GNR alerta para nova burla que usa fotografias falsas de pessoas desaparecidas
A Guarda Nacional Republicana (GNR) divulgou um alerta nas redes sociais sobre um modus operandi que tem vindo a ser identificado em Portugal e que visa familiares e amigos de pessoas desaparecidas, explorando a angústia gerada pela situação para tentar obter dinheiro através de burla.

De acordo com a GNR, os suspeitos contactam familiares ou amigos de pessoas desaparecidas depois de estes recorrerem às redes sociais ou a outros meios públicos para divulgar o caso. A partir da informação tornada pública, como fotografias, características físicas, circunstâncias do desaparecimento ou contactos, os burlões constroem uma narrativa, na qual podem:
- Afirmar ter informações sobre o paradeiro da pessoa desaparecida;
- Fazer-se passar por ela;
- Apresentar imagens que aparentam demonstrar que esta se encontra viva, mas ferida e em local isolado, sem cuidados médicos.
A GNR sublinha que estas fotografias podem ser produzidas ou manipuladas através de Inteligência Artificial, tornando o engano ainda mais difícil de detetar a olho nu.
Depois, o contacto tende a evoluir para pedidos de dinheiro ou ameaças, podendo mesmo chegar à criação de um falso cenário de rapto ou sequestro, para pressionar a vítima a pagar.
O que fazer em caso de contacto
A GNR deixa um conjunto de recomendações para quem, sendo familiar ou amigo de uma pessoa desaparecida, for contactado com este tipo de informação:
- Não tente investigar ou confirmar a informação por iniciativa própria;
- Não efetue qualquer tipo de pagamento;
- Não forneça novos dados pessoais ou informações sobre a família.
É igualmente importante guardar todas as mensagens, fotografias, números de telefone ou perfis utilizados no contacto, uma vez que esse material pode ser essencial para a investigação. Por fim, a GNR apela a que as autoridades sejam contactadas de imediato, com a transmissão de toda a informação recebida.
Divulgar continua a ser importante
Apesar do risco identificado, a GNR reforça que a divulgação pública de um desaparecimento continua a ser fundamental para aumentar a possibilidade de localizar a pessoa. No entanto, pede que se tenha em conta que qualquer informação recebida posteriormente, por essa via, pode ser falsa.

















