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Impressão 3D cria barco de 9 metros em apenas quatro dias capaz de atingir 74 km/h

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A impressão 3D há muito que deixou de servir apenas para criar pequenos objetos. A Universidade do Maine, nos Estados Unidos, acaba de demonstrá-lo com o 3Dirigo X, um barco de alto desempenho com mais de nove metros de comprimento.

Imagem barco feito com Impressão 3D

Além de ter sido produzido através de impressão 3D de grande escala, este barco foi concebido para enfrentar condições marítimas exigentes e alcançar velocidades próximas dos 40 nós, cerca de 74 km/h.

Impressão 3D está 25 vezes mais rápida

O 3Dirigo X foi desenvolvido pelo Centro de Estruturas Avançadas e Compósitos da Universidade do Maine. Um dos números mais impressionantes do projeto está na velocidade de produção.

Quando os investigadores começaram a trabalhar nesta tecnologia, conseguiam depositar aproximadamente 9 kg de material por hora. Atualmente, o sistema processa cerca de 227 kg por hora, o que representa um aumento de 25 vezes.

A universidade pretende ir ainda mais longe. Na futura Factory of the Future, instalada num novo espaço com aproximadamente 5100 metros quadrados, a velocidade de impressão deverá chegar aos 454 kg por hora.

Imagem baico feito através de Impressão 3D
O casco é produzido com um material compósito termoplástico. A Universidade do Maine tem utilizado polímeros reforçados com fibras de madeira/celulose neste tipo de impressão 3D. Neste novo protótipo, contudo, a composição exata e a percentagem de fibras não foram divulgadas.

Barcos produzidos sem moldes tradicionais

A impressão 3D permite fabricar cascos e componentes diretamente a partir de modelos digitais. Isto reduz a dependência de moldes especializados, que são caros, demorados e normalmente construídos para um desenho específico.

Com esta abordagem, os engenheiros podem alterar rapidamente o formato ou as características de uma embarcação e utilizar o mesmo equipamento para produzir diferentes modelos.

A tecnologia poderá ser aplicada em:

  • Barcos de patrulha;
  • Embarcações autónomas;
  • Plataformas marítimas equipadas com sensores;
  • Veículos logísticos;
  • Componentes e peças de substituição;
  • Embarcações adaptadas a missões comerciais ou militares.

Não é o primeiro barco impresso pela universidade

O novo modelo sucede ao 3Dirigo, apresentado em 2019. Esse barco tinha 7,6 metros de comprimento, pesava cerca de 2268 kg e foi impresso em apenas 72 horas.

O projeto conquistou três recordes do Guinness, incluindo o de maior barco produzido por impressão 3D e o de maior objeto sólido impresso com esta tecnologia.

Contudo, o 3Dirigo X representa um passo mais ambicioso. Ao contrário do primeiro protótipo, foi desenvolvido para velocidades elevadas e para suportar as forças encontradas em mar aberto.

O verdadeiro teste será feito no Atlântico

Apesar da demonstração bem-sucedida, o trabalho ainda não terminou. O barco terá agora de ser testado em condições reais para avaliar a sua resistência, durabilidade e comportamento ao longo do tempo.

A Universidade do Maine esclarece que o objetivo não é substituir os estaleiros nem os trabalhadores especializados. A intenção passa por oferecer à indústria naval uma ferramenta adicional para acelerar o desenvolvimento, reduzir os custos associados aos moldes e produzir embarcações mais personalizadas.

A impressão 3D poderá, assim, tornar-se uma parte importante do futuro da construção naval, sobretudo quando é necessário passar rapidamente de um desenho digital para uma embarcação funcional.

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  1. Avatar de Think
    Think

    Nenhuma informação sobre o material do casco, pela forma de impressão parece plástico

    1. Avatar de Vítor M.

      O casco é produzido com um material compósito termoplástico. A Universidade do Maine tem utilizado polímeros reforçados com fibras de madeira/celulose neste tipo de impressão 3D. Neste novo protótipo, contudo, a composição exata e a percentagem de fibras não foram divulgadas.

  2. Avatar de utherzzao3
    utherzzao3

    O Titanic também era bom.

    1. Avatar de Zé Fonseca A.
      Zé Fonseca A.

      Era? Ja ficou provado que o motivo da quebra do casco foi a fuselagem de baixa qualidade nas juntas, acelerado por falta de materiais na altura que iriam atrasar a produção..
      O titanic de bom só tinha o luxo, o tamanho e o marketing.

  3. Avatar de Zé Fonseca A.
    Zé Fonseca A.

    Muito fixe, os colombianos precisam de uma coisa destas para fazer uns submarinos

  4. Avatar de Rui Romano
    Rui Romano

    Come and test it in azores. I can be the skipper.