China descontinua o Windows 10 nas máquinas governamentais meses antes do previsto
O Windows 10 está já terminado, mas aparentemente recusa-se a desaparecer. A Microsoft alargou o seu suporte básico, mas nem isso convence os utilizadores. A sua base parece agora ir diminuir drasticamente, com o anúncio que a China vai descontinuar o Windows 10 nas máquinas governamentais meses antes do previsto.
O fim antecipado do Windows 10 na China
A relação entre a China e a tecnologia ocidental acaba de sofrer mais um rude golpe. O governo chinês acelerou os seus planos e ordenou a remoção imediata do Windows 10 de todos os computadores da administração pública e entidades estatais. Esta decisão surge vários meses antes do calendário previsto, apanhando muitos responsáveis de surpresa e terminando a versão dedicada que a Microsoft desenvolveu para o país.
A ordem partiu do Ministério da Segurança do Estado chinês, que justificou o corte antecipado com preocupações em torno da segurança e privacidade dos dados. A empresa responsável pelo desenvolvimento conjunto previa manter o suporte até ao início de 2027, mas Pequim decidiu antecipar o processo de transição. A tecnológica norte-americana assegura que não detetou qualquer falha ou incidente de segurança no software, continuando a disponibilizar as respetivas atualizações.
Versão especial que não convenceu Pequim
A edição especial do sistema operativo nasceu de uma parceria estratégica criada em 2016 com a estatal China Electronics Technology Group Corporation. Esta adaptação do Windows 10 Enterprise foi profundamente modificada para responder às exigências locais. A Microsoft removeu funcionalidades como o OneDrive, concedeu controlo total das atualizações e da telemetria a Pequim e integrou algoritmos de encriptação nacionais.
Apesar destes esforços técnicos, a adesão governamental nunca atingiu as expectativas da gigante de Redmond. Nos últimos anos, as diretrizes oficiais de aquisição de equipamento informático deixaram progressivamente de recomendar soluções da empresa americana. O sistema passou a ser visto como uma solução temporária num mercado que já preparava a sua total independência tecnológica.
Aposta definitiva no Linux e no software nacional
Este afastamento insere-se numa estratégia de longo curso que visa substituir hardware e software estrangeiros por alternativas totalmente concebidas na China. O plano abrange desde processadores Intel e AMD até bases de dados e sistemas operativos. O ecossistema estatal está agora focado na transição para distribuições baseadas em Linux, desenvolvidas por empresas locais, além do investimento no projeto open source openKylin.
Com esta decisão, a presença da Microsoft no setor público chinês reduz-se de forma significativa, dando seguimento ao encerramento de vários escritórios e parcerias nos últimos anos. A empresa norte-americana mantém as suas operações no território, mas concentra agora o negócio no fornecimento de serviços de computação na cloud e inteligência artificial para organizações chinesas com presença internacional.



















