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Energia solar lidera pela primeira vez a produção de eletricidade em Portugal

                                    
                                

Autor: Pedro Simões


  1. AlexS says:

    Bom, quanto mais alternativas de energia existirem melhor, não esquecer que no entanto se a distribuição dessa energia é feita em forma de eletricidade a vulnerabilidade passa para a rede de distribuição elétrica que está muito longe de ter boa redundância.

  2. Daniel says:

    Com o sol que Portugal tem durante o ano mau seria se não se investisse em solar. Aqui na Alemanha que não há tanto sol como em Portugal, a maioria tem paineis solares nas suas casas.

  3. Yamahia says:

    Ainda assim mandamos vir 30% de Espanha que por sua vez manda vir de Marrocos.

    • JL says:

      Provas disso ?

      • Mario says:

        Por acaso o mês de Julho foram 34%, essencialmente solar e obviamente nuclear ( não é possivel determinar o mix). Média acumulada do ano foram 18% até agora.
        Espanha por sua vez importa de Marrocos, onde também produzem a carvão, mas já têm um grande mix solar.

        Por consulta á IA:

        As Principais Centrais a Carvão de Marrocos
        Central Térmica de Safi: É a central de “topo” em termos tecnológicos. Inaugurada em 2018, foi a primeira central em África a utilizar tecnologia ultra-supercrítica. Esta tecnologia permite que a central opere a temperaturas e pressões extremamente elevadas, aumentando a sua eficiência em cerca de 10% face às centrais a carvão subcríticas convencionais. Isto resulta numa queima de carvão mais eficiente e numa redução das emissões de CO2 por megawatt produzido. Sozinha, cobre cerca de 25% da procura nacional de eletricidade marroquina.

        Central de Jorf Lasfar: É a maior central térmica de Marrocos (e de África), com uma capacidade instalada superior a 2.056 megawatts (MW). Fornece cerca de 40% de toda a eletricidade consumida no país

        E agora começa a hipocrisia das crianças que estão no Parlamento Europeu:

        Estas centrais pagam uma taxa de carbono?

        A resposta divide-se em duas partes cruciais: o mercado interno de Marrocos e as suas exportações para a Europa.

        1. Internamente (em Marrocos): Não
        De momento, as centrais a carvão em Marrocos não pagam uma taxa de carbono nacional. O país ainda não tem um imposto sobre o carbono ou um sistema de comércio de licenças de emissão em vigor. Isto significa que a eletricidade produzida e consumida internamente não é taxada diretamente pelo seu impacto ambiental.

        2. Na exportação para a Europa (Espanha): Sim
        Marrocos exporta eletricidade para a Europa (nomeadamente para Espanha) através de ligações por cabos submarinos. É aqui que o cenário muda drasticamente devido ao Mecanismo de Ajustamento Fronteiriço de Carbono (CBAM) da União Europeia, que entrou na sua fase financeira e operacional no início de 2026.

        Ou seja inventou-se uma taxa 🙂 .

        • Max says:

          E? Se as centrais a carvão na Europa foram desativadas (exceto em países produtores de carvão como a Polónia e a Alemanha) por causa das licenças de emissões de CO2 que tornam a eletricidade muito cara – por que é que não havia de haver uma taxa sobre a eletricidade importada de Marrocos proveniente das centrais a carvão?.
          Pode-se achar estranho que um central de produção elétrica a gás (ou de ciclo combinado) pague licença por 100% do CO2 que emite – enquanto uma refinaria pode estar total ou parcialmente isenta, mas há um motivo: enquanto as refinarias se podem deslocalizar (o que não interessa à Europa), as centrais termo elétricas não.
          Era mais estranho a eletricidade importada de Marrocos de centrais a carvão não pagar taxa, quando concorre com as centrais termelétricas em solo europeu, que pagam.

      • Mr. Y says:

        Não ligues ao Motinhas. Quando fica com uma ideia fixa pensa que será sempre verdade.
        Em algum momento da história, a Espanha talvez tenha importado mais do que exportou para Marrocos (só isso não prova nada) e a maioria proveniente de centrais a carvão. Daqui ele conclui que a UE está a importar electricidade que vem toda de Marrocos e do carvão!

