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Airbus A350-1000ULR levanta voo: está a nascer uma nova era das viagens aéreas

23 Comentários

O Airbus A350-1000ULR levantou voo pela primeira vez e promete ligar Sydney a Londres sem escalas. Sim, poderá estar a nascer uma nova era das viagens aéreas de ultra longo curso.

O Airbus A350-1000ULR (Ultra Long Range), a mais recente variante de ultra longo alcance da família A350, realizou com sucesso o seu primeiro voo de teste.

A aeronave foi desenvolvida especificamente para a companhia aérea australiana Qantas e promete revolucionar as ligações aéreas de longa distância, permitindo voos sem escalas de até 22 horas.

Um avião pensado para voar mais longe do que qualquer outro

O primeiro voo decorreu em Toulouse, França, onde a aeronave descolou para uma missão de testes com duração de 3 horas e 43 minutos. Durante o ensaio, atingiu uma altitude superior a 41.000 pés (cerca de 12.500 metros), permitindo aos engenheiros avaliar os sistemas principais e a nova arquitetura de combustível.

A principal novidade do A350-1000ULR está na sua autonomia. Para atingir distâncias próximas das 10.000 milhas náuticas (mais de 18.500 quilómetros), a Airbus integrou um depósito de combustível adicional de 20.000 litros na estrutura da aeronave, aumentando o alcance em cerca de 1.000 milhas náuticas.

Projeto Sunrise quer ligar Sydney a Londres sem escalas

A aeronave faz parte do ambicioso Projeto Sunrise da Qantas, que pretende realizar voos diretos entre Sydney e cidades como Londres ou Nova Iorque, sem qualquer escala intermédia.

Atualmente, estas rotas exigem pelo menos uma paragem técnica ou comercial. Com o novo A350-1000ULR, a companhia australiana pretende reduzir significativamente o tempo total de viagem e oferecer uma experiência inédita aos passageiros.

Segundo a Airbus, o avião foi concebido para suportar voos com duração até 22 horas, tornando-se a aeronave comercial de maior alcance alguma vez desenvolvida pelo fabricante europeu.

Testes vão continuar durante os próximos meses

O voo inaugural marca apenas o início de um programa intensivo de certificação. A Airbus prevê realizar cerca de 80 horas adicionais de testes em voo, acompanhadas por verificações em terra e certificações de vários sistemas modificados para operações de ultra longo curso.

Entre as novidades técnicas está também um novo sistema de refrigeração das áreas de serviço de bordo, mais leve e eficiente, concebido para melhorar a operação em voos extremamente longos.

O futuro das viagens de longa distância

A Qantas encomendou 12 unidades do A350-1000ULR e espera receber o primeiro exemplar em 2027. Quando entrar em serviço comercial, o avião poderá estabelecer uma nova referência para as ligações aéreas intercontinentais, aproximando continentes sem necessidade de escalas.

Mais do que um simples novo modelo, o A350-1000ULR representa uma aposta clara na próxima geração de voos ultra longos, onde a distância deixa gradualmente de ser uma limitação para a aviação comercial.

Comentários

23
  1. AL
    AlexS

    O mais significativo aqui é que só tem 2 motores.

    1. PO
      portgu

      Não é preciso mais motores para aumentar a autonomia, aliás isso iria reduzir a autonomia neste avião – o A350 já tinha apenas 2 motores.

      1. AL
        AlexS

        O argumento é que 2 motores já são considerados com fiabilidade suficiente para operar continuamente 22 horas. Isto é uma grande conquista.

        1. AC
          acelera120

          não são o número de horas de voo o critério, é a distância (em tempo)até um ponto de aterragem, em caso de falha de um deles…. e essa “distancia” tem vindo a ser aumentanda ao longo do tempo, com o aunento da fiabildiade dos motores…

          1. AL
            AlexS

            O ponto não é ETOPS já que a maior parte deste voo é sobre terra , não é risco de cair é ter fiabilidade mesmo dos pequenos problemas para operar em níveis tão altos.

