existem até agora em eléctricos e quantos existem nos de combustão.
Se os veículos eléctricos são mais perigosos? São…se exigires muito das baterias, tornam-se instáveis…sobreaquecem…etc…
Aposto que o dono deste Tesla puxou bem ali pelo “menino”.
Não vês incêndios com BMWs, Renaults e Nissans eléctricos porque é tudo carro de cidade e nunca vi nenhum a puxar um pouco mais pelo carro 😉 anda tudo como se fosse a passeio.
Tudo muito certo mas acho que algumas pessoas não percebem que o conceito de veículo mudou, mesmo que tenham uma aparência próxima do que conhecemos como “tradicional”. Não se pode comprar nem em número de carros que sofrem incêndios, os Tesla, assim como outros nível 2 e nível 3 de automação, são veículos com outro nível de fabrico, de segurança, de usabilidade e com isso trazem alterações profundas na forma como iremos usar este transporte. Simplesmente há ainda muitas áreas que são cinzentas e que têm de ser bem explicadas.
Que importa se um BMW, um Mercedes ou um Ferrari também tenham ardido, que importa se não têm nada a ver com os TESLA nada mesmo. É isso que as pessoas têm de conseguir fazer, separar o passado do futuro.
Compra um se os defendes tanto assim, ou já tens um e estás com medo…
Porque não apresentam dados de outros veículos que ardem diariamente?
Muito frequentemente vejo noticias de mercedes a arder, alguém viu alguma noticia aqui no pplware? Hoje por exemplo ardeu um em prado/braga.
Dou pequena ajuda: https://forum.motorguia.net/forum-geral/117381-mercedes-arder-saga-continua-mais-um-140.html
Porque não são elétricos e estão mais que identificadas as causas desses incêndios. Depois, estes carros “convencionais” nada têm a ver com os Tesla e outros que estão a aparecer no segmento dos elétricos nível 2 e 3 (http://bit.ly/2OP4fMP). O que importa nisto tudo é o controlo de todos os fatores onde a tecnologia está presente e este veículo não é um qualquer, ao comparar com os “convencionais” transformas os Tesla num qualquer e não é a realidade dos factos.
Mas isso é um erro comum ainda da sociedade atual porque olham para os Tesla e outros elétricos com novos níveis de autonomia e apenas vêem um carro… e não podiam estar mais errados.
Concordo parcialmente com o que diz, mas a comparação é legitima e não transforma o tesla num carro comum.
Aqui o que estamos a comparar são meios de alimentação e de propulsão e não níveis de automatismos, por isso baterias arder podem ser comparadas aos veículos de combustão.
Aqui o único fator é o preço e mesmo assim há carros caros a arder.
Porque é que há tantas noticias sobre isto, bem porque provavelmente as pessoas gostam de comentar e fazer ver o seu ponto de vista sobre os carros elétricos, desacreditando as noticias com factos.
Não criticando o artigo, apenas fazendo uma observação. A tradução de Br-PT é carro ou automóvel e não bólide.
Homem, isso foi há um mês…
Então assim até dás razão e fundamento a estas notícias. Dizem que os carros de combustão também ardem, certo?
Pronto, então estas notícias acabam por nos ajudar a perceber que os eléctricos também ardem…
Percebes a utilidade?
Mas nesses casos específicos (Mercedes) 80% deles são fraudes de seguros e não o defeito conhecido.
O tuga é muito à frente!!!
Por isso é que considero que o futuro está nas nanoflowcell (“Água Salada”).
Existe ainda muita falta de informação sobre os produtos da empresa. Até agora nenhum desses produtos foi sujeito a uma medição dos dados afirmados pela nanoflowcell por uma empresa independente, os dados emitidos pela nanoflowcell contradizem todos os estudos feitos em flow cells, bem como existe um desconhecimento cientifico como é que se pode produzir energia naquelas densidades usando flow cells. Não ajuda muito o caso quando a pessoa que disse que inventou a nanoflowcell é um cantor sem qualquer tipo de formação em engenharia ou ciência e a sua formação não foi obtida numa universidade acreditada, que significa que o seu diploma é falso. Também não ajuda nada quando este, anteriormente, foi julgado e dado como culpado de fraude por um novo tipo de painéis solares que não funcionavam. Eu cá lia tudo o que vêm desta empresa com um pitada de sal, pelo menos enquanto esta não fornecer a uma entidade independente o seu produto para teste.
venham elas e q façam baixar o preço dos carros em 10mil€ (valor atual das batt??!) ou mais…
o povo agradeçe
=D
Obviamente que é uma preocupação, até nem sei porque não se assume isso abertamente, ter uma fonte de energia com tanta voltagem debaixo dos pés poe qualquer um nervoso porque pode virar churrasco. Mais ainda quando muitos sistemas deixaram de ser mecânicos e passaram a ser elétricos como o de abertura de portas entre outros.
Já dizia o meu avô que nunca deixava a carroça porque andar num carro com um deposito de gasolina debaixo dos pés podia virar churrasco (como muitos já viraram), e a porta da carroça abria sempre. já agora nos modelos de abertura elétrica de portas existe sempre abertura mecânica também.
Tens mais energia acumulada com um depósito de gasolina nas tuas costas…
O elétrico não tem futuro. Continua a ser uma fantasia de difícil massificação. E vai continuar assim.
Dizes isso quando a venda dos eléctricos tem crescido bastante, bem como são cada vez mais os postos de carregamento. A massificação é difícil porque estamos a substituir uma tecnologia por outra que é totalmente incompatível. Mas com tempo vai lá.
Creio agora que terá sido isso que levou a que não se tivesse caminhado antes para esse sentido, sim…
Fabricantes de automóveis não tinham interesse, petrolíferas também não tinham. Mas com certeza apareceria um bilionário qualquer desligado desses grupos com a ideia de negócio (ideia não original), vendo oportunidade de negócio…O carro eléctrico já existe há muito tempo, embora com autonomia muito reduzida naqueles anos, mas que a empresa que fosse por esse caminho rapidamente aumentaria a autonomia. O Musk não é nenhum iluminado (é só aparência; no fundo, pegou no que o Tesla fez).
Prevejo que as dificuldades se agravem, pois desde o início já começaram. É verdade que no início podem existir dificuldades à massificação, isso não seria novo, mas a depleção de recursos é evidente no caso do carro eléctrico e as baterias nos telemóveis, por exemplo, não tiveram avanços significativos e não é que não tivessem tentado que os tivessem.
Tesla divulgou uma atualização dizendo que o incêndio na bateria foi “uma ocorrência extraordinariamente incomum”
Um comunicado para dizer o óbvio. Jacques de La Palice não diria melhor.
O declínio da Tesla já começou.
https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/automovel/detalhe/suv-electrico-da-mercedes-leva-accoes-da-tesla-para-minimos-de-maio