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França recua na recolha de garrafas de plástico! Portugal aposta no sistema Volta

38 Comentários

O Governo francês decidiu abandonar, pelo menos para já, a ideia de tornar obrigatória a consignação das garrafas de plástico em todo o território. A decisão surge depois de meses de contestação por parte das autarquias, que alertavam para os impactos financeiros e operacionais que uma mudança deste tipo poderia provocar nos atuais sistemas de recolha e reciclagem.

França recua na recolha de garrafas de plástico! Portugal aposta no sistema Volta

Por que razão França recuou?

As autarquias francesas argumentaram que uma aplicação uniforme da consignação poderia prejudicar os sistemas de recolha seletiva já existentes.

Muitas comunidades investiram nos últimos anos em infraestruturas de triagem e reciclagem. A retirada das garrafas PET desses circuitos, para passarem a ser recolhidas diretamente através de máquinas em supermercados, poderia retirar uma das frações mais valorizáveis dos resíduos e colocar pressão financeira sobre os sistemas municipais.

Existe também uma questão ambiental: os críticos defendem que a consignação deve ser acompanhada por medidas que reduzam efetivamente o consumo de plástico descartável, e não apenas melhorar a recolha depois de a embalagem ser utilizada.

Assim, Paris optou por uma solução territorializada, permitindo que sejam as próprias comunidades a decidir se querem implementar a consignação.

O Governo reconhece que existem diferenças significativas entre regiões: algumas intercomunalidades conseguem recolher cerca de 77% das garrafas de plástico, enquanto outras ficam abaixo dos 35%.

França recua na recolha de garrafas de plástico! Portugal aposta no sistema Volta

A discussão francesa mostra que a consignação não é apenas uma questão de instalar máquinas nos supermercados.

É necessário definir quem suporta os custos, quem fica com o valor dos materiais recolhidos, como são financiados os sistemas municipais de resíduos e de que forma o novo circuito se articula com a recolha seletiva existente.

Portugal faz precisamente o contrário

A situação portuguesa é bastante diferente. Portugal colocou em funcionamento, a 10 de abril de 2026, o sistema Volta, o Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) para embalagens de bebidas de uso único.

O funcionamento é simples: quando o consumidor compra uma bebida abrangida pelo sistema, paga um depósito de 10 cêntimos. Depois de consumir a bebida, pode entregar a embalagem num ponto de recolha Volta e recuperar esse valor.

O sistema abrange garrafas de plástico PET e latas de metal, até três litros. As embalagens de vidro ficam fora deste mecanismo.

França recua na recolha de garrafas de plástico! Portugal aposta no sistema Volta

Para receber o reembolso, a embalagem deve ser devolvida vazia, intacta, completa e com o código de barras legível. As embalagens abrangidas estão identificadas com o símbolo Volta.

A grande questão agora será perceber se este modelo consegue efetivamente aumentar as taxas de recolha sem criar uma utilização excessiva de recursos, custos adicionais para a cadeia de distribuição ou confusão entre os diferentes sistemas de reciclagem.

 

Leia também:

Volta chegou agora a Portugal. Saiba que países europeus usam o sistema há décadas

Comentários

38
  1. LS
    LS

    Portugal na vanguarda!
    Daquilo que ninguém quer saber

    1. RO
      Rodrigo

      Ja toda a europa faz isto da volta ha anos lol, ate na romenia ja ha mais de 2 anos que se faz e ninguem reclama.

      1. LS
        LS

        Na Alemanha o salario minimo ultrapassa os 2k, aqui nem chega a 1k
        Isso não se faz cá…

        Cada caso é um caso.
        Isto é a Europa no seu melhor – não sabem educar as pessoas, metem processos e burocracias

        1. AC
          Acelaa

          E o que tem isto a ver com os salários? Recebes o dinheiro de volta, só sabem reclamar…

      2. BA
        barf

        Porque não fizeram contas. A França fez. Além de que, pelo que sugere o artigo, já tem uma infraestrutura instalada. Ou seja, já fizeram o trabalho de casa e adaptaram.
        Nós como não fizemos comemos o que nos derem, seja bom ou mau.

