YouTuber constrói o seu carro solar capaz de atingir 48 km/h e até 100 km de autonomia
Um youtuber sueco construiu o seu próprio carro solar com peças de bicicletas elétricas, capaz de atingir 48 km/h e até 100 km de autonomia.

Carro solar... poderá encontrar um nicho
Durante anos, o desenvolvimento de um carro solar realmente prático tem sido uma espécie de promessa constante que nunca chega a cumprir-se. A tecnologia avança, sim, mas quando se trata de mover veículos de tamanho convencional com energia solar direta, o desafio continua a ser enorme.
A densidade energética dos painéis solares atuais limita bastante a sua utilização na automação em larga escala. Ainda assim, há quem decida não esperar que a indústria dê o salto definitivo.
E é aí que surgem propostas como a de Simon Sörensen, que demonstrou algo interessante, com criatividade e conhecimentos técnicos básicos, é possível construir soluções funcionais à pequena escala. Não perfeitas. Mas úteis.
O seu projeto parte de uma ideia simples, quase intuitiva, aproveitar a tecnologia já existente em bicicletas elétricas. Motores, baterias, controladores… tudo isso já está otimizado, testado e disponível. Reutilizar em vez de reinventar. E isso, em termos de sustentabilidade, faz muito sentido.
Engenharia acessível com resultados surpreendentes
O veículo é construído sobre um chassis tubular de aço, onde se integram os sistemas de propulsão extraídos de duas bicicletas elétricas.
Cada roda incorpora um motor de cubo de 1.000 W, o que permite algo pouco habitual neste tipo de projetos, a tração configurável. Pode funcionar como tração dianteira, traseira ou até integral.
Este detalhe não é menor. A tração integral melhora a estabilidade e a aderência, especialmente em subidas ou terrenos irregulares. Algo essencial se se pretende que este tipo de veículos não se limite a ambientes urbanos perfeitamente asfaltados.
A direção utiliza a geometria Ackermann, um sistema com mais de 200 anos de história que continua a ser fundamental nos veículos modernos. Permite que as rodas girem com diferentes ângulos em curvas, reduzindo o desgaste e melhorando a precisão. O facto de surgir num projeto caseiro diz bastante sobre o nível técnico alcançado.

Energia solar como apoio real, não simbólico
Na parte superior do veículo são instalados três painéis solares leves que geram cerca de 300 W. Pode parecer pouco, mas aqui está a chave: não se pretende alimentar um carro convencional, mas sim um veículo leve e eficiente.
A energia captada é armazenada numa bateria de 48 volts, o que permite combinar condução direta com energia solar e utilização da bateria quando necessário. Em condições favoráveis, céu limpo, boa radiação, o veículo pode percorrer até 32 km apenas com energia solar.
E aqui surge o ponto interessante, quando se soma a bateria, a autonomia total ronda os 50 km, podendo atingir perto de 100 km em dias particularmente soalheiros. Não é magia. É otimização.

Velocidade suficiente para o dia a dia
Um dos preconceitos habituais sobre os veículos solares é que são lentos, quase simbólicos. Neste caso, não tanto. O protótipo atinge uma velocidade máxima próxima dos 48 km/h, mais do que suficiente para deslocações urbanas ou periurbanas.
Isto abre uma porta interessante: nem todos os veículos precisam de ser capazes de percorrer longas distâncias a alta velocidade. Para trajetos quotidianos, ir para o trabalho, fazer recados, circular em ambientes rurais, este tipo de soluções pode ser mais do que suficiente.
E além disso, com um custo e uma pegada ambiental muito menores.
Potencial
Este tipo de desenvolvimentos aponta para uma mudança de abordagem mais ampla, adaptar o veículo ao uso real, em vez de o sobredimensionar. Nem toda a gente precisa de um carro de 1.500 kg para percorrer 5 km por dia.
Se estas ideias forem levadas para a escala industrial, poderão surgir novas categorias de veículos ultraleves, híbridos entre bicicleta e carro, pensados para ambientes urbanos e rurais. Já há sinais disso na Europa, com regulamentações que começam a considerar os chamados veículos elétricos leves (categoria L).
Abre-se também a porta a modelos de produção mais descentralizados, onde a reparação, modificação e personalização assumem um papel relevante. Menos consumo, mais adaptação.
Em paralelo, o avanço em baterias mais eficientes e painéis solares mais leves poderá melhorar significativamente o desempenho destes sistemas nos próximos anos. Não é uma revolução imediata, mas sim uma evolução constante.
No final, o que este projeto propõe é algo bastante lógico, mobilidade mais simples, mais eficiente e mais alinhada com os recursos disponíveis. E isso, tendo em conta o contexto atual, não parece uma má ideia.






















Vale mais este feito por uma cabeça do que a alucinação do 2cv elétrico do post acima…
Feio e limitado tipo linux! So mesmo um nerd anda com isto
espero que não cometa um “suicidio” provocado pela “depressão”
Hehhe que piadola mais toto
quantos foram as pessoas que foram tirados da terra porque foram inovativos? SENHOR ENG