6 melhores alternativas ao Google para fugir à invasão da IA nas pesquisas
A Google está a transformar a forma como pesquisamos na internet, apostando cada vez mais em inteligência artificial (IA) e respostas automáticas. Mas muitos utilizadores não estão satisfeitos com esta mudança e começam agora a procurar alternativas mais simples, privadas e livres de IA. Deixamos 6.
Google aposta tudo na IA
Durante o Google I/O 2026, a tecnológica revelou uma renovação do motor de pesquisa, colocando a IA no centro de praticamente toda a navegação.
A empresa quer transformar o tradicional motor de pesquisa numa experiência conversacional, semelhante ao que já acontece em plataformas como o ChatGPT. A novidade inclui até agentes de IA capazes de executar tarefas automaticamente, como avisar o utilizador quando uma banda favorita anuncia novos concertos.
Segundo Elizabeth Reid, responsável pela divisão de pesquisa da Google, esta é "a maior atualização da pesquisa em mais de 25 anos".
O problema é que nem todos os utilizadores ficaram impressionados. Num dos vídeos de apresentação das novidades, um comentário destacou-se entre milhares de reações:
Esta é provavelmente a melhor publicidade para convencer as pessoas a mudarem de motor de pesquisa.
1️⃣ Kagi quer reinventar as pesquisas sem anúncios
Enquanto o Google depende fortemente de publicidade, o Kagi segue uma abordagem completamente diferente. Este motor de pesquisa funciona através de subscrição. Por cerca de cinco dólares mensais, os utilizadores têm acesso a pesquisas sem anúncios e sem resultados patrocinados a dominar o ecrã.
O Kagi destaca-se também pelas opções de personalização. É possível bloquear determinados sites, priorizar fontes específicas e utilizar "lentes" temáticas para filtrar resultados.
Por exemplo, estudantes e investigadores podem ativar uma lente académica para encontrar artigos científicos em vez de blogues e conteúdos promocionais.
Apesar de também incluir funcionalidades de IA, estas são opcionais. O utilizador escolhe se quer ou não receber resumos automáticos das pesquisas.
2️⃣ DuckDuckGo continua focado na privacidade
O DuckDuckGo é uma das alternativas mais conhecidas ao Google e mantém uma filosofia de proteger a privacidade do utilizador.
Embora apresente publicidade, a plataforma garante que não cria perfis pessoais nem acompanha o histórico de navegação. Os anúncios mostrados dependem apenas da pesquisa feita naquele momento.
A interface é bastante familiar para quem vem do Google, o que facilita a adaptação. Tal como acontece noutras plataformas modernas, o DuckDuckGo já integrou funcionalidades de IA. No entanto, existe uma diferença importante. O utilizador pode desligar completamente essas funções nas definições.
3️⃣ Startpage oferece resultados Google sem rastreamento
O Startpage funciona de forma curiosa. Em vez de criar um índice próprio, utiliza os resultados da Google, mas sem expor os dados pessoais do utilizador.
Quando alguém faz uma pesquisa, o Startpage remove informações identificativas, como o endereço IP, antes de enviar o pedido para os servidores da Google.
No final, o utilizador recebe praticamente os mesmos resultados do Google, mas com uma camada adicional de privacidade.
Claro que existe um lado menos positivo... continua a depender do ecossistema da gigante. Ainda assim, para quem gosta da qualidade dos resultados mas não quer ser monitorizado, pode ser uma solução interessante.
4️⃣ &udm=14 elimina os resumos automáticos da Google
O nome pode parecer estranho, mas o conceito é bastante simples. O &udm=14 utiliza um parâmetro específico das pesquisas Google que remove automaticamente os AI Overviews dos resultados.
Na prática, permite continuar a usar o motor de pesquisa da Google num formato mais clássico, sem caixas de IA a ocuparem espaço no topo da página.
O projeto tornou-se popular entre utilizadores cansados das novas experiências da Google e o código está disponível no GitHub para quem quiser criar uma versão própria.
5️⃣ Brave mistura navegador, pesquisa e controlo total
O Brave já era conhecido pelo browser focado em privacidade, mas o motor de pesquisa da empresa também tem ganho popularidade.
Como é baseado em Chromium, permite utilizar extensões compatíveis com o Google Chrome, algo importante para quem depende de ferramentas específicas no dia a dia. O motor de pesquisa inclui uma funcionalidade chamada "Goggles", que permite aplicar filtros personalizados aos resultados.
Existem opções para destacar blogues tecnológicos, reduzir sites populares, remover conteúdos do Pinterest ou até mostrar notícias filtradas por orientação política.
Tal como acontece noutras alternativas modernas, as funcionalidades de IA podem ser ativadas ou desativadas conforme a preferência do utilizador.
6️⃣ Ecosia aposta na sustentabilidade ambiental
O Ecosia diferencia-se pela componente ecológica. A plataforma utiliza receitas publicitárias para financiar projetos de reflorestação em vários países. Segundo a empresa, cerca de 80% das receitas são direcionadas para iniciativas ambientais.
Embora muitas empresas utilizem discursos ecológicos apenas para marketing, o Ecosia tenta reforçar a transparência através de relatórios financeiros mensais e atualizações frequentes sobre os projetos apoiados.
Além do motor de pesquisa, a empresa disponibiliza também um browser próprio baseado em Chromium, garantindo compatibilidade com extensões do Chrome.
O domínio da Google começa a ser questionado
Durante muitos anos, pesquisar na internet era praticamente sinónimo de "usar Google". Mas isso está lentamente a mudar.
A combinação entre excesso de publicidade, integração agressiva de IA e preocupações relacionadas com privacidade está a levar muitos utilizadores a procurar alternativas.
