Fatores a ter em conta antes da compra de um disco externo
Hoje em dia grande parte dos backups são efetuados recorrendo a soluções baseadas na cloud, como o OneDrive, Dropbox, Google Drive, iCloud, entre muitos outros...
Contudo, em situações que a ligação à Internet é limitada ou como reforço de segurança, os discos externos revelam-se o melhor aliado das cópias de segurança mas também para armazenar ficheiros como complemento ao disco do próprio computador. Fique a conhecer os fatores que deve ter em conta aquando da compra de um disco externo!
Capacidade de armazenamento
O primeiro parâmetro a ter em conta num disco externo será obviamente a sua capacidade de armazenamento. Tipicamente, o mínimo são 120GB e o máximo que se encontra no mercado ronda os 10TB.
Como seria de esperar, a disparidade de preços entre diferentes capacidades é assinalável pelo que deve calcular aproximadamente o armazenamento necessário e usar esse valor como referência aproximada.
Velocidade de transferência
Juntamente com a capacidade de armazenamento, a velocidade de transferência é o fator mais importante na escolha de um disco externo. Contudo, no que toca à velocidade de transferência há vários parâmetros a ter em consideração. Não obstante, neste quesito - e em muitos outros que deve ter em conta aquando da compra de um disco externo - existirão, logo à partida, dois mundos bem distintos: SSD e HDD.
A primeira característica a analisar será então a tecnologia inerente ao próprio disco externo. As Drives SSD (Solid State Drive) são dispositivos de armazenamento capazes de oferecer velocidades de escrita e leitura extremamente superiores aos tradicionais discos rígidos mecânicos, os chamados HDD (Hard Disk Drive). Estes valores variam bastantes dependendo do fabricante, do modelo e do próprio disco em questão, mas em média um SDD externo consegue até 500MB/s em velocidade de leitura, ao passo que um HDD externo fica pelos 150MB/s nas mesmas condições.
Contudo, o preço de um SSD é igualmente superior ao de um HDD. Neste caso, a realização de um balanço entre orçamento, capacidade de armazenamento e velocidade de transferência é o que o utilizador deve fazer. Caso não precise de muita capacidade de armazenamento e tenha um orçamento que lhe permita adquirir um SSD, é a compra mais segura e rentável a fazer.
Para além das propriedades do próprio disco, o tipo de conexão entre o disco externo e o dispositivo terá igualmente influência na velocidade de transferência de ficheiros. Neste quesito, a equação é bastante mais simples, pois o próprio fabricante do disco ajusta a conexão ao desempenho do disco.
Conexões USB 3.0, USB 3.1, Thunderbolt e USB-C conseguem ligações com desempenho suficiente para praticamente todos os discos existentes. Deste modo, é por isso que a esmagadora maioria dos discos externos atuais contém conexões dos tipos referidos anteriormente.
Caso esteja à procura de um disco mais antigo e que ainda tenha ligações USB 2.0, eSATA ou FireWire, sugerimos que repense e analise bem as suas opções. É algo que muito provavelmente comprometerá o desempenho das transferências.
Fiabilidade e durabilidade
Tendo em conta o atual nível de evolução da tecnologia, isso refletiu-se também na qualidade de fabrico, fiabilidade e durabilidade dos discos externos. Hoje em dia podemos encontrar discos que resistem a condições incomuns, garantindo a integridade dos dados e o funcionamento da transferência dos mesmos.
Ora, os HDD neste parâmetro são bem mais sensíveis que os rivais SSD. Isto deve-se sobretudo à sua construção e aos elementos móveis que constituem os discos mecânicos. Choque, magnetismo e vibrações são condições que afetam o seu funcionamento e a sua performance.
Não obstante, um HDD em condições normais tem uma esperança média de vida teoricamente infinita, ao passo que um SSD possuí limitação de ciclos de escrita. Esse número de ciclos varia muito dependendo da tecnologia usada mas com certeza demorará vários anos até ser atingido.