        1. GO
          Gonçalo

          Diz la o que difere a nossa infraestrutura em relação aos outros que o fazem

  2. JP
    J. Pires

    No futuro o preço dos serviços de recolha e recliclagem de lixo na conta da água vai disparar porque deixaram de ter receitas dos produtos reclicláveis.

  3. YA
    Yamahia

    Realmente não faz sentido ter um ecoponto amarelo à porta e, por causa de meia dúzia de garrafas e latas, ter de ligar o carro e percorrer dezenas de quilómetros para encontrar um ponto de recolha automático que gasta eletricidade e outros recursos. Pior ainda é encontrá-lo fora de serviço e ter de percorrer mais quilómetros para depositar noutra máquina automática, se estiver operacional. Se estiver a funcionar, apanham-se bichas maiores do que a bicha para o pão no tempo da guerra ou da AIMA. Caso contrário, volta-se para casa e fica-se com a sensação de ter andado a passear o lixo, que vai continuar a ocupar um espaço precioso em casa. Espaço esse que já ronda os 4000 euros o metro quadrado. Não é ambientalmente sustentável e não é bom para a sanidade mental das pessoas.
    E, no fim, fica aquela convicção de que isto não é pelo ambiente, mas sim para servir mais meia dúzia de interesses instalados. Paro ambiente temos lá o ecoponto à porta e dá para ir a pé.

    1. RO
      Rodrigo

      Mas podes continuar a deixar no ecoponto amarelo, ninguem diz que nao. Agora nao so ajudas o ambiente como também os sem abrigo. Todos ganham

      1. LS
        LS

        Todos menos nós, nós perdemos sempre

    2. RE
      Realista

      Como fazes 1000km por dia, já tens que sair para abastecer o carro na mesma ou agora estás a dizer que não sais?

      1. YA
        Yamahia

        Qd saio não é para aturar e perder tempo com bichas

        1. RE
          Realista

          Já entendi que abasteces na garagem para não perderes tempo com bichas…

          1. YA
            Yamahia

            Não sei do q falas. Não apanho bichas. Ainda no passado Domingo fui reverter um vale de 20€, não porque ia aumentar, mas sim para não perder o valor e foi chegar e andar.

          2. MP
            Mauro P.

            Nunca facilitar. Nunca apanhas bixas, mas se andares sempre com pressa e desatento, elas podem apanhar-te a ti. ^.^

    3. EU
      Eu

      Exacto! E nada disso é feito em favor do ambiente.
      Sempre afirmei isso desde o início deste Volta.
      O Volta só serve para os chicos espertos do sistema ganharem dinheiro à custa do Zé.
      Ora instalam máquinas importadas, em que certos senhores ganham no negócio de aquisição destes equipamentos. Ora geram mais negócio com a manutenção destes equipamentos.
      Onde está o interesse pelo ambiente com o gasto de energia extra com o trabalho inútil feito por estas máquinas?
      O único interesse foi sempre o negócio.
      Por isso as máquinas Volta estão colocadas nos supermercados, para provocar maior consumismo.
      Até a devolução da taxa foi feita de modo a fomentar mais vendas nos supermercados.
      Onde é que o consumismo é favorável a ter melhor ambiente e preservar os recursos?
      Quando dizem: “Sempre podes colocar tudo no ecoponto”, então e quem me devolve o dinheiro cobrado à cabeça sem eu ter pedido nada disto?
      Porque não obrigam a indústria a melhorar o tipo de materiais usados nas embalagens e a evitar o uso excessivo de plásticos? Esse é que é o ponto de partida na melhoria do ambiente.
      Não é cobrar ainda mais ao consumidor que não tem outra opção de escolha!
      Dêem mais opções aos consumidores e verão o que acontece.
      Por mim, com esta taxa do Volta, deixei de comprar tudo o que tem esse símbolo.
      Se todos fizerem o mesmo, pode ser que a indústria acorde, depois de ter o prejuízo com um enorme stock desses produtos empatado nos armazéns sem os conseguirem vender!
      E, o Volta ao não ter adeptos, também pode ser que Voltem para onde vieram 😀

