MB WAY vai viajar consigo: nova rede abre caminho a pagamentos em 13 países europeus
Uma nova rede vai ligar o MB WAY a outras soluções europeias de pagamento. O objetivo é permitir que os utilizadores continuem a usar a aplicação habitual além-fronteiras, mas a expansão será feita por etapas.

Enviar dinheiro para alguém noutro país europeu através da aplicação que já se usa em Portugal: é essa a promessa da European Network for Payments (ENP), cuja criação foi anunciada a 30 de setembro.
A SIBS, responsável pelo MB WAY, integra a iniciativa com a Bancomat, a Bizum, a EPI/Wero e a Vipps MobilePay. Em conjunto, estas soluções têm cerca de 130 milhões de utilizadores em 13 países.
A mudança será feita nos bastidores. Em vez de exigir uma aplicação comum, o projeto pretende ligar os serviços existentes, preservando as respetivas marcas e experiências de utilização. Para o consumidor, a ambição é simples: continuar a usar a ferramenta que conhece, mesmo quando o dinheiro atravessa uma fronteira.
O que muda… e quando
A implementação começa pelas transferências entre particulares. Os pagamentos em lojas físicas e no comércio eletrónico surgirão depois. Por isso, a criação da rede não significa que o MB WAY passe imediatamente a ser aceite em todos os estabelecimentos dos países envolvidos. É o início de uma integração progressiva.

Segundo informações, a SIBS tinha apontado o final de 2026 como prazo para disponibilizar transferências para os 13 países.
A lista inclui:
- Portugal
- Espanha
- Itália
- França
- Alemanha
- Bélgica
- Países Baixos
- Luxemburgo
- Andorra
- Dinamarca
- Finlândia
- Noruega
- Suécia.
São 13 mercados, contando com Portugal, ou seja, mais 12 países para os utilizadores portugueses.
A ligação internacional já tem um antecedente: desde meados de 2025, os utilizadores do MB WAY podem enviar e receber dinheiro de utilizadores da Bizum, em Espanha, e da Bancomat, em Itália, através do número de telemóvel. A nova estrutura pretende alargar essa capacidade.
Uma infraestrutura comum para aplicações diferentes
Com sede em Madrid, a ENP ficará responsável pela plataforma que permitirá aos diferentes sistemas comunicar entre si. A estrutura dá continuidade ao memorando assinado pelos parceiros em fevereiro de 2026 e transforma esse compromisso numa entidade dedicada à operação e ao desenvolvimento da rede.
Os promotores apresentam o projeto como um passo para reforçar a autonomia europeia nos pagamentos. O seu sucesso junto dos consumidores dependerá, porém, de algo mais concreto: conseguir que enviar dinheiro ou pagar uma compra noutro país seja tão simples como fazê-lo em casa.
A criação da ENP estabelece a estrutura para essa mudança; a implementação e a adesão dos comerciantes determinarão até onde chega.

















