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Made in Portugal: Guimarães cria alternativa ao aço para a construção civil

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Um material desenvolvido em Guimarães quer mudar a forma como algumas estruturas de betão são reforçadas. Uma empresa criou um varão compósito de fibra de vidro que pesa quatro a cinco vezes menos do que o aço e apresenta elevada resistência à corrosão, características que podem trazer vantagens em ambientes exigentes.

Alternativa ao aço para a construção civil da The Light Rebar Company, sediada em Guimarães.

À primeira vista, o varão compósito cumpre a mesma função dos tradicionais varões de aço utilizados no reforço do betão. A grande diferença está no material.

O produto da empresa de Guimarães é um GFRP, ou polímero reforçado com fibra de vidro, composto por um núcleo de fibra de vidro impregnado com uma matriz de epóxi.

Segundo a The Light Rebar Company, o varão é quatro a cinco vezes mais leve do que o aço, permitindo facilitar o transporte e o manuseamento em obra.

A solução apresenta também imunidade à oxidação e resistência a agressões químicas, tornando-a adequada para ambientes onde a corrosão é um problema. Além disso, pode contribuir para reduzir intervenções de manutenção, reparação e substituição ao longo da vida das estruturas.

Alternativa ao aço para a construção civil da The Light Rebar Company, sediada em Guimarães.

O material assegura baixa condutividade térmica e elevada compatibilidade eletromagnética, sendo não magnético. A empresa indica uma durabilidade estimada superior a 80 anos e um ciclo de vida três a quatro vezes superior ao do aço.

De acordo com a empresa, destacando o peso da sua solução, o transporte pode ser reduzido quatro a cinco vezes e o material pode ser manuseado manualmente, dispensando maquinaria pesada em determinadas situações.

De ressalvar que o GFRP não é uma cópia mais leve do aço, apresentando propriedades mecânicas diferentes, incluindo um módulo de elasticidade inferior e um comportamento à rotura distinto.

Da investigação à indústria

A tecnologia resulta de mais de uma década de desenvolvimento e investigação e foi posteriormente industrializada pela The Light Rebar Company, com sede em Guimarães.

A empresa posiciona o produto como uma alternativa especializada ao aço, particularmente para aplicações onde a resistência à corrosão, a leveza e a durabilidade representam características importantes.

A solução pode ser utilizada em diferentes contextos da construção, incluindo ambientes salinos, onde a corrosão do aço pode comprometer a durabilidade das estruturas. A empresa destaca ainda aplicações em áreas como piscinas, reabilitação e outras estruturas de betão.

Entretanto, a The Light Rebar Company pretende levar esta tecnologia além do mercado nacional, apostando no aumento da capacidade produtiva e no desenvolvimento de novas soluções em GFRP.

Apesar de o varão compósito não substituir o aço em todas as aplicações, apresenta-se como uma alternativa interessante para algumas aplicações.

Comentários

13
  1. BV
    B@rão Vermelho

    Parabéns pela inovação.
    Só é pena é ser apresentado depois do acidento do elevador da Gloria, onde um cabo também ele reforçado com fibra de vidro aparentemente não tem a mesma resistência.
    Mas sim se for bem mais barato para moradias unifamiliares pode ser uma boa ideia, não sei se em construção em altura resulte pelo menos para já.

    1. EU
      Eu

      Não sei o que tem a ver um varão para construção civil, com o cabo do elevador. Estás a comparar forças totalmente diferentes.
      Se tivesse sido apresentado antes não teria substituído o do elevador, porque não é para esse efeito.

      1. FS
      2. BV
        B@rão Vermelho

        Tens ideia das cargas suportadas de uma construção, certo?
        Acho que qual quer pessoa com dois dedos de testa neste momento desconfia deste género de material, eu pelo menos que só tenho dedo e meio de testa preocupa-me, mas prontos posso só ser eu.

        1. VA
          Vitor Afonso

          Sabes que é para meter dentro de vigas de cimento e tal…. Ou seja é para reforçar estruturas.

          De certeza que não para “puxar” mas sim para reforrçar. Esses cabos que estás a falar do elevador não são usados em construção

          1. NU
            Nuno

            O aço no betão não é para reforçar. É a própria força. Sem o aço o cimento não aguenta nada à tração.
            E é precisamente à tração, ou seja a serem puxados, que fazem o seu trabalho…

        2. CU
          CuMuna

          Qual quer?

  2. TR
    trolha

    O mesmo material já e utilizado nos EUA…mas com aplicações muito limitadas (não pode ser dobrado em obra, por exemplo para fazer estribos/cintas, amarrções, etc..), por enquanto ainda não existe um substituto para o aço.

  3. ME
    Mendez

    Dá pra reciclar como o aço? Do contrário, é só mais uma invenção como o plástico.

  4. RE
    Renato

    Como fazem com as amarrações? Estribos?
    Possívelmente tem de se encomendar peças pre-fabricadas.
    Resistencia ao fogo? Devera ser mto inferior… Resistencia a tracao e compressao… Com um modulo de elasticidade muito inferior ao aço, pode ter bastante resistencia a tracao, mas vai deformar mto mais!
    Em vigas e lages a fissuração em elu, sera algo a ter bastante em conta.
    A não ser em casos específicos, de zonas marítima, e necessidades extremas de evitar corrosão, ainda nao vejo grande futuro para este material

    Permite ser soldado?

    1. VA
      Vitor Afonso

      Aquilo deve servir apenas para meter alto nas vigase colunas e encher de cimento lol

  5. AN
    Anónimo

    Então e a resistência sísmica?

  6. JÚ
    Júlio

    Se a casa não caiu ainda , vai cair agora.

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