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Eletricidade e gás natural ficam mais caros a partir de hoje

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Segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), as tarifas reguladas de eletricidade e de gás natural sobem esta quinta-feira 2,7% e 6,4%, respetivamente.

A atualização das tarifas aplica-se ao mercado regulado, uma vez que no mercado liberalizado os preços cobrados variam consoante o comercializador e a oferta contratada por cada cliente. A ERSE divulgou simulações para diferentes perfis de consumo, que mostram aumentos mensais entre 0,91 e 2,70 euros.

Entretanto, os consumidores com tarifa social, tanto no mercado regulado como no mercado livre, beneficiam de um desconto de 31,2%.

Eletricidade: 779 mil clientes abrangidos

A nova tarifa de eletricidade deverá afetar 779 mil clientes do mercado regulado, número registado em junho, que representam aproximadamente 4,6% do consumo total de eletricidade.

De acordo com as simulações da ERSE:

  • Um casal sem filhos, com potência contratada de 3,45 kilovoltampere (kVA), passará a pagar uma fatura média mensal de 37,77 euros, mais 0,95 euros face a setembro.
  • Um casal com dois filhos e potência de 6,9 kVA terá uma fatura média mensal de 97,73 euros, o que representa um aumento de 2,70 euros.

A ERSE justifica a atualização com a subida dos custos de aquisição de eletricidade pelo Comercializador de Último Recurso (CUR), que ficaram acima do previsto para 2026.

Segundo o regulador, este desvio reflete a subida dos preços no mercado grossista de eletricidade ao longo do ano, evolução que atribui “em grande parte” aos efeitos da guerra entre o Irão e os Estados Unidos, que fez aumentar o preço do gás natural e, consequentemente, o da eletricidade.

Boca de fogão a gás

Gás natural: aumento de 6,4% para 431 mil clientes

As novas tarifas do gás natural abrangem cerca de 431 mil clientes que permanecem no mercado regulado e vigoram entre 1 de outubro de 2026 e 30 de setembro de 2027.

De acordo com as simulações da ERSE:

  • Um casal sem filhos, no primeiro escalão de consumo, passa a pagar uma fatura média mensal de 17,38 euros, mais 0,91 euros face a setembro;
  • Um casal com dois filhos, no segundo escalão de consumo, terá uma fatura média mensal de 32,53 euros, o que representa um aumento de 1,62 euros.

A ERSE estima ainda que cerca de 1,14 milhões de consumidores estejam no mercado liberalizado, onde os preços variam consoante o comercializador e a oferta contratada.

Comentários

7
  1. PO
    PoiZé

    Espectacular…

    https ://eco.sapo.pt/2026/09/08/parpublica-confirma-entrada-do-estado-na-ren/

    "e que o primeiro-ministro justificou com a necessidade de salvaguardar o interesse nacional e baixar o preço da energia"

    Diria até… brilhante ideia!

    Vamos dizer que é do interesse nacional e que será para baixar o preço da energia…

    Menos de um mês depois…. Vai subir

    bri-lhan-te!

    1. RE
      Realista

      Este tipo de coisas não é como estalar os dedos e já está.

    2. YF
      yuri Bezmenov – segunda fase

      Qual a ademiração? O Montenegro também dizia que era a altura ideal para baixar os impostos dos combústiveis.

    3. MÁ
      Mário

      Sais da SU Eletricidade e não tens aumentos… eu pago a 0.1350€ / KWh na edp.

      E perceber do mercado eletrico também ajuda… o facto do gás natural estar a marcar preço na energia elétrica nao ajuda a baixar o preço.

  2. CI
    CIéqueébom1

    Tudo a vender os Teslas. A mama acabou.

  3. EU
    Eu

    Não é a energia que ficou mais cara. É a moeda escolhida para a pagar que é errada.

  4. JO
    Joõa

    É o que dá o Irão querer transacionar o petróleo em Euros mais barato e quererem acompanhar o preço de mobilidade elétrica (graças aos elétricos 😛 ).

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