      • JL says:

        Mario, isso é mais uma tentativa de defender os altos lucros da Galp e da Repsol ?

        • Mario says:

          Porque haveria de ser? Eu não me importo com a origem da energia desde que seja barata. Até defendo a construção de incineradoras para mitigar parte do problema que temos com o lixo e produzir energia.

          Mas você que é tão ambientalista pode sempre escrever ao rei de Marrocos porque é que ele mandou construir uma central a carvão daquelas.

          • JL says:

            Eu é que sou ambientalista mas você é que fala em ambiente ? Não entendi!!!

            E porque ele mandou construir parques solares ? Não ?

      • LFerreira says:

        https ://www.apren.pt/wp-content/uploads/2024/10/anuario-apren-2023.pdf pág 19

    • JL says:

      Curioso porque é nas horas de Sol que mais importamos de Espanha, as centrais em Marrocos trabalham com Sol ?

      https ://datahub.ren.pt/pt/eletricidade/balanco-diario/

    • Max says:

      Espanha é exportador de eletricidade para Marrocos, não é ao contrário. Pode importar ocasionalmente.
      Quanto ao saldo importador entre Portugal e Espanha, foi de 18,4% do consumo no acumulado até julho e de 35% no mês de julho (tinha sido de 30% em julho de 2025).
      Mas tem que se considerar o preço – nos meses de verão, devido à produção elétrica fotovoltaica em Espanha, os preços da eletricidade importada baixa. O que dá para poupar água das barragens (em julho a produção elétrica das barragens diminuiu para 16,5% do consumo (27,3% no acumulado do ano) e aumentar a bombagem para repor a água nas barragens.
      A importação de eletricidade de Espanha não pode ser vista apenas “Espanha ganha, Portugal perde”, tem que se ver também o reflexo no preço da eletricidade consumida.

    • Toni da Adega says:

      Ideal era ter centrais a gasoleo, era bom e barato

  4. camase says:

    Engraçado energia captada quase de borla mas isso não se reflete no preço ao consumidor, sempre a mesma treta, quem ganha são is mesmos de sempre

    • JL says:

      A energia é de borla, o que não é de borla são os equipamentos para a capturar.

      • Mario says:

        Tal como esta:
        https ://expresso.pt/economia/economia_energia/2026-08-05-governo-espanhol-tem-ate-setembro-para-decidir-se-prolonga-a-vida-util-da-central-nuclear-de-almaraz-cf0da099

        Andam há anos e anos a fazer lhe o funeral e parece me que ainda não vai ser desta. Bastou ver o impacto da paragem de um grupo de uma central nuclear em Espanha fez ao Omie.

  5. AntonioS says:

    E a maior produção para deitar ao lixo. Quando seria mais necessária , não produz.

    • Mr. Y says:

      Como assim? A energia solar é consumida imediatamente ou talvez armazenada em baterias. As restantes fontes podem ser desligadas ou suspensas quando há excesso de produção.

      • AntonioS says:

        Não entra sequer no sistema. Acontece quando há excesso de produção em Espanha.

        • Max says:

          O que se faz quando há excesso de produção de eletricidade e está barata – é aumentar o consumo de eletricidade para bombagem. Em julho:
          – o consumo de eletricidade em Portugal foi de 4.617 GWh (4.482 GWh no mesmo mês de 2025, um aumento de 135 GWh)
          – para bombagem foram usados 590 GWh (443 GWh no mesmo mês de 2025, um aumento de 147 GWh).
          P.S. O consumo de eletricidade para bombagem não é contabilizado no total do consumo (o que é feito é um ajustamento pela diferença entre a eletricidade consumida para bombagem, que é, naturalmente, superior à eletricidade produzida por bombagem).

      • Mario says:

        Há curtailing de solar mais vezes do que pensam. O gás por exemplo está sempre nos minimos olimpicos.

    • JL says:

      Como deita para o lixo algo que não pode ser produzido se não tiver a ser consumido ?

      Essa é alguma nova lei da física que desconhecemos ?

  6. Inspetor says:

    Já repararam que quanto mais energia verde Portugal produz, mais cara é a energia em Portugal.
    Porque será ?
    Coincidência !!

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