Para quem sente saudades de uma internet mais simples, menos automatizada e menos dependente de IA, talvez esteja na altura de experimentar algo diferente.
Leia também:



























Ou usar um motor de pesquisa Europeu sem rastreamento, o Qwant…
Nem mais
+1
O Ecosia também é europeu e tem uma parceria com o Qwant.
Sim, mas apenas para conteúdos em Francês e Alemão (https ://betterweb.qwant.com/en/2024/11/08/ecosia-and-qwant-join-forces-to-develop-european-search-index/)
Na verdade, segundo esse artigo ambos usam o Bing e/ou a Google como base das pesquisas (estava enganado a pensar que o Qwant era um motor de pesquisa). Assim sendo continuam dependentes das empresas americanas…
Na verdade é um misto de Bing e motor de pesquisa próprio que estão a desenvolver e que é previsto estar pronto até final de este ano. As pesquisas no Bing são anonimizadas. E as pesquisas e resultados são na língua que quiseres, defines nas opções de cada um para Português-PT.
Não sabia que estão a desenvolver um motor próprio. Acho óptimo!
A questão da língua não é assim simples. Uma coisa é apresentar os resultados na língua que quiseres e outra é a pesquisa ser feita nativamente na tua língua. Isso implica ter dicionários de sinónimos, de ortografia, etc. É por isso que a Qwant faz a colaboração para o Francês e o Alemão. Pode ser que um dia também faça para Português Europeu…
O Qwant é o pequeno espião da Microsoft, não é segredo nenhum…
Desconhecia (mas usando o Bing como base…). Daí a importância da transparência e de a UE investir em tecnologia própria (quer hardware, quer software). Não faz sentido não haver nenhuma marca de PCs europeia à escala de uma Dell (já não digo de uma HP…)
E o Vivaldi ?
A Google a dar um tiro no pé.
Este tema é sempre muito engraçado. Qual o ponto de usar um explorador sem rastro se ao entrar numa página estamos a ser rastreados de novo?
É pratica comum banners que não funcionam, ou seja, meramente ilustrativos, dizer que sim ou que não antes de o fazer ow dados já estão a ser recolhidos.
Independentemente da escolha os cookies são carregados de várias formas, o “normal” e através de serviços como fonts, embbed videos e até favicon (sim rastrea-se utilizadoees pelo favicon).
Por exemplo tido o ecosistema de sites do sapo estão ilegais, desde coisas simples como grau de acesso ao rejeitar ou aceitar por se encontrarem em níveis diferentes de acesso, a envio de dados para países fora da europa sem concentimento/consciencia do utilizador.
Mas não só, o proprio site da comissao de protecao de dados faz o mesmo, isto é, a “autoridade” está em incumprimento.
Fora isso tudo é seguido desde do hardware, isso é quase tão antigo como internet, qualquer big tech é uma ferramenta de controlo tanto givernamental, como terceiros que prefiro não citar. Mas cambridge analytica foi num tempo em que tudo era mais difcil e no entanto funcinou.
No final do dia é só uma crença que esses bons moços que nao conhecemos de lado nenhum fazem o que escreveram num site de um programa que não conhecemos de lado nenhum. O brave está aí para contar, roubou milhoes em crypto, usou pc dos utilizadores para minerar e por aí fora.
Não existe nada sem rastreamento, no mqximo identidade falsa e ainda ssim esse será o tema que mais se vai falar em 2027, já que será forçado uma associação de identificação oficial com identificação digital, para proteger as crianças, claro.
Desnecessario esse negocio de conta. Nao gosto de nenhuma conta vinculada quando se faz uma pesquisa, portanto o Kagi deveria ter uma opcao para doacoes, em vez de obrigar a criar conta. Prefiro doar 5 dolares por mes em crypto do que ter conta vinculada obrigatoriarmente.
Não tens de meter dados nenhuns pessoais, podes inventar um nome qualquer e o país onde estás e até podes pagar com criptomedas. Como o Kagi é um serviço pago eles têm de ter forma se tens a assinatura em dia. Eu uso desde o mês passado e funciona muito em. Fiz a análise com o uBlock e nem um tracker tem, nada.
Se não queres usar as tuas credencias para pesquisar também oferecem um solução para isso.
https://help.kagi.com/kagi/privacy/privacy-pass.html
Do jeito que o google esta matando a small web e a web normal com esse negocio de IA, deveria ter um buscador somente para small web
Acho uma piada a esta malta que agora se preocupa com os dados pessoais que são recolhidos por empresas gigantes como, neste caso, a Google. Acho ainda mais piada quando se fala em IA e todos seguem a mesma tendência que é de ficar “com os cabelos em pé”.
Não usam todos cartão multibanco e/ou de crédito? Não têm todos um smartphone? Não têm todos uma smart tv? Não têm todos um carrito mais recente com ligação às internets desta vida e com atualizações OTA? Não têm todos um qualquer dispositivo eletrónico em casa que está permanentemente ligado à internet e que dá um jeito do caraças aceder-lhe de qualquer parte do mundo?
Até um miserável sistema de rega que esteja ligado ao vosso smartphone, pode recolher dados pessoais e nem se dá conta disso!
People, é só pensar desta forma: Quem não deve não teme! E siga!
A Google apostou tudo no rastreamento do utilizador porque e’ essa a forma que encontraram para queimar etapas na distancia que mantinha em relação a outros LLMs, digo mantinha porque já se chegou a frente. Já senti esse rastreamento quando há dias percebi que controlam a localização, fiz uma pergunta banal, sem nada a ver com locais e a resposta mostrava saber a minha região de residência, eles dizem que o controlo esta’ do lado do utilizador ao desativar o histórico de conversas, mas o que eles dizem entra e sai, sem qq credibilidade.