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PJ alvo de buscas por suspeitas relacionadas com caso Rui Pinto

6 Comentários

O Ministério Público está esta quarta-feira a realizar buscas nas instalações da Polícia Judiciária, numa operação relacionada com uma denúncia que envolve o diretor Carlos Cabreiro.

Rui Pinto

As diligências decorrem na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAT) da PJ e estarão relacionadas com uma investigação a alegadas escutas ilegais no âmbito do processo que envolveu o hacker Rui Pinto, segundo informação avançada pelo Expresso e, entretanto, divulgada por outros órgãos de comunicação social.

A operação judicial surge na sequência de uma denúncia contra Carlos Cabreiro, estando em causa a eventual utilização ilegal de escutas no contexto daquele processo.

Para já, são ainda escassos os detalhes sobre a investigação e sobre os elementos que estarão a ser procurados durante as buscas. O Ministério Público não divulgou, até ao momento, informação detalhada sobre as diligências.

O caso permanece em investigação e poderão surgir novos desenvolvimentos nas próximas horas.

Comentários

6
  1. FI
    Figueiredo

    A utilização ilegal de escutas por parte das polícias tem estado em evidência na opinião pública e na comunicação social pelo facto dessa prática ter atingido um cidadão mediático como o pirata informático Rui Pinto, no entanto importa esclarecer o seguinte, qualquer pessoa ou grupos de pessoas envolvidos com partidos políticos, sindicatos, ou com a maçonaria e outras sociedades secretas (jesuítas, opus dei, etc.) se pretenderem prejudicar um cidadão(ã) por inveja ou simplesmente por ser incómodo tem acesso a meios de gravação de conversas sem autorização judicial, tem acesso indevido ao tráfego da Internet do cidadão(ã) que pretendem prejudicar e vigiar através das operadoras, e outros meios ou técnicas policiais para o prejudicar e vigiar de forma ilegal.

    Tudo isto acontece com total impunidade e ausência de controlo.

    1. MI
      Mike

      É verdade.

  2. MA
    Max

    Bem, creio que não se encontra a história mais bem contada do que no link. Em resumo:

    1. Carlos Cabreiro, então Diretor da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ (e atual Diretor Nacional), terá ordenado uma escuta de um encontro do advogado de Rui Pinto com um representante da Doyer. A escuta tinha sido proibida pelo Ministério Público. Negou que tivesse autorizado.
    2. Um ex-Coordenador de uma unidade da PJ (UPAT), entretanto transferido para a escola da PJ, fez uma denúncia ao Ministério Público em como tinha encontrado documentos comprovativos do contrário.
    3. Isto envolve também declarações dos membros da equipa que fez a investigação.

    E é isto – o Ministério Público está a investigar o assunto da escuta ao advogado de Rui Pinto quando se encontrou com o representante da Doyer.

    Não me custa a crer que haja assuntos mais importantes para investigar, mas, de facto, as suspeições sobre responsáveis da PJ devem ser investigadas. Senão tornam-se no lamaçal para onde querem descambar as questões do ministro Luis Neves.

    https ://executivedigest.sapo.pt/mp-faz-buscas-dentro-da-policia-judiciaria-apos-denuncia-contra-diretor-nacional-carlos-cabreiro/?utm_source=gemini

  3. BV
    B@rão Vermelho

    Então este não era o benfeitor que se regia pela verdade e afinal exigia dinheiro para não abrir o bico?

    Nas escutas ficou provado que eles os Pintos exigiram dinheiro à outra parte.

    1. MA
      Max

      Os dois Pintos foram condenados com pena suspensa. Rui (hacker) a 4 anos e Anibal (advogado) a 2 anos. Aníbal foi foi acusado de um único crime, precisamente o caso Doyer. Sem a referida escuta dificilmente teria sido condenado. Mas, quanto à substância, o conteúdo da escuta, Aníbal alegou que só estava a representar Rui, que não conhecia a origem dos dados e que apenas estava a transmitir uma proposta do cliente sem conhecer os detalhes. Os juízes não acreditaram que não estivesse envolvido.

  4. MI
    Miguel

    Aquilo que dá a antender dos Pintos, e associados, é que eles trabalhavam para interesses estrangeiros, com o fim de oferecer informação previligiada, que depois dariam vantagem a esses grupos, quando estivessem a concorrer com Empresas Portuguesas.

    Quem diz empresas, diz figuras do estado, tribunais,, concursos publicos,etc.

    Mas isto é o que me parece a mim, quando sirgiu a noticia que os Pintos estavam envolvidos com a Interpol.

    Eu fiquei chocado, com tamanho abuso, porque a interpol não deve operar dessa forma em Portugal, deve isso sim, contactar as autoridades.

    Porque pelo que parece, trata-se de cadeias de crime organizado internacional.

    Pelos vistos o Pinto vendia informação, que roubava, e que nem sequer podiam estar na posse dela, porque é pertença dos visados.

    Ou seja traduzindo para miudos, a mim parece-me que ele era um Mercenário, além de ser um traidor a Pátria.

    Mas isto é a minha opinião, eu nem estou por dentro do caso, so sei coisas que se falaram na Tv, alguns pontos na altura.

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