O lançamento do primeiro smartphone dobrável da Apple aproxima-se a passos largos e promete agitar o mercado. Apresentado no evento da marca, o iPhone Duo tem gerado enorme curiosidade pelas suas características e pela eliminação quase total do vinco no ecrã. Contudo, a gigante de Cupertino mantém um silêncio absoluto em relação a uma informação determinante para quem vai comprar o equipamento.

Trata-se de um dispositivo que atinge valores históricos, fixando-se nos 1.999 dólares (2400 euros em Portugal), o que faz dele o telemóvel mais caro de sempre da Apple. O grande dilema em torno do equipamento reside na ausência da tabela oficial de reparações fora de garantia, uma omissão que gera apreensão dado o cariz mais delicado dos painéis dobráveis.
Custos associados ao seguro oficial da marca
Para quem optar pela proteção adicional, a marca já revelou os valores aplicados através do plano AppleCare. A substituição do ecrã dobrável interior terá uma franquia de 100 dólares (aproximadamente 92 euros), enquanto a proteção contra perda ou roubo ascende aos 149 dólares (cerca de 137 euros). Esta modalidade pretende mitigar os receios associados à fragilidade inerente aos painéis dobráveis e ao mecanismo de dobradiça.
O cenário torna-se muito mais cinzento para quem decidir não subscrever esta garantia adicional. Historicamente, os arranjos fora de cobertura nos topos de gama da tecnológica implicam valores muito pesados, o que deixa antever despesas exorbitantes caso ocorra algum imprevisto técnico ou queda acidental com o novo modelo.

Reparações fora de garantia no iPhone Duo
Basta analisar a tabela dos modelos convencionais para perceber a dimensão do problema. No caso do iPhone 18 Pro Max, trocar a bateria fora da cobertura custa 129 dólares (149 euros em Portugal), enquanto a reparação de outros danos atinge os 899 dólares (1059 euros em Portugal). Perante a complexidade acrescida da engenharia do modelo dobrável, vários analistas estimam que reparar o ecrã interno ou a estrutura mecânica sem seguro possa ultrapassar facilmente os 1.000 dólares (cerca de 918 euros).
Este valor hipotético representa cerca de metade do preço total do próprio telefone, colocando o utilizador numa posição delicada. No panorama da concorrência direta, arranjar o painel interior de modelos como o Xiaomi 18 Fold, vendido a nível internacional por cerca de 1.639 dólares (cerca de 1.505 euros), custa sensivelmente 536 dólares (cerca de 492 euros), o que demonstra os custos elevados inerentes a este formato.
Especialistas do setor apontam que a ausência deliberada destes números poderá servir para pressionar os consumidores a aderirem ao serviço de garantia alargada, reforçando as receitas na divisão de serviços da marca. Resta aguardar pelo início oficial das pré-reservas, a 16 de outubro, para que a empresa clarifique de vez quanto custará consertar o seu dispositivo mais ambicioso.

