Marca, garantia e suporte
Tal como em todos os produtos tecnológicos, também os discos externos estão sujeitos a sofrer avarias e ser necessário recorrer ao suporte pós-venda. Nestas situações, a marca do disco é o fator mais relevante, no que toca ao histórico de avarias mas principalmente no apoio ao consumidor e resolução do problema.
Segundo o habitual estudo da Backblaze, a Toshiba, WDC e HGST apresentam a taxa anual de falhas mais baixa.
Para além disso, o comprador deve ter em conta a longevidade da garantia do disco. Algumas marcas oferecem os obrigatórios dois anos, ao passo que algumas oferecem três ou até cinco anos! O período de garantia terá sempre um simbolismo de segurança e confiança no produto para o utilizador.
Tamanho e portabilidade
Sendo um dispositivo portátil e que acompanhará o utilizador, é importante ter em conta o seu tamanho e restantes propriedades físicas.
Num confronto entre discos externos SSD e HDD, os SSD são mais leves, mais pequenos e mais finos. Isto deve-se especialmente devido à constituição interna bastante diferente. O facto de os SSD não terem elementos móveis no seu interior faz com que sejam mais propícios a serem usados de forma mais descontraída e sem prejuízos.
Segurança
A segurança é outro fator com extrema relevância na compra de um disco externo, especialmente se forem armazenados ficheiros mais privados e sensíveis.
As marcas têm plena noção desta realidade e hoje em dia é usual encontrar discos com encriptação nativa 256-bit AES por hardware. Se privilegia a segurança, tenha especial atenção a este parâmetro aquando da compra do disco externo!
Para além de todos os fatores referidos anteriormente, o design do disco, a sua qualidade de construção e o software de produtividade embutido poderão ser características a considerar!
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Este artigo tem mais de um ano
Muito bom artigo 🙂
acrescentaria a resistência mecãnica. Um disco HDD basta uma queda de 50cm e com o disco desligado, para destruír completamente o disco (aconteceu comigo). Um SSD aguenta muitos G até ter os dados comprometidos. Para utilizar como cópia móvel, não abdico do SSD à anos, se for para um NAS é totalmente diferente, aí um HDD ainda faz todo o sentido.
Tinha um Toshiba de 1TB que me caiu ao removê-lo do pc e foi-se logo 🙁
Muito bom artigo. É por isto que gosto de vir cá pelo menos uma vez por dia 😀
Acho que o artigo tanto serve para discos externos como internos. O conceito é praticamente o mesmo.
Eu pessoalmente utilizo uma NAS, assim consigo aceder aos meus dados, onde quiser, sem ter de levar equipamento atrás. Naturalmente que utilizo HDD, para já uso o modelo RED da Western Digital e têm-se portado muito bem, e como em breve quero investir em um HDD de 10TB, irei optar novamente pelo modelo RED.
A vantagem da NAS, para mim, é também a poder utilizar como mediacenter totalmente automatizada.
Boas eu tenho uma synology, como posso obter boas velocidades de transferência de ficheiros numa rede externa como configurar? a minha ligação é vodafone fibra 200/200…Obrigado
Boas tiago.
A minha NAS também é da Synology. Depende muito do que pretendes fazer. Para mim, foi bastante complexo para o que quero. Por exemplo, tenho a NAS cá em casa, e posso aceder a filmes e series por uma box androidTV, com o kodi, na casa dos meus sogros.
A maior dificuldade foi meter todas as portas a funcionar entre o router da meo e a NAS. É muito difícil explicar por aqui todos os passos que fiz. o ideal será encontrares alguém minimamente entendido e curioso na matéria para indo explorando o assunto.
Mas podes fazer algo mais simples. Na NAS, vais ao painel de controlo, “Portal da aplicação” e configuras a parte onde diz “ativar alias personalizado” na aplicação “File station”. em principio podes aceder com o link http://oteuip/nomequeescolheste*
Um aspecto que foi omitido, muito importante, na minha opinião: o Precisar ou não de um transformador para ligar o disco ao dispositivo pretendido. De resto parece me bem!
“transformador”. Sem dúvida um “passo” importante.