Um especialista da China critica os carros alemães
O mundo mudou e até no mercado automóvel, a China já "desvaloriza" o maior construtor automóvel do mundo. Os carros alemães já não convencem... "nem os seus 100 anos de história"!

Já não convencem nem os seus 100 anos de história, nem o cromado nem os bancos em pele.
O grupo Volkswagen, que aponta reduzir a sua produção de veículos em um milhão na Europa, considera que no seu mercado mais importante a nível mundial são vistos pelo público jovem como o tipo de carro que os seus pais conduziriam.
Quando a Volkswagen motorizou a China
No Salão Automóvel de Xangai de 1985, a Volkswagen mudou a China, e potencialmente todo o mundo, quando apresentou os seus primeiros carros destinados ao então gigante asiático ainda adormecido.
Durante muitos anos, o Volkswagen Santana foi o carro que todas as famílias podiam comprar, o táxi por excelência… em suma, o veículo que motorizou a China.
Influência alemã na indústria chinesa
Até alguns dos atuais gigantes chineses nasceram a partir do grupo Volkswagen, como é o caso da Chery, cujo primeiro carro foi, na verdade, o SEAT Toledo.
Não só copiaram o SEAT Ibiza, como também levaram literalmente a linha de montagem da fábrica da Zona Franca, desmontada em partes, para produzir ali as suas próprias variantes destinadas a um público que necessitava de mobilidade mais acessível.
Encontrámo-nos com uma quantidade inimaginável de pessoas e os nossos folhetos desapareciam das prateleiras. Para as pessoas naquele momento, era maravilhoso apenas tocar na qualidade do papel e da tinta e sonhar em poder ter um carro.
Recordou nas suas memórias o então CEO do grupo, Carl Hahn.

Carl Hahn foi o líder da Volkswagen que impulsionou a expansão decisiva da marca na China, lançando as bases do seu domínio no mercado automóvel asiático.
O consumidor mudou e a história já não basta
Sim, aprenderam, e em muitos casos copiaram diretamente, o legado alemão, a forma de construir carros e a tecnologia. Mas hoje o mundo é outro, e o comprador , especialmente o chinês, já não valoriza a história da marca.
Não é um fator diferenciador como a tecnologia ou, sobretudo, o preço (e o facto de ser elétrico, dado que lá são muito mais fáceis de matricular do que carros a gasolina).
Marcas alemãs vistas como “carros de pais”
Tudo mudou. O atual CEO da Volkswagen na China, Robert Cisek, admite que podem ser vistos como uma marca para pais. A mudança é profunda, com uma forte tendência para carros de marcas chinesas, geralmente mais baratos, até nos segmentos premium, tradicionalmente dominados por marcas como Porsche ou Mercedes-Benz.
Na prática, o selo “feito na Alemanha” afasta os condutores mais jovens, mesmo sendo associado a fiabilidade.

A velocidade da mudança apanhou todos de surpresa
Não esperavam esta grande mudança, nem a velocidade a que aconteceu.
Afirma Felipe Muñoz, analista na Car Industry Analysis.
Para o Salão de Xangai de 2026, o grupo prepara quatro novos carros elétricos, desenvolvidos com parceiros como a FAW e a Xpeng, além de um novo modelo da Audi, sem os tradicionais quatro anéis, criado em conjunto com a SAIC Motor, proprietária da MG.
“O legado já não vende carros”
Já não se pode confiar nas molduras cromadas, nos bancos em pele Napa ou numa história de cem anos para convencer os consumidores.
Afirma Yale Zhang, diretor da Automotive Foresight.
Zhang considera que este legado, aliado à resistência à mudança, está a enfraquecer progressivamente os outrora dominantes fabricantes alemães.

Impacto na Europa e redução da produção
Tudo isto, juntamente com a queda nas matriculações na Europa desde antes da pandemia, tem afetado seriamente até a Volkswagen, que continua a liderar no continente com mais de um quarto da quota total.
No entanto, quando essa quota ronda os 25% e o mercado encolhe em cerca de dois milhões de unidades, isso traduz-se em meio milhão de carros a menos produzidos, com impacto direto nos lucros e em toda a cadeia de fornecimento.
Por um lado, estamos a investir muito em novos produtos. Por outro, estamos a tomar grandes medidas. Estamos a reduzir mais de um milhão de unidades de capacidade para nos ajustarmos à situação atual do mercado.
Afirmou o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, à revista Manager Magazin.






















