Meta vai financiar 7 centrais a gás natural… para abastecer apenas UM centro de dados
Sete centrais elétricas. Um único centro de dados. A Meta quer garantir energia sem limites para alimentar o futuro da inteligência artificial (IA), mas a escolha do gás natural está a gerar polémica. Afinal, até onde estão as gigantes tecnológicas dispostas a ir para sustentar o crescimento da tecnologia?
A nova espinha dorsal energética da Meta
Através de uma parceria estabelecida com a Entergy Louisiana, a Meta, empresa liderada por Mark Zuckerberg, irá financiar a construção de sete centrais elétricas movidas a gás natural.
O projeto é de uma escala colossal, prevendo-se a instalação de cerca de 386 quilómetros de linhas de transporte de alta tensão e sistemas de armazenamento de energia através de baterias em três localizações distintas.
No total, as centrais terão uma capacidade combinada de 5200 megawatts, enquanto as linhas de transmissão operarão a 500 quilovolts para garantir a estabilidade do fluxo energético.
Este complexo servirá o centro de dados de Richland Parish que, com uma área superior a 370 mil metros quadrados, será a maior infraestrutura deste género alguma vez construída pela Meta. Embora o foco imediato resida no gás natural, a tecnológica também se comprometeu a apoiar o desenvolvimento de até 2500 MW em fontes renováveis.
Responsabilidade corporativa
Este movimento financeiro ocorre num contexto de crescente escrutínio público sobre o impacto ambiental dos centros de dados. As gigantes tecnológicas têm tentado mitigar a insatisfação das comunidades locais, prometendo que o custo da nova geração de eletricidade não será refletido nas faturas dos cidadãos.
No entanto, críticos e especialistas sublinham que estas promessas carecem de acordos vinculativos ou de mecanismos de fiscalização que garantam o cumprimento efetivo desses compromissos a longo prazo.
A mudança de postura da indústria é uma reação direta ao descontentamento social. Dados recentes indicam que 60% dos norte-americanos defendem uma regulação mais apertada sobre a IA.
No plano político, figuras como o senador Bernie Sanders e a congressista Alexandria Ocasio-Cortez já avançaram com propostas legislativas para suspender a construção de novos centros de dados até que sejam estabelecidas regras claras.
Para muitos observadores, estas iniciativas de autofinanciamento não passam de uma tentativa de convencer os reguladores de que o setor pode autorregular-se sem necessidade de intervenção estatal.
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Servidores são câmaras de gás dos dados.
“…que o setor pode autorregular-se sem necessidade de intervenção estatal.”
Já me ri hoje!
Esta gente devia é de estar presa isso sim, tiram-nos a democracia em nome do lucro.
Os projetos das centrais nucleares das tecnológicas:
– Microsoft: reativar um reator da central de Three Mile Island
– Google investimentos em SMRs
– Amazon aposta em pequenos reatores nucleares e construção de um data-center alimentado por uma central atómica existente.
– Meta, com o maior plano de todos, anunciado em janeiro, de 6,6 GW de energia nuclear, através de novos SMRs e estender a vida útil de centrais existentes.
Então como aparecem agora as 10 centrais gás (3 já licenciadas e 7 novas) da Meta no Louisiana de 7 GW?
É que as centrais atómicas estão prontas depois de 2030, e precisa de garantir a energia elétrica até lá.
Mas se as centrais a gás emitem CO2 e metano, como é que a meta garante as “emissões líquidas zero” a que se tinha comprometido? Não garante, longe disso … diz que vai investir em projetos de 2,5 GW de energia solar e projetos de armazenamento de baterias.
Mas donde é que saiu a urgência e a sede de energia da Meta? Diz que é para treinar os seus novos modelos Llama, de IA.
Os 7 GW é uma coisa maluca. Algumas comparações:
– Dá para alimentar todas as casas em Portugal (são entre 5 e 6 milhões)
– A potência da barragem do Alqueva é de 0,5 GW – ou seja, corresponde a 14 Alquevas
– a potência instalada de painéis solares em Portugal até agora anda pelos 5 a 6 GW – a Meta precisa ainda de mais energia.
É impressionante o que as IAs consomem de eletricidade.
E como ninguém tem tomates / independência para regular isto vai continuar até estourar
Ter até têm. Na EU não vez estas maluquices porque existe, realmente, regulamentação. O pior é que basta um país não ter e como nos USA basicamente não há, é um wild wild west.
E ninguém mete este artista, no lugar.
A ambição e a ganância deste individuo, é completamente desmedida.
A META não deve andar a ler os artigos do ppware, se não já sabiam que a solução é meter uma central nuclear debaixo do centro de dados e enviar os resíduos para a casa dos apoiantes do nuclear, porque é uma tecnologia limpa.
Que é para depois termos carros elektros com IA.
Tudo gerado a gas é na boa. Era melhor a petroleo mas já nao é mau
Não há problemas porque é gás natura, não afeta o ambiente. viva o business.