          2. AS
            Asiim

            @ AlexS
            uma boa parte do voo será sobre o mar, de modo que não percebo donde é que vêm os teus argumentos. – estamos a falar da Australia que tem um grande oceano a separar dos Estados Unidos

            Em segundo lugar, “fiabilidade mesmo dos pequenos problemas para operar em níveis tão altos” é pouco ou nada diferente dum avião que tem que fazer uma pequena paragem para reabastecimento para chegar ao destino final. Aliás é bem melhor não ter que andar a fazer multiplas descolagens e aterragens, já que esses momentos exercem stress mais elevados nos sistemas.

        2. AS
          Asiim

          A fiabilidade dos dois motores já não é novidade.
          Este modelo aumenta a autonomia do A350 em apenas cerca de 7%.

    2. AC
      acelera120

      faz tempo, que dois motores é o suficinete…..

    3. VM
      Vim Menti

      Percebo o ponto de vista, como é que dois motores levantam tanto peso, o avião cheio de jet fuel deve ser pesadíssimo

  2. GA
    GAMBITO

    Queremos é voos mais rápidos para ligar destinos.

    1. OT
      Outro trolha

      O concord ja morreu e nao deixou saudades. Pagava-se precos de 1a classe para viajar como uma sardinha .

      1. CA
        carai

        Nunca tivemos tantos milionários como atualmente, portanto estão dispostos a pagar o que for preciso.

      2. TA
        Toni da Adega

        +1 preferível fazer a viagem em 8h do que em menos de 4h

  3. JO
    Jose

    E para que? Não seria mais ecologico fazer um tunel de londres a australia com um metro supersonico? 0 de combustivel. No filme desafio total existe esse conceito

    1. JA
      jaquim

      sim claro, a passar pelo núcleo da terra, era um pulinho até ao outro lado

  4. RC
    Ricardo Cabral

    Muito importante a evolução tecnológico, agregada a conhecimentos técnicos.
    Além de retornos financeiros, demonstra a capacidade de auto defesa, do país.
    Aproveitando.
    Peço que corrijam o texto:
    … onde a aeronave descolou …
    … onde a aeronave DECOLOU.

    1. JF
      JF

      Em português é ‘descolar’. Não há nada para corrigir. Já no seu comentário, podemos corrigir:
      ‘…auto defesa do país.’ – a vírgula entre ‘defesa’ e ‘do país’ está errada.

  5. MA
    Mario

    Eu queria que fosse elétrico.
    O Ti JL e o Ti Toni da Adega saltariam de contentes com isso

    1. JL
      JL

      Curioso que não a gasóleo.

    2. TA
      Toni da Adega

      Desde que os billetes sejam baratos que motor tem lá é completamente irrelevante.

  6. ZA
    Zé Fonseca A.

    Obrigado mas prefiro uma boa escala de 2h para espairecer

    1. TA
      Toni da Adega

      Viagens destas por vezes até é preferível fazer 1 dia de escala e andar a passear

      1. ZA
        Zé Fonseca A.

        Muito disruptivo para o meu gosto, até quando dou de caras com cancelamentos que só volto a ter voo no dia seguinte costumo ficar no hotel dentro do aeroporto quando têm, para não andar a passear.
        A verdade é que em aeroportos centrais a vida de aeroporto pode ser muito engraçada por umas 12-24h, da para andar a experimentar lounges a ver qual tem a melhor comida, tens sempre uma boa parte da carta sem custos, até podes almoçar num lounger e ir experimentar outro a seguir, quando se está a trabalhar em vez de ir para o hotel os business centers dos lounges costumam ser top, alguns com salas insonorizadas, da para andares às compras duty free. O chato é só quando se viaja com miúdos, tipicamente poucos aeroportos têm actividades para miúdos, tirando isso venha daí uma boa escala, 14h de voo seguido é normalmente o meu limite, talvez seja fixe para quem consegue dormir uma viagem inteira, eu quando durmo 1-2h já fico satisfeito

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