  4. FI
    Filipe

    O que não for “volta”, vai directamente para o contentor do lixo. Antes, o plástico todo e latas ia para a reciclagem dos plásticos/metal. Para quê o trabalho todo a separar se ainda tenho de acumular “voltas” em casa? Ainda há o stress de aguardar a fila nas máquinas “volta” com aqueles dos cafés e restaurantes com sacos pretos enormes cheios de “voltas”. Ainda por cima não dão o dinheiro, dão um vale para gastar no estabelecimento onde se encontra a máquina dos voltas… com validade.

  5. RI
    Ricardo

    Este sistema é tão ridículo, obriga uma pessoa a gastar mais 10 centimos, guardar uma quantas garrafas e só quando for às compras é que as leva, porque resto não compensa. É só mais lixo para termos em casa…

    Para além disso está a tornar as cidades mais sujas, assim se vê Lisboa, que com isto vão ao lixo revoltam aquilo tudo e o lixo fica no chão, em vez de se implementar um sistema que fosse mais prático e menos dispendioso para os cidadãos, fazem o oposto.

    1. RO
      Rodrigo

      Oh ricardinho compra garrafas de vidro e ja não tens esse problema. Plastico e so para patos que gostam de beber microplasticos. Eu so compro garrafas de vidro!

    2. AC
      Acelaa

      Uii tão ridículo… A tua vida deve ser mesmo triste, como é que este sistema está a tornar as cidades mais sujas? Na Alemanha ainda não vi alguém revoltar o lixo so porque encontro uma garrafa, Portugal vai continuar a ser pobre por causa desta mentalidade como a tua, não querem ir para frente, mas para trás.

  6. MI
    Muito mais que isso.

    Em Portugal, vivemos frequentemente com a pressão de tentar ultrapassar os outros pela ‘esperteza’. Contudo, importa distinguir as coisas: a esperteza não deve ser confundida com a inteligência.

    1. RO
      Rodrigo

      Tu a mudar de nick todos os dias demonstras isso mesmo, esperteza e pouca inteligência

      1. MI
        Muito mais que isso.

        Rodrigo. Deves estar mesmo a fazer confusão. Utilizo sempre este nome e isso, por si só, diz muito sobre a tua precisão. Mas já que te consideras tão inteligente — com um QI a roçar os 150 —, diz-me lá: que outros nomes achas que estão associados a mim? Quero mesmo rir-me um bocado. Normalmente nem perco tempo com conversas deste nível, até porque prefiro manter-me longe de certas ‘linhas de raciocínio’, mas força, diverte-me lá!

      2. PE
        Pedro

        O Rodrigo que ontem era Zé julga os outros por si próprio.

  7. RO
    RootAccess

    França recua na consignação das garrafas porque, imagine-se, alguém teve a ideia absurda de perguntar quanto vai custar, quem vai pagar, o que acontece aos sistemas que já existem e se isto faz realmente sentido.

    Portugal não tem desses problemas.

    Portugal vê uma máquina, mete-lhe um nome moderno — Volta — acrescenta 10 cêntimos à conta do cidadão e está feito. Somos novamente pioneiros em qualquer coisa. Ainda não sabemos exatamente em quê, mas somos.

    O português compra uma garrafa, paga mais 10 cêntimos, bebe, guarda a garrafa, leva-a de volta ao supermercado, mete-a na máquina e recebe… os mesmos 10 cêntimos.

    Uma verdadeira revolução económica.

    Basicamente, conseguiram transformar o ato de devolver uma garrafa num produto financeiro de alto risco: investimento de 10 cêntimos com retorno condicionado à integridade da garrafa, ao código de barras, à boa vontade da máquina e, presumivelmente, à conjugação dos astros.

    E claro que isto vai reduzir o plástico!!!

