Utilizadores de smartwatch, cientistas querem saber o que o Mundial faz ao vosso coração!
Tem um smartwatch e é fã de futebol? Investigadores alemães querem a sua ajuda para estudar como o Mundial afeta o corpo dos adeptos.
O Mundial de Futebol 2026 já arrancou e, com ele, surgiu uma oportunidade científica única.
Investigadores da Universidade de Bielefeld, na Alemanha, lançaram o World Cup Fever Study, um projeto que utiliza dados de smartwatches e pulseiras de fitness para medir como os adeptos reagem fisicamente aos jogos, dos golos às derrotas, passando pelos minutos de tensão máxima.
Como funciona o estudo sobre o impacto do Mundial no corpo?
O estudo foca-se em sinais que muitos smartwatches já recolhem: frequência cardíaca, níveis de stress, movimento e sono.
Os participantes registam-se online e fornecem informações básicas como o país de residência, nacionalidade, equipa preferida e o grau de identificação como adepto.
Quando existir um número suficiente de adeptos de uma determinada seleção registados, os investigadores enviam convites para ligar o smartwatch.
Os dados são recolhidos de forma anónima e em conformidade com as normas de proteção de dados, sendo necessária apenas uma autorização única para que o dispositivo envie automaticamente as informações de saúde e atividade relevantes.
12 marcas suportadas, além da Garmin
O estudo começou com suporte exclusivo a dispositivos Garmin, mas foi rapidamente alargado. Atualmente, são aceites dispositivos de 13 marcas: Apple Watch, Google Pixel Watch, Samsung Health, Withings, Fitbit, Oura, Polar, Amazfit, Coros, Whoop, Xiaomi Mi Fitness e Wahoo.
Quem ainda não se inscreveu, pode ainda fazê-lo, pois a participação continua aberta durante o torneio.
O que revelou o estudo anterior?
Este projeto não nasce do zero. Numa investigação prévia sobre a final da Taça da Alemanha de 2025, os investigadores recolheram dados vitais de 229 adeptos do DSC Arminia Bielefeld ao longo de 12 semanas.
Os adeptos presentes no estádio registaram uma frequência cardíaca média de 94 batimentos por minuto, enquanto os que viram o jogo pela televisão ficaram pelos 79.
Após os golos, a frequência cardíaca no estádio foi até 36% mais elevada, e os níveis de stress começaram a subir até 14 horas antes do pontapé de saída.
Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports, da Springer Nature.
Porque é que o Mundial é o cenário ideal?
Estamos interessados em saber se os adeptos de diferentes seleções reagem com intensidades distintas ao mesmo evento de jogo, por exemplo, se um golo é fisiologicamente diferente para um adepto alemão, turco ou brasileiro.
Explicou Christian Deutscher, co-responsável pelo projeto.
O Mundial coloca adeptos de todo o mundo em situações emocionais comparáveis em simultâneo, o que representa uma oportunidade rara para comparar como a nacionalidade, a lealdade à equipa e o drama dos jogos se refletem no corpo humano.
Como participar?
Quem tiver um smartwatch compatível pode registar-se e participar. Os investigadores alertam que adeptos da Europa de Leste, do Sul da Europa e da Turquia estão particularmente sub-representados.
Os primeiros resultados deverão ser publicados ainda durante a competição.
Curiosamente, a ciência está a aproveitar o Mundial para estudar algo que qualquer adepto já sabe: o futebol mexe, literalmente, com o coração.





















Nada bem. Bons jogadores há, equipa não.
Eu tenho smartwatch e o mundial de futebol não me faz nada.
Não vejo.
Se há alguém neste mundo a quem o futebol não diz nada, sou eu.
Comecei a ver Portugal com já nem sei quem e ao fim de 10 minutos já estava a dormir.
Nem imagino o que perdi.
Eu também não vejo. Já ciclismo, não perco uma.