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RGB MiniLED da Hisense: o que o distingue e como é a UR8S na prática?

2 Comentários

Nos últimos meses, o RGB MiniLED passou a aparecer em cada vez mais televisões premium. O problema é que nem todas as implementações de RGB MiniLED são iguais. Hoje, explicamos o que distingue a abordagem da Hisense e, no final, mostramos como isso se traduz na prática, com a UR8S de 55 polegadas.

Como a Hisense faz o RGB MiniLED

Como explicámos neste artigo, o RGB MiniLED deixa de filtrar uma luz branca ou azul e passa a gerar diretamente as cores vermelha, verde e azul. A questão é que existem várias formas de lá chegar.

Na abordagem da Hisense, cada ponto de luz da retroiluminação tem três díodos independentes: um vermelho, um verde e um azul. Cada um é controlado em separado, por isso a cor nasce logo na fonte, sem conversões pelo caminho.

Já em algumas soluções que também se anunciam como RGB, a luz continua a ser criada a partir de LEDs azuis (ou azuis e verdes) e depois convertida com quantum dots ou fósforo. Melhoram face ao MiniLED tradicional, mas parte da cor continua a depender dessa conversão.

Se recuperarmos a ideia da orquestra: na abordagem da Hisense, cada cor tem o seu instrumento. Nas soluções híbridas, um dos músicos tenta imitar o som dos outros.

Em março de 2026, a Consumer Technology Association (CTA) divulgou a definição oficial de televisores RGB LED, num processo em que a Hisense, enquanto membro, diz ter tido um papel ativo. A marca resume a sua posição na expressão “verdadeira RGB”: só os LEDs vermelhos, verdes e azuis independentes são RGB MiniLED a sério.

O que distingue o RGB MiniLED da Hisense

Ter LEDs RGB é apenas o ponto de partida. A Hisense tem apostado em três frentes:

  • Hardware pensado para a cor: chips RGB dedicados e um design ótico próprio, o Chromagic, que procura distribuir a luz de forma uniforme e controlar os halos à volta dos objetos mais brilhantes.
  • Um “cérebro” para a luz: o processador Hi-View AI Engine RGB analisa a imagem e ajusta luz e cor, zona a zona, em tempo real.
  • Evolução rápida e cada vez mais acessível: depois do primeiro modelo, em 2025, a marca já vai na segunda geração. No topo, a 116UXS acrescenta o ciano (RGB-MiniLED evo); nas séries UR9 e UR8, a tecnologia chega a ecrãs de 55 a 100 polegadas.

Claro que estes são argumentos da própria marca. O que interessa é saber se a diferença se vê no ecrã. E foi isso que fomos descobrir.

Da teoria à prática: tivemos a UR8S cá em casa

Felizmente, tivemos oportunidade de testar a UR8S de 55 polegadas, uma das séries da sua gama RGB MiniLED. Antes de entrarmos nas características, fica o unboxing:

Na caixa encontra a televisão, a base metálica, o comando (com entrada USB-C), o cabo de alimentação e os manuais.

Imagem e Ecrã

  • Tamanho do Ecrã: 55 polegadas (139 cm)
  • Resolução: Ultra HD 4K (3840 × 2160)
  • Tecnologia de Ecrã: RGB Mini LED com painel VA e 704 zonas de Local Dimming
  • Frequência de Atualização: Até 180 Hz em 4K
  • Brilho de Pico: Até 2500 nits
  • HDR: Dolby Vision IQ, Dolby Vision, HDR10+ e HLG
  • Ecrã Antirreflexo: Sim

Gaming

  • Modo de Jogo: Até 180 Hz nativos
  • HDMI: 4 portas HDMI 2.1 com suporte para VRR e ALLM
  • Input Lag: 7 ms em 4K a 120 Hz e 12 ms em 4K a 60 Hz
  • Taxa de Atualização em 2K: Até 330 Hz através de HSR

Som

  • Sistema de Som: 2.1.2 canais com subwoofer integrado
  • Potência de Áudio: 50 W
  • Tecnologias de Som: Dolby Atmos e DTS:X
  • Afinação de Áudio: TUNED BY DEVIALET

Smart TV e Conectividade

  • Sistema Operativo: VIDAA U9.5
  • Aplicações: Netflix, Prime Video, Disney+, YouTube, DAZN e SkyShowtime
  • Controlo por Voz: Sim, através do comando e da própria TV
  • Conectividade Sem Fios: Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.4
  • Partilha de Conteúdos: Apple AirPlay 2 e Anyview Cast
  • USB: 1 porta USB 2.0 e 1 porta USB 3.0

Dimensões, Eficiência Energética e Garantia

  • Dimensões com Base: 1226 × 263 × 774 mm
  • Dimensões sem Base: 1226 × 52 × 714 mm
  • Peso com Base: 18,2 kg
  • Montagem na Parede: Compatível com suporte VESA 400 × 400 mm
  • Classe de Eficiência Energética: E em SDR e G em HDR
  • Consumo de Energia: 64 kWh/1000 h em SDR e 130 kWh/1000 h em HDR
  • Garantia: 36 meses

Design: discreto e sem molduras

A frente em alumínio cinzento-carvão e as margens de apenas 1 mm nos lados e no topo deixam toda a atenção na imagem. Sem a base, a televisão tem 52 mm de espessura e, com ela, pesa 18,2 kg.

Imagem: pensada para salas com luz

É aqui que o RGB MiniLED faz a diferença. No papel, a UR8S combina 704 zonas de controlo de luz, um pico de brilho de até 2500 nits e cobertura de até 100% do espaço de cor BT.2020. Suporta ainda Dolby Vision, HDR10+, IMAX Enhanced e Filmmaker Mode.

Junta-se um ecrã antirreflexo, que ajuda em salas com muita luz natural, o cenário em que o brilho elevado do RGB MiniLED mais se nota. E notou-se. Num set de DJ ao pôr do sol, os laranjas eram quentes e cheios de brilho; já no ténis, o campo azul ganhou uma cor intensa e muito viva.

Jogos e funcionalidades

Para quem joga, há 180 Hz nativos e quatro entradas HDMI 2.1 com VRR até 4K a 180 Hz, com uma latência de 7 ms em 4K a 120 Hz. O sistema é o VIDAA, com as principais aplicações de streaming (Netflix, Prime Video, Disney+, DAZN, YouTube) e suporte para AirPlay 2. No som, tem um sistema 2.1.2 com Dolby Atmos e afinação Devialet.

Para quem faz sentido?

A UR8S mostra como o RGB MiniLED está a chegar a um formato mais acessível, sem abdicar do que o distingue: brilho elevado, cor generosa e bom desempenho em HDR. Faz sentido para quem tem uma sala luminosa e vê muito desporto, séries e filmes em HDR, ou joga. Para quem privilegia o cinema em ambientes escuros, o OLED continua a ser uma alternativa.

A UR8S de 55 polegadas está disponível em Portugal a partir de 899€ (FNAC).

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Comentários

2
  1. CU
    Culcilio

    Compre há dias uma de 65 é bastante boa mas quando há por exemplo legendas brancas em fundo preto vê-se que os limites do brancos são ultrapassados dando a sensação de olhos remelados, as OLED continuam a ser as melhores nisso, em termos de brilho estas tvs são um absurdo, bom para salas com muita luminosidade

  2. AL
    AlexS

    Isto será bom para tablets e portáteis em que a luz ambiente varia muito. Desde que as baterias aguentem.,,

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