Fisioterapia remota chega ao SNS com a ajuda de empresa tecnológica portuguesa
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai começar a oferecer fisioterapia remota assistida por Inteligência Artificial (IA), através de uma parceria com a Sword Health, sem qualquer custo para os utentes.
A Sword Health, um dos unicórnios tecnológicos portugueses, assinou um acordo com o SNS, oficializado num evento no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias.
O objetivo do acordo é combater as listas de espera para fisioterapia, que em muitas situações ultrapassam os dois meses, e eliminar a necessidade de deslocações dos utentes a clínicas ou hospitais.
Assim, os tratamentos passam a poder ser feitos a partir de casa, com horários muito mais flexíveis do que os do modelo tradicional.
A ministra da Saúde sublinhou que esta integração representa um passo decisivo na redução das desigualdades de acesso aos cuidados de saúde, apostando na tecnologia como forma de aproximar os serviços dos cidadãos.
Como vai funcionar a fisioterapia remota?
O processo começa com uma prescrição médica, feita por um profissional do SNS numa consulta de centro de saúde ou hospital. Patologias musculoesqueléticas comuns passam a poder ser tratadas por esta via, nomeadamente:
- Dores lombares;
- Problemas no ombro ou no joelho;
- Entorses;
- Distensões musculares.
Depois da prescrição, o utente regista-se na plataforma da Sword Health e passa por uma avaliação inicial feita pela equipa clínica da empresa.
Em seguida, recebe em casa um dispositivo médico certificado, através do qual realiza os exercícios definidos para a sua condição.
A IA acompanha cada sessão em tempo real, analisando os movimentos e corrigindo a execução, enquanto os dados são enviados automaticamente para os profissionais de saúde, que ajustam o plano terapêutico sempre que necessário.
Segundo a Sword Health, esta abordagem pode reduzir em 97% o tempo de espera para iniciar os tratamentos e gerar uma poupança de cerca de 45% para o Estado, quando comparada com o modelo convencional de fisioterapia presencial.
Mais um passo na transformação digital do Estado
Este acordo resulta de uma convenção de prestação de serviços aprovada pelo Gabinete do Secretário de Estado da Gestão da Saúde, publicada em Diário da República em fevereiro, que abriu caminho ao uso de dispositivos médicos certificados de fisioterapia remota no SNS.
O ministro Gonçalo Matias destacou que este é apenas o primeiro de vários projetos de modernização do SNS através da tecnologia, reforçando a ideia de um Estado mais próximo dos cidadãos e mais eficiente na gestão de recursos.
Já o diretor-executivo e fundador da Sword, Virgílio Bento, recordou o percurso da empresa, criada há mais de uma década com o objetivo de tornar o acesso a cuidados de fisioterapia mais escalável, depois de já ter conquistado mercados como os Estados Unidos e vários sistemas de saúde europeus.






















Que dispositivo médico certificado? Alguém pode esclarecer?
O Gemini esclarece que o kit que recebe em casa inclui um dispositivo digital semelhante a um tablet (com vídeos explicativos dos exercícios e indicações sobre o plano) e sensores de movimento que se colam ao corpo.
O principal dispositivo médico dos fisioterapeutas – as mãos – não vem incluído.
De acordo. Ainda assim, custa ao estado 1/5 do preço da fisioterapia convencional e é muito mais cómoda, acho que vale a pena a tentativa.
É um tablet com tecnologia Computer Vision, que identifica os movimentos dos pacientes, orientando-os e corrigindo-os enquanto executam os exercícios prescritos pela equipa clínica.
Quanto custa em concreto, foi ou não submetido ao mercado (concurso), como fica a proteção de dados, e quem tem a responsabilidade se a IA se enganar??? Tudo questões que os senhores jornalistas evitam como o diabo da cruz.