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Estabelecimentos comerciais a exigir valor mínimo para pagar com Multibanco: é legal?

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. OraBolas says:

    Na dúvida pergunto: aceita que eu pague com cartão uma água ou uma bica? Se for um não…agradeço e saio pois pelos vistos não querem ganhar peanuts. Já num café ou restaurante que tenham não temos MB por exemplo nem entro
    Na loja do lado aceitam…

    • says:

      Aqui na empresa temos um terminal TPA cujos custos seriam superiores ao preço de uma bica (mas também não usamos esse TPA). Para já não falar no custo do papel e da eletricidade (sei que são pequenos, mas…). Por outro lado, não se perde tempo a ir ao banco. Mas por norma menos de 5 euros aceito perfeitamente que não se possa pagar por MB. Claro que há várias formas de baixar ou ter menos comissões, mas aceito. Por exemplo, aqui na empresa as máquinas de vending aceitam MB e MBway até para um café de 40 cêntimos.

      • David Guerreiro says:

        Mudem isso.

      • SérgioM says:

        Com as empresas de pagamentos que há hoje em dia e diferentes modelos de subscrição, desde pagamento mensal ao pagamento de 0.02% da transação é incompreensível continuarem a usar TPA’s dos bancos.

        • says:

          Se queres ter certos serviços no banco és obrigado (ou tens vantagens grandes) em ter TPAs dos bancos e em usar. Eu concordo contigo, mas há muitas empresas que não querem usar TPAs sem ser dos bancos. Temos vários TPAs em vários serviços mas na verdade só usados de um banco, o que nos fica muito mais barato. Os mais caros usados 1 vez por mês para fazer de conta.

        • Miguel says:

          O problema é que depois queres um pacote geral de manutenção de conta mais económico para diversas coisas e fazem-te um manguito porque não tens o tpa lá no banco.

          Queres um cartão de credito com um plafond mais largo, porque por vezes uma empresa pode estar com alguma falta de liquidez momentânea, e rejeitam.
          Queres um livro de cheques.. pagas..
          Assim como linhas de credito são mais facilmente aprovadas e maiores se tiveres lá o dinheiro a pingar.

          Mas voltando ao ponto, e eu até tenho uma loja de rua, não é justificável nenhum negócio obrigar o cliente a pagar em dinheiro abaixo de 5€, mesmo com tpa’s dos bancos.
          E é mais revoltante que os negócios que o obrigam sejam cafetarias, pastelarias ou restaurantes, que passam a vida a mandar a moeda de 1€, de 1 cafe, para dentro do caixa sem registrar nada.

      • Mario says:

        Em todas as empresas há aquelas pessoas que não negoceiam contratos porque sim. Numa empresa onde dou assistência pagam menos de 15€ mês mais IVA pelo terminal e comunicações incluídas. Tsc 0.4% MB e 0.8% visa/ MasterCard

    • Hugo Nabais says:

      A margem de lucro do café e da água podem ser inferiores ao custo do TPA… portanto ele não se vai importar muito que saias e não consumas isso, se era para pagar com cartão.

      • Miguel says:

        não sei em que mundo vives, mas o cafe e a agua chegam a ter 70% a 80% de margem bruta.
        o Lucro de 10 aguas a 1€50 pagam-te a mensalidade de um tpa, o lucro de 10 cafes pagam-te 10 rolos de papel , se gastas mais de 10 rolos em 3 meses, de certeza que nao tens problemas nenhuns com o assunto das taxas lol

    • hdjsjs says:

      ja eu e ao contrario, quando dizem que nao aceitam dinheiro nao volto a por la os pes

  2. PoPeY says:

    Eu ate faço a pergunta de outra forma… Faz sentido no sentido que a maioria é a %? Pagar 1% de 60cent ou pagar 1% de 10€ é igual. É 1%.

  3. David Guerreiro says:

    Hoje em dia só paga taxa de transação quem quer. Os comerciantes que se adaptem e atualizem. Existem planos com terminais de pagamento em que se paga por volume de faturação e não por transação. Logo é indiferente ser 10 cêntimos ou 100€.

    • says:

      Então pagam taxas na mesma, não?

      • David Guerreiro says:

        Não por transação. Existem TPA em que se paga um valor fixo, independentemente do valor de cada transação. Um exemplo: o comerciante paga 15€ se receber pagamentos mensais que totalizem até 2000€, logo se receber pagamento de um café não faz diferença alguma. É totalmente diferente pagar um custo por cada transação, do que um valor fixo mensal.

  4. B@rão Vermelho says:

    Na minha modesta opinião devia ser obrigatório todos os estabelecimentos comerciais com porta aberta ao público terem MB, aqui perto de mim há um restaurante que também vende frangos assados para fora, está sempre cheio com filas de espera e nem num lado nem no outro aceitam MB, está numa zona super turística, qual é a logica de não aceitar MB, eu sei qual é a lógica, por isso digo devia ser obrigatório.

    • says:

      Acho que estão no direito deles não quererem aceitar MB, se bem que se calhar até acho o mesmo que tu para não aceitarem.

    • Mr. Y says:

      É como no ditado: “Poupam no farelo e estragam na farinha”

    • David Guerreiro says:

      O mal é para eles. O aceitar pagamentos em cartão ajuda imenso num negócio.

    • Mr. No says:

      Também tenho uma situação similar perto da minha habitação.
      Normalmente apenas serve para que possam faturar o que quiserem, ou seja, por multibanco existe um rasto de dinheiro, não vão conseguir justificar a faturação de um dia ser inferior às transferências via TPA. Com dinheiro não há rasto, pode-se depositar o valor igual ao “faturado” e o extra ir para outra.

      • B@rão Vermelho says:

        Claro, e o restaurante principalmente é frequentado meritoriamente por estrangeiros que não pedem fatura, por isso digo, devia ser obrigatório um estabelecimento comercial com venda direta ao público ser obrigado a ter MB, se por algum motivo o mesmo estiver avariado não pode abrir portas até a situação estar resolvida, assim é sempre o mesmo fado, os que mais podem não pagam impostos e os desgraçados são carregados até ao tutano.

        • Joca says:

          Verdade, e ao restaurante junta estética, cabeleireiras, cafés, pequenas oficinas, alojamento local, construção civil e por aí vai… milhões a circular na economia paralela.

  5. Knowl says:

    A questão das taxas é o argumento legal, mas a verdade é que para muitos pequenos negócios, a rejeição do Multibanco abaixo de certo valor serve também para facilitar a facturação ‘por baixo do balcão’. Quando o pagamento é electrónico, o rasto digital obriga à declaração fiscal da venda. Já no dinheiro vivo, o controlo é muito mais difícil e é mais fácil justificar como quebras de stock ou simplesmente não registar.

    Uma coisa é apoiar o comércio local quando o comerciante é correcto e as taxas realmente pesam na margem de lucro de um produto muito barato. Outra coisa é a fuga deliberada. O civismo deve funcionar para os dois lados: se o comerciante impõe barreiras injustificadas, a solução do consumidor é simples: ‘Quero factura com número de contribuinte, por favor.’

    • paulo rodrigues says:

      Nem precisa de pedir a inclusão do nº de contribuinte.. a emissão da fatura já por si vai entrar na contabilidade. Já agora “incluam” as escolas de condução.. só deviam ter multibanco, não devia ser permitido o pagamento a dinheiro.

  6. Nuno says:

    É pedir com número de contribuinte que o único motivo é a fuga aos impostos.
    Um terminal custa 25€/mês e as comissões andam abaixo de 1% por transação…
    O resto é desleixo ou falta de vontade…

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