Eu também tenho opiniões do Benfica, será que também mereço tempo de antena?
Eu sou suspeito para falar, mas…. os carros alemaes tem 100 anos de provas dadas. Os carros chineses tem quantos anos? E quando comecarem a parar, como é que vai ser? Ou pior, quando comecarem a dar problemas a sério?
Tem alguma razão. A malta que tem agora 15 / 18 anos e que será potencial cliente num par de anos, não ligam nada a nomes como Audi, Mercedes, bm e companhia. E vamos ser honestos. Grande parte dos carros (mesmo de marcas alemãs) são hoje um pedaço de plástico com rodas e Spotify, que fazem precisamente a vontade a esse público. Carros de qualidade ridículamente baixa, não fosse o preço elevado e facilmente levariam a etiqueta popular “é dos chineses”.
Enquanto isso, os chineses fazem hoje carros de qualidade alemã com inovacao.
A durabilidade? Ainda não sabemos. Mas não irão durar 2 ou 3 décadas. Mas os europeus também já não fazem carros assim. Ursa Vanderlei e sua comissão, a destruir devagar devagarinho toda a indústria auto na Europa. O Xi agradece a simpatia.
+1
Mas infelizmente não é só a indústria auto que estão a destruir.
Também a indústria alimentar com os acordos MercoSul e as infinitas regulamentações aos agricultores.
Também a indústria energética, estamos a comprar energia a preço de ouro.
Os carros de hoje duram mais que os antigos, existe essa percepção porque os antigos andavam muito menos.
É o desespero chino a falar, ao verem-se entupidos de produção por escoar nas prateleiras
Os factos são q a VW voltou a ser a marca mais vendida na China, a BYD caiu 40% e os elektros levaram uma grande castanhada.
Um não especialista (eu) europeu também crítica os carros alemães. Já foi tempo…
Grande parte das marcas não souberam acompanhar o mercado nem as mudanças sociais. Pior, foram “retirando” valores como fiabilidade e algumas funcionalidades ao mesmo tempo que tentam cada vez mais obrigar a procedimentos caros e complicados. Dou um exemplo aqui na empresa. Uma kangoo com 1 ano e a revisão custou… 520 ou 530 euros. Trocaram o filtro do habitáculo e o óleo dos travões. O resto foram “verificações”, incluindo 270 da bateria mas que na verdade nem sabemos o que foi. Deve ter sido só para fazer de conta e cumprir a “tabela”. Cobraram quase 2 horas de mão de obra quando a carrinha nem meia esteve na oficina, o que não é nada de novo. Na mercedes certa vez cobraram-me 3 horas quando nem 1 o carro lá esteve. Recusei-me a pagar. Ou daquela vez que o óleo mercedes custava 75 euros + IVA cada litro (há 15 anos). Ainda bem que era só um smart, se fosse uma vito mais valia vender a carrinha.
Claro que nenhuma destas práticas é exclusiva das marcas alemães, europeias ou sejam lá de onde for. Mas umas mexeram-se, outras ficaram a viver de “status”. E está a correr mal. Agora, se os mercedes fossem bons e fiáveis como eram há 30 ou 40 anos atrás, se calhar vendiam bem mais.
Não descordado totalmente do que dizes, mas muitas dessa falta de fiabilidade que dizes têm a ver com as normas Europeias o ADB deve ter sido a pior invenção feita até hoje olha a quantidade de problemas que dá, o que ainda vai valendo aos Europeus é o prestigio das marcas, se queres mostrar um “grande” carro tem de ser um topo de gama Europeu com todo o respeito pela indústria automóvel “Xinesa” ainda estão longe desse feito, vamos ver é até quando.
As marcas alemães nos últimos anos, têm entregado os carros premium com uma qualidade porca, o Audi A3 agora vem com as portas de trás todas em plástico rijo, nem se deram ao trabalho de colocar material soft touch e depois os preços estão sempre a aumentar, n sei com que justificação, mas pronto. Os chineses vão se encarregar da indústria alemã, ou vão voltar à qualidade alemã à antiga, ou vão á falência
É verdade que algumas marcas alemãs têm dado tiros nos pés, mas os chineses devem pensar que são alguém.
O problema é que são: são “apenas” a 2ª maior economia mundial. Portanto devem ter algum peso no que fazem.
As marcas perceberam que se fizessem carros para durar muito vendiam pouco e então reduziram na qualidade, até porque muitos gostam de trocar de carro de 5 em 5 anos, nos países em que isso é viável para a população em geral, não em Portugal, apesar de muitos não se importarem de andar sempre endividados para andar de carro novo. Além disso deixaram de se preocupar com a facilidade de reparação mas sim com a facilidade de montagem, para reduzir custos.
Depois vieram as marcas chinesas e fizeram melhor e mais barato. Tanto por incentivos governamentais como por tecnologia que permitiu produzir mais barato. Entretanto a confiança em marcas europeias foi erodida por casos como o Diesel Gate e as Wet Belts em que ficou a arder foi o consumidor, e agora choram.
A confiança demora muito a conquistar mas é muito rápida a destruir.
Qualquer “investigação” que se faça à UE só pode concluir que embora a criação tenha tido uma filosofia lógica para Europeus hoje em dia tem uma lógica de destruição Europeia 🙂 Faz medidas que mais parecem para destruir a Europa comercial e industrialmente e parecem mais preocupados em “trabalhar” em assuntos com que mais ninguém se preocupa ! E depois … sempre teremos que concluir que as políticas e os executivos da UE são construídos e ocupados por “políticos” que são uns seres que não ligam muito à nacionalidade 🙂
Nunca na vida comprarei um carro chines
ta dito
“feito na Alemanha” afasta os condutores mais jovens, mesmo sendo associado a fiabilidade.”
O problema e que já não existe qualquer associação a fiabilidade, a Europa conseguiu acabar com esse selo.
Logo para o consumidor jovem, apenas vê a mesma coisa mais cara sem vantagem qualquer além do status da marca.
Eu tenho um Merc de 2017 e da maneira que vai a marca nunca mais vou comprar outro, pois o preço já não justifica, e só plásticos que depois viram barulhos parasitas, ate um Clio velho faz menos barulhos no tablier.
Para que comprar carros em que não existe qualidade no interior, e o exterior(motor ice) devido as normas da EU cada vez tem menos fiablidade?
No que toca a elétricos, então ainda pior, porque comprar 1 carro europeu, se o motor/baterias são Made in China?
Criticar os carros alemães é na verdade uma crítica indirecta aos carros chineses, porque muitos dos modelos chineses são CÓPIAS PIORADAS de carros alemães. O próprio artigo refere isso.