    Porque nada combate melhor o consumo de plástico do que criar um sistema para recolher o plástico depois de consumirmos o produto.

    É brilhante. Talvez não. Alguma coisa me escapa, mas deve ser de mim…

    Em França, as autarquias dizem: “Temos sistemas de recolha instalados, investimos milhões neles e talvez seja melhor perceber o impacto antes de desmontar uma parte do sistema.”

    Em Portugal: “Temos um sistema de recolha? Excelente. Agora vamos criar outro.” Para quê e porquê? “Porque eu inventei um esquema milionário para encher os bolsos, com risco zero”.

    É aquela velha competência nacional: em vez de simplificar, duplicamos. Em vez de corrigir, acrescentamos. Em vez de avaliar, inauguramos. Em vez de criarmos valor, roubamos.

    E depois fazemos uma campanha publicitária a explicar ao cidadão que, para salvar o planeta, precisa de aprender onde fica a máquina, quais as embalagens elegíveis, quais as condições de devolução e porque é que aquela garrafa perfeitamente reciclável afinal não pode entrar.

    Mas há uma vantagem: finalmente conseguimos dar uma utilidade às filas nos supermercados.

    Porque se há coisa que Portugal sabe fazer com excelência é criar um sistema simples e transformá-lo numa experiência de merda.

    França recua para estudar melhor o assunto. Portugal avança. Porque por cá há uma regra sagrada: “Se ainda não sabemos se funciona, é precisamente nessa altura que devemos implementá-lo para ficarmos a saber”.

    Depois, se der problemas, fazemos um estudo. Uma investigação. Um “comichão” de inquérito.

    1. EU
      Eu

      😀
      Tal e qual!
      Portugal no seu melhor, a piorar sempre o que já estava mal.
      E, a destruir aquilo que ainda servia para alguma coisa.

    2. ZÉ
      Zé

      Calma que ainda não fica por aqui. Ao retirar o PET e Alumínio das empresas municipais de reciclagem alguém vai ter de compensar essa falta, talvez na fatura da água…

  8. JO
    Jonas

    O saco grande do Volta ocupa cá em casa cerca de 0.25m2. Pago cerca de 18€ de renda por m2. Usar o Volta custa-me no mínimo 4.5€ por mês. Quem cobre esse custo?

  9. RI
    Ricardo

    Eu não tenho problema nenhum com isso! Só acho que o sistema é ridículo e mal montado.

  10. OF
    Osvaldo Fernandes

    Recebem matéria prima de borla sem terem de chafurdar o lixo…querem mais o q? Criem centros de reciclagem que paguem ao Kg a matéria prima que recebem e façam um verdadeiro trabalho ecológico sem eco-tretas.

  11. FI
    Filipe

    O verdadeiro negócio do século.

  12. UT
    utherzzao3

    França é que é esperta!
    O Sistema Volta serve apenas para encher os bolsos de meia dúzia de empresas! O Zé Povinho pensa que está a reciclar mas 40% do que entra na máquina vai para o lixo normal.

    1. EU
      Eu

      Ainda há dias apareceram sacos Volta etiquetados e atirados para um monte de lixo comum!

      1. YA
        Yamahia

        Em nome do ambiente. Ámen!!!

      2. RU
        Rui

        Onde é que isso está?

  13. GR
    Grunho

    Eles fazem as contas aos triliões de dez cêntimos que não vão ter de devolver e isso dá uma soma astronómica. Quanto ao plástico das garrafas devolvidas, resolve-se como sempre se resolveu: você separa, nós juntamos tudo e chegamos-lhe o fogo. Não tem nada que saber.

  14. SA
    Saiyajin

    falta saber quanto plastico “sem ser as garrafas Volta” deixou de ser colocado no ecoponto depois da implementação

    1. GR
      Grunho

      De uma maneira ou de outra tem um fim igual: juntam o plástico todo e chegam-lhe o fogo. E quem não gosta tem bom remédio: não faz compras ou só compra coisas sem embalagem plástica.

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