Dispositivos de monitorização de atividade física funcionam na mesma se tiver tatuagens?
Muitos utilizadores de smartwatches e pulseiras de fitness deparam-se com falhas constantes na leitura dos seus dados de saúde devido às tatuagens nos pulsos. Este fenómeno técnico tem uma explicação científica e afeta algumas das maiores marcas do mercado.
O mistério dos sensores de luz e as tatuagens
O investimento num dispositivo vestível de última geração pode tornar-se frustrante se este falhar em medir os seus sinais vitais. Este é um problema recorrente partilhado por utilizadores tatuados em fóruns de suporte e redes sociais.
A incompatibilidade entre os sensores e a tinta na pele impede o correto funcionamento de funcionalidades básicas. A principal causa reside na tecnologia de fotopletismografia (PPG), que utiliza luz verde para monitorizar o ritmo cardíaco através do fluxo sanguíneo.
Quando esta luz encontra a pigmentação de uma tatuagem, a sua trajetória é bloqueada, resultando em leituras incorretas ou nulas. Além disso, a deteção de pulso (que confirma se o relógio está a ser usado) também falha, o que obriga o utilizador a introduzir o código de desbloqueio repetidamente.
O que dizem as marcas?
Embora pareça insólito que aparelhos capazes de analisar o sono de forma personalizada falhem perante um pouco de tinta, as próprias marcas admitem esta limitação. Empresas como a Garmin e a Apple aconselham formalmente a utilização destes dispositivos em áreas de pele sem tatuagens.
A saturação e as cores escuras da tinta são os principais fatores que bloqueiam os sensores óticos.
Para contornar esta falha, a comunidade tem desenvolvido vários truques. Alguns utilizadores optam por usar o relógio na parte interna do pulso ou no outro braço, caso este não esteja tatuado.
Outra solução insólita passa pela aplicação de películas transparentes ou autocolantes de epóxi sobre os sensores, o que parece ajudar na difusão da luz. No entanto, para quem procura uma monitorização rigorosa durante o exercício, a alternativa mais viável continua a ser a fita cardíaca de peito.
A ciência confirma a inconsistência das leituras
A disparidade de resultados motivou investigações científicas recentes para quantificar o impacto real das tatuagens nestas tecnologias. Um estudo revelou que, embora existam distorções óbvias nas medições em pele tatuada, o erro varia consoante a intensidade da atividade física.
Curiosamente, as maiores discrepâncias registam-se em repouso, enquanto durante o exercício físico moderado a margem de erro tende a diminuir.
Existem ainda relatos de que novos modelos apresentam melhorias na leitura através de pigmentação. Contudo, a indústria ainda tem um longo caminho a percorrer para garantir que os algoritmos e os sensores óticos sejam eficazes em todos os tipos de pele.
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Aos que se tatuaram nos pulsos e agora se questionam da ineficiência das medições dos watches….os meus sentimentos pela deficiência na auto-estima ao ponto de acharem que tinta permanente na pele seja algo racional. Agora cuidado. Pois se colocarem uma argola no nariz ainda podem ser confundidos com gado carimbado pronto para abate. 🙂
“Para contornar esta falha”
é caricato chamar a isto de falha quando as leis da física têm limites…
Eh eh .. temos pena!
Mas como a percentagem de tatuagem no corpo é inversamente proporcional ao QI …
É como a do preconceito. Quantoais preconceitooso for o animal mais retardado é.
Amilcar, errado. Pessoas de maior QI tendem a ser preconceituosas contra grupos convencionais, religiosos ou politicamente conservadores. Pessoas de menor QI tendem a ter maiores níveis de racismo